Trabalho infantil na indústria de semi-jóias e suas repercussões nos processos de escolarização

Autores

  • Luiz Bezerra Neto UFSCAR
  • Eduardo Pinto e Silva UFSCAR
  • Maria Cristina dos Santos Bezerra Universidade Federal do Sergipe
  • Tammy Ticiane Locali Universidade Federal de São Carlos

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v9i33e.8639540

Palavras-chave:

Reestruturação produtiva. Trabalho Infantil. Educação

Resumo

Este texto visa discutir o problema do trabalho infantil no setor de semi-jóias no municípiode Limeira. Parte-se do princípio de que esta é sempre uma questão controversa, sobretudoquando envolve pessoas com uma idade inferior àquela que a sociedade determina comosendo a maioridade, dado que a transição de infância para adolescência e desta para a idadeadulta muda de acordo com a sociedade em que a pessoa está inserida. A passagem daadolescência ou juventude para a idade adulta depende, via de regra, das necessidades deingresso no mercado de trabalho ou das lutas e conquistas de cada sociedade. Nassociedades mais desenvolvidas a educação tem servido para retardar a entrada no mercadode trabalho. Nas menos desenvolvidas, sobretudo as sociedades que tem por base aagricultura, esse ingresso tem se dado muito mais cedo. Nas sociedades capitalistas maispobres a necessidade da força de trabalho aliada a ausência de um projeto educacional emcondições de atender a todas as crianças tem levado as crianças ainda muito cedo para aroça ou para o trabalho doméstico em condições, quase sempre, de super-exploração dessaforça de trabalho sem a necessária formação para tal. Limeira-SP tem se destacado comogrande produtora de semi-jóias e essa realidade tem trazido uma série de impactos sobre asconfigurações trabalhistas, tal como a flexibilização das relações de trabalho, aterceirização e a conseqüente precarização da força produtiva. Nesse sentido, verifica-seaspectos preocupantes da relação entre escola e trabalho. Este influencia o desempenhopessoal dos alunos, os índices de repetência, a realização dos deveres de casa e o tempo dededicação aos estudos em casa. Parte-se do princípio de que criança que trabalha nãoestuda bem e não brinca. A pesquisa que aqui se apresenta é de natureza qualitativa. Aanálise qualitativa dos dados está sendo realizada a partir de uma abordageminterdisciplinar, incluindo, sobretudo, os referenciais da Sociologia do Trabalho,Sociologia da Educação, História da Educação e da Psicologia Organizacional, Social e doTrabalho.

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Biografia do Autor

Luiz Bezerra Neto, UFSCAR

Professor da Universidade Federal de São Carlos atuando na graduação e na pós-graduação.

Eduardo Pinto e Silva, UFSCAR

Professor Associado do Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos e do Programa de Pós-Graduação em Educação, linha de pesquisa "Estado, Política e Formação Humana".

Maria Cristina dos Santos Bezerra, Universidade Federal do Sergipe

Professora Adjunta no Departamento de Educação da Universidade Federal de São Carlos DED/UFSCar.

Tammy Ticiane Locali, Universidade Federal de São Carlos

Professora na Prefeitura de Pirassununga - SP. Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal de São Carlos - UFSCar (2008), Mestrado em Educação pela mesma Universidade - Área de Concentração: Trabalho e Educação - Trabalho Infantil (2011).

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Como Citar

BEZERRA NETO, L.; SILVA, E. P. e; BEZERRA, M. C. dos S.; LOCALI, T. T. Trabalho infantil na indústria de semi-jóias e suas repercussões nos processos de escolarização. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 9, n. 33e, p. 264–284, 2012. DOI: 10.20396/rho.v9i33e.8639540. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639540. Acesso em: 8 maio. 2021.

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