Analisando a prática de dois professores com representações matemáticas no 3º ano

Palavras-chave: Representações, Prática, Ações dos professores, Tarefas, Ensino fundamental

Resumo

Neste artigo analisamos a prática de dois professores do 3.º ano, Carla e Ricardo, para compreender como se caracterizam as suas ações no que respeita à forma como exploram uma tarefa na sala de aula, às maneiras como questionam os alunos e as representações que os docentes privilegiam no decorrer do trabalho. Os dados foram recolhidos por observação participante suportada por gravação áudio e vídeo, sendo analisados através da análise de conteúdo. Os resultados indicam que a ação de informar surge mais frequentemente e está associada a perguntas de focalização retórica e/ou de confirmação fechada, enquanto a ação de desafiar, menos comum, está associada ao questionamento através de perguntas de inquirição. Com o intuito de promover a utilização das representações por parte dos alunos, os professores adaptam as suas ações e o tipo de questionamento que utilizam de forma a promover (i) a utilização e transformação da representação escolhida e (ii) a reflexão dos alunos relativamente aos aspetos mais relevantes da tarefa.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Isabel Velez, Instituto de Educação da Universidade de Lisboa
Mestre em Didática da Matemática pela Universidade de Lisboa Portugal. Doutoranda em Educação pela Universidade de Lisboa. Colaboradora da Unidade de Investigação e Desenvolvimento em Educação e Formação.
Maria de Lurdes Serrazina , Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa

Professora coordenadora aposentada da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Lisboa, Membro da Unidade de Investigação do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa

João Pedro Mendes da Ponte, Universidade de Lisboa
Universidade de Lisboa, Instituto de Educação

Referências

Acevedo Nistal, A., Dooren, W. V., Clarebout, G., Elen, J., & Verschaffel, L. (2009). Conceptualizing, investigating and stimulating representational flexibility in mathematical problem solving and learning. ZDM Mathematics Education, 41(5), 627–636.

Bardin, L. (1977). Análise de conteúdo. Lisboa: Edições 70.

Boaler, J., & Brodie, K. (2004). The importance of depth and breadth in the analyses of teaching: A framework for analyzing teacher questions. Proceedings of the 26th Meeting of the North American Chapter of the International Group for the Psychology of Mathematics Education. Toronto, Ontario, Canada.

Bishop, A., & Goffree, F. (1986). Classroom organization and dynamics. In B. Christiansen, A. G. Howson & M. Otte (Eds.), Perspectives on mathematics education (pp. 309-365). Dordrecht: D. Reidel.

Blosser, P.E. (1975). How to ask the right questions. Washington DC: National Science Teachers Association.

Bruner, J. (1999). Para uma teoria da educação. Lisboa: Relógio d’Água.

Duval, R. (2006). A cognitive analysis of problems of comprehension in a learning of mathematics. Educational Studies in Mathematics, 61, 103–131.

Goldin, G. (2000). Representational systems, learning, and problem solving in mathematics. Journal of Mathematical Behavior, 17(2), 137-165.

Goldin, G. (2008). Perspectives on representation in mathematical learning and problem solving. In L. English (Ed.), Handbook of international research in mathematics education (pp. 178-203). New York, NY: Routledge.

Laville, C., & Dionne, J. (1999). A construção do saber: Manual de metodologia da pesquisa em ciências humanas. Porto Alegre: Artes Médicas.

Mason, J. (2000). Asking mathematical questions mathematically. International Journal of Mathematical Education in Science and Technology, 31(1), 97-111.

McClain, K. (2000). An analysis of the teachers’ role in supporting the emergence of symbolizations in one first-grade classroom. Journal of Mathematical Behavior, 19, 189-207.

Merriam, S. B. (1988). Case study research in education: A qualitative approach. CA; Jossey Bass.

Moyer, P. S., & Milewicz E. (2002). Learning to question: categories of questioning used by preservice teachers during diagnostic mathematics interviews. Journal of Mathematics Teacher Education, 5, 293-315.

NCTM (2000). Principles and standards for school mathematics. Reston, VA: NCTM.

Ponte, J. P. (2005). Gestão curricular em Matemática. In GTI (Ed.). O professor e o desenvolvimento curricular (pp. 11-34). Lisboa: APM.

Ponte, J.P., Mata-Pereira, J., & Quaresma, M. (2013). Ações do professor na condução de discussões matemáticas. Quadrante, 22(2), 55-82.

Ponte, J. P., & Serrazina, M. L. (2000). Didáctica da Matemática, 1.º ciclo. Lisboa: Universidade Aberta.

Purdum-Cassidy, B., Nesmith, S., Meyer, R. D., & Cooper, S. (2015). What are they asking? An analysis of the questions planned by prospective teachers when integrating literature in mathematics. Journal of Mathematics Teacher Education, 18, 79-99.

Stylianou, D. A. (2010). Teachers’ conceptions of representation in middle school mathematics. Journal of Mathematics Teacher Education, 13, 325-343.

Swan, M. (2007). The impact of task based professional development on teachers’ practices and beliefs: A design research study. Journal of Mathematics Teacher Education, 10, 217-237.

Thomas, N. D., Mulliganb, J. T., & Goldin, G. A. (2002). Children’s representation and structural development of the counting sequence 1–100. Journal of Mathematical Behavior, 21(1), 117-133.

Tripathi, P. N. (2008). Developing mathematical understanding through multiple representations. Mathematics Teaching in the Middle School, 13(8), 438-445.

Publicado
2019-06-07
Como Citar
Velez, I., Serrazina , M. de L., & Ponte, J. P. M. da. (2019). Analisando a prática de dois professores com representações matemáticas no 3º ano. Zetetike, 27, e019022. https://doi.org/10.20396/zet.v27i0.8650678