A conversação como modo de distinção no império: tesouro de meninos e código de bom-tom nas escolas brasileiras

Autores

  • Fabiana Sena Universidade Federal da Paraíba

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v10i37.8639677

Palavras-chave:

Livros de leitura. Civilidade. Conversação. Império

Resumo

Com o objetivo de tornar visível o que os leitores – crianças, mulheres, homens dediferentes idades da elite brasileira – liam no Oitocentos, este artigo se volta para os livrosde civilidade, cujo gênero foi um dos mais freqüentes que circulou no Brasil nessa época,com o intuito de introduzir regras de comportamentos sociais aos interessados a transitarem diversos espaços sociais que surgiam. Para tanto, a conversação foi uma das temáticasda civilidade, a qual esteve presente nos livros desse gênero. Frente aos inúmeros livrosque circularam no Brasil na época da Colônia e do Império, elejo duas obras, Tesouro deMeninos (s/d), de Pierre Blanchard e Código do Bom-Tom ou Regras da Civilidade e deBem Viver no Século XIX (1845), de José Inácio Roquette, para apresentar as orientaçõesdo que se deve ou não fazer na conversação, as quais se fizeram presentes também naescola de primeiras letras no Brasil do século XIX.

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Biografia do Autor

Fabiana Sena, Universidade Federal da Paraíba

Profa Dra no Centro de Educação da Universidade Federal da Paraíba. Doutora pela Universidade Federal da Paraíba. Membro do HISTEDBR/PB.

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Como Citar

SENA, F. A conversação como modo de distinção no império: tesouro de meninos e código de bom-tom nas escolas brasileiras. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 10, n. 37, p. 253–265, 2012. DOI: 10.20396/rho.v10i37.8639677. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639677. Acesso em: 30 set. 2022.

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Artigos