A educação feminina na perspectiva de agências multilaterais

Autores

  • Leda Aparecida Vanelli Nabuco de Gouvêa Universidade Estadual do Oeste do Paraná
  • Amélia Kimiko Noma Universidade Estadual de Maringá

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v12i45.8640148

Palavras-chave:

Educação feminina. Políticas educacionais. Agências multilaterais. Políticas neoliberais

Resumo

Este artigo aborda as proposições concernentes à educação feminina constantes em documentos produzidos, a partir de 1990, pelas agências multilaterais: UNESCO, UNICEF, Banco Mundial e Cepal. O objetivo é investigar as funções de reparação, equalização e qualificação atribuídas à educação feminina, às quais são incorporadas preocupações econômicas, morais e éticas no combate à pobreza. Agrega ao debate a discussão sobre a funcionalidade ideológica assumida pela referida educação. Argumenta que a defesa da educação feminina está a legitimar a implementação de políticas neoliberais e expressa a busca de soluções para os problemas e contradições gerados estruturalmente pelo capitalismo, por intermédio de ajustes feitos estritamente nos efeitos e nas consequências.

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Biografia do Autor

Leda Aparecida Vanelli Nabuco de Gouvêa, Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Professora do Curso de Enfermagem na Universidade Estadual do Oeste do Paraná (UNIOESTE/Cascavel) na área de Saúde Coletiva.

Amélia Kimiko Noma, Universidade Estadual de Maringá

Docente aposentada da Universidade Estadual de Maringá e do Programa de Pós-graduação em Educação. 

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Publicado

2012-06-09

Como Citar

GOUVÊA, L. A. V. N. de; NOMA, A. K. A educação feminina na perspectiva de agências multilaterais. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 12, n. 45, p. 263–280, 2012. DOI: 10.20396/rho.v12i45.8640148. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640148. Acesso em: 28 maio. 2022.

Edição

Seção

Artigos