Relações trabalhistas e a remuneração do magistério (1931-1945)

Autores

  • Amália Dias Universidade Federal Fluminense/CAPES

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v11i42.8639874

Palavras-chave:

Magistério. Salário. Legislação

Resumo

Examinamos a inserção do magistério particular do ensino secundário na categoria de “trabalhador”, no contexto de reestruturação das relações trabalhistas e das funções atribuídas ao ensino secundário no país nas décadas de 1930 e 1940, o que implicou em mudanças importantes no estatuto profissional da categoria. Investigamos a elaboração de critérios para a definição da remuneração do magistério de ensino secundário particular. Sucessivas comissões, anteprojetos, pareceres, portarias e decretos focalizaram esta questão. A intervenção do Estado nas relações entre capital e trabalho caracterizou fortemente este processo, participando nas negociações e conflitos entre patrões e empregados.

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Biografia do Autor

Amália Dias, Universidade Federal Fluminense/CAPES

Universidade Federal Fluminense/CAPES

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Como Citar

DIAS, A. Relações trabalhistas e a remuneração do magistério (1931-1945). Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 11, n. 42, p. 182–199, 2012. DOI: 10.20396/rho.v11i42.8639874. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8639874. Acesso em: 13 ago. 2022.

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Artigos