Língua de sinais e escola: considerações a partir do texto de regulamentação da língua brasileira de sinais

Autores

  • Regina Maria de Souza Universidada Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v7i2.808

Palavras-chave:

Decreto N. 5.626. Língua brasileira de sinais. Alfabetização. Identidade.

Resumo

O presente trabalho é produto parcial de um conjunto de reflexões realizadas pela autora a partir do texto de regulamentação da Libras. Considerando a responsabilidade de ser revisto o currículo dos cursos de formação de professores a fim de se criar, na escola, um contexto bilíngüe de aprendizagem e ensino, a autora discute a necessidade de se propor um conjunto de princípios éticos para nortear a formulação da política lingüística a ser adotada, por esses mesmos cursos, na elaboração de medidas que atendam aos termos do Decreto N. 5626. Para demonstrar que seu cumprimento só poderá trazer novidades se romperem com as estratégias históricas de assimilação do outro, revisita a história da alfabetização no Brasil aproximando-a da situação dos surdos sinalizadores. A partir de Foucault, Rancière e Derrida finaliza considerando que o Decreto pode abrir rotas que rompam com estratégias fagocitárias se, de um lado, o outro for mirado e respeitado em sua radical diferença conosco, e se, de outro, seja convidado a fazer parte conosco das medidas a serem tomadas para ele. 

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Biografia do Autor

Regina Maria de Souza, Universidada Estadual de Campinas

Psicóloga; Mestre em Psicologia Clínica pela PUCCAMP, Doutora em Linguística pelo Instituto de Estudos da Linguagem/UNICAMP; Docente do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação/UNICAMP; Responsável pelo Grupo de Estudos Surdos, Pesquisadora do Grupo de Estudos Diferenças e Subjetividades em Educação; Membro Convidada do GT Linguagem e Surdez da Associação Nacional de Pós – Graduação em Letras e Linguística (ANPOLL).

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Publicado

2008-11-13

Como Citar

Souza, R. M. de. (2008). Língua de sinais e escola: considerações a partir do texto de regulamentação da língua brasileira de sinais. ETD - Educação Temática Digital, 7(2), 266–281. https://doi.org/10.20396/etd.v7i2.808

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