Primeiras escolas agrícolas no Brasil

limites e falências (1877 a 1936)

Autores

  • Rodrigo Sarruge Molina Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v12i46.8640088

Palavras-chave:

Ensino agrícola, Engenharia agrícola, Agronomia, Primeiras escolas agrícolas

Resumo

Este artigo objetiva entender quais foram os motivos que levaram as primeiras escolas agrícolas do Brasil falirem ou permanecerem abertas de forma precária. Entre os anos de 1877a 1936, mais de 50% dos cursos de engenharia agrícola foram extintos e o estudo entende que este fenômeno foi resultante das características materiais do Brasil, o que repercutiu diretamente nos projetos educacionais de ensino agrícola que a fração hegemônica da classe dominante imprimiu para a sociedade brasileira.

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Biografia do Autor

Rodrigo Sarruge Molina, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

Doutorando em Educação, área de Filosofia e História (UNICAMP). Grupo de Estudos “História, Sociedade e Educação no Brasil” (HISTEDBR). Pesquisa financiada pela CAPES.

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Publicado

2012-05-12

Como Citar

MOLINA, R. S. Primeiras escolas agrícolas no Brasil: limites e falências (1877 a 1936). Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 12, n. 46, p. 309–324, 2012. DOI: 10.20396/rho.v12i46.8640088. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640088. Acesso em: 3 dez. 2021.

Edição

Seção

Artigos