Corpos em disputa, territórios a conquistar

mulheres no rúgbi

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v23i3.8657606

Palavras-chave:

Rúgbi feminino, Educação do corpo, Esporte e sociedade

Resumo

Ao pesquisarmos uma equipe feminina de rúgbi do sul do Brasil, nos deparamos com tensões concernentes ao lugar ocupado pelas mulheres no campo esportivo, em especial em uma modalidade que tradicionalmente vincula-se ao arquétipo masculino, devido à sua forma de jogo que valoriza o contato físico, a força e a virilidade. Por meio de trabalho de campo composto de observações sistemáticas do cotidiano da referida equipe e entrevistas com jogadoras, encontramos questões que perpassam tanto a busca de legitimidade e de representatividade do rúgbi feminino, quanto a experiência de sucesso das brasileiras em âmbito internacional, o que indica, ao menos no imaginário de nossas pesquisadas, que o rúgbi, no Brasil, é um esporte de mulheres.

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Biografia do Autor

Michelle Carreirão Gonçalves, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutora em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). 

Alexandre Fernandez Vaz, Universidade Federal de Santa Catarina

Doutor em Ciências Humanas e Sociais (Dr. Phil.)  pela Gottfried Wilhelm Leibniz Universität Hannover, Alemanha. Professor permanente dos programas de Pós-graduação em Educação (mestrado e doutorado) e Interdisciplinar em Ciências Humanas (Doutorado) pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

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Publicado

2021-08-12

Como Citar

GONÇALVES, M. C.; VAZ, A. F. Corpos em disputa, territórios a conquistar: mulheres no rúgbi. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 23, n. 3, p. 697–715, 2021. DOI: 10.20396/etd.v23i3.8657606. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/8657606. Acesso em: 25 out. 2021.