Meninos e meninas estudando juntos: os debates sobre as classes mistas nas escolas brasileiras (1890/1930)

Autores

  • Jane Soares de Almeida Universidade de Sorocaba - Programa de Pós-Graduação em Educação

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v14i58.8640382

Palavras-chave:

Coeducação. Classes mistas. Educação feminina

Resumo

Após a República, as propostas das classes mistas vindas dos setores progressistas no cenário educacional brasileiro significavam um ideal de igualdade sexual pela via escolar e uma medida de economia do Estado quanto à educação popular. Defendida pelos liberais republicanos e protestantes norte-americanos, que vieram nas missões evangelizadoras, era objeto de repúdio da Igreja Católica e dos conservadores apegados às tradições, que viam nessa prática educacional uma ameaça ao status quo vigente, temendo a excessiva modernização de costumes e perda de controle do sexo feminino. Na propalada necessidade de se introduzir o sistema de classes mistas nas escolas, defendido por feministas e republicanos, as diferenças naturais eram impeditivas para a implantação do regime coeducativo por ser um procedimento de fundo moral, reforçado em sua essência pelo ponto de vista da Igreja católica.

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Biografia do Autor

Jane Soares de Almeida, Universidade de Sorocaba - Programa de Pós-Graduação em Educação

Docente do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade de Sorocaba - UNISO - Pesquisadora do CNPq

Referências

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Publicado

2015-01-29

Como Citar

ALMEIDA, J. S. de. Meninos e meninas estudando juntos: os debates sobre as classes mistas nas escolas brasileiras (1890/1930). Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 14, n. 58, p. 115–123, 2015. DOI: 10.20396/rho.v14i58.8640382. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640382. Acesso em: 21 out. 2021.

Edição

Seção

Artigos