A constituição do professor como trabalhador

Autores

  • Áurea de Carvalho Costa UNESP/BAURU-SP
  • Adriana Maria Mattos Marafon UNIMEP/PIRACICABA-SP

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v9i36.8639647

Palavras-chave:

Professor. Magistério. Licenciaturas

Resumo

O presente texto surgiu como um exercício para responder uma indagação: Como seconstituiu historicamente o professor enquanto trabalhador? Para contribuir à elucidaçãodessa indagação, procuramos situar esse profissional na divisão social do trabalho, emdiferentes contextos históricos. Buscamos levantar elementos da sua constituição enquantoprofissional desde o pólo do entendimento do mestre como um vocacionado, umprofissional, com aptidões especiais numa visão inatista, até o pólo do profissional.Objetivamos contribuir para a análise sobre a configuração histórica do magistério comoprofissão e encerramos o texto apresentando a nossa tese de que o professor não pode serconsiderado nem um vocacionado, nem profissional liberal prestador de serviços, mas oprofissional da educação, com conhecimentos específicos e experiências que se constroemna trajetória de trabalho, e, na esfera social, como intelectual orgânico.

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Biografia do Autor

Áurea de Carvalho Costa, UNESP/BAURU-SP

Professora em RDIDP no depto de Educação da UNESP/Rio Claro e compoe o quadro permanente de docentes do Programa de pós graduação em educação.

Adriana Maria Mattos Marafon, UNIMEP/PIRACICABA-SP

UNIMEP/PIRACICABA-SP

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Como Citar

COSTA, Áurea de C.; MARAFON, A. M. M. A constituição do professor como trabalhador. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 9, n. 36, p. 145–166, 2012. DOI: 10.20396/rho.v9i36.8639647. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639647. Acesso em: 3 out. 2022.

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