O discurso educacional e o Almanaque do Biotônico Fontoura: por entre práticas de leitura e a produção de uma representação do sertanejo (1920-1950)

Autores

  • Marcelo Oliano Machado Universidade Estadual de Maringá
  • Ednéia Regina Rossi Universidade Estadual de Maringá
  • Fátima Maria Neves Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v12i45.8640137

Palavras-chave:

Almanaque do Biotônico Fontoura. História da Educação, representação do sertanejo. Brasil (1920-1950)

Resumo

Neste artigo, tecemos relações entre as representações do homem do campo, veiculadas pelo Almanaque do Biotônico Fontoura, e a produção de uma memória coletiva acerca do sertanejo. O Almanaque foi usado nas escolas como material de leitura e circulou em diferentes espaços públicos e privados.  Sua leitura contribuiu para consolidar uma imagem de atraso e indolência do sertanejo.

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Biografia do Autor

Marcelo Oliano Machado, Universidade Estadual de Maringá

Professor com experiência na área de Educação, com ênfase em ensino/aprendizagem.

Ednéia Regina Rossi, Universidade Estadual de Maringá

Professora associada na Universidade Estadual de Maringá com atuação na graduação em Pedagogia e no Programa de Pós-graduação em Educação (Mestrado). 

Fátima Maria Neves, Universidade Estadual de Maringá

Professora Associada da Universidade Estadual de Maringá. 

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Publicado

2012-06-08

Como Citar

MACHADO, M. O.; ROSSI, E. R.; NEVES, F. M. O discurso educacional e o Almanaque do Biotônico Fontoura: por entre práticas de leitura e a produção de uma representação do sertanejo (1920-1950). Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 12, n. 45, p. 78–88, 2012. DOI: 10.20396/rho.v12i45.8640137. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640137. Acesso em: 6 dez. 2021.

Edição

Seção

Artigos