Um colégio, uma distinção: o Colégio Aurora de Caçador, Santa Catarina, em tempos de nacionalização do ensino

Autores

  • Ana Laura Tridapalli Universidade do Estado de Santa Catarina
  • Maria das Dores Daros Universidade Federal de Santa Catarina UFSC

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v14i58.8640394

Palavras-chave:

Brasil. História da Educação. Instituições Escolares

Resumo

O presente artigo discorre sobre o Colégio Aurora de Caçador, Santa Catarina, durante a década de 1930, sob a administração do casal de italianos Dante e Albina Mosconi. Nestas páginas discutiremos algumas questões analisadas na pesquisa de mestrado sobre esta instituição escolar, tais como, a distinção desse educandário em tempos de nacionalização do ensino e a mudança de trajetória dos alunos egressos. Nossa análise é sócio-histórica, dialogando principalmente com o sociólogo francês Pierre Bourdieu. Como fontes utilizamos iconografias, entrevistas, periódicos e documentos institucionais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ana Laura Tridapalli, Universidade do Estado de Santa Catarina

Professora colaboradora do Curso de Pedagogia a Distância Cead/Udesc

Maria das Dores Daros, Universidade Federal de Santa Catarina UFSC

É professora titular da Universidade Federal de Santa Catarina. Tem experiência na área de Sociologia da Educação, História da Educação e a História dos Intelectuais, Estado e Políticas Educativas e História da Formação de Professores.

Referências

AZZI, Riolando. História da educação católica no Brasil: a expansão da obra de Champagnat no Brasil, v.3. São Paulo: Secretariado Interprovincial Marista, 1999.

BARRICHELLO, Ângelo. Entrevista concedida a Ana Laura Tridapalli e Fernando Leocino da Silva. 2006.

BICUDO,J. De C. O ensino secundário no Brasil a sua atual Legislação. São Paulo: DEDALUS, 1931.

BITTENCOURT, Circe M. F. Livro didático e conhecimento histórico: uma história do saber escolar. Universidade de São Paulo, 1993. Tese de doutoramento apresentada ao Departamento de História da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

BOURDIEU, Pierre. A Distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp; Porto Alegre: Zouk, 2007.

BOURDIEU, Pierre. La noblesse d’État. Grandesécoleset esprit de corps, 1989.

BOURDIEU, Pierre. La reproduction. Paris: Ed. de Minuit,1970.

BOURDIEU, Pierre. Le senspratique. Paris: Ed. de Minuit,1980.

BOURDIEU, Pierre. O Poder Simbólico. Lisboa :Difel, 1989.

BOURDIEU, Pierre. Raisons pratiques. 1994

CAMPOS, Cyntia Machado. Controle e Normatização de Condutas em Santa Catarina (1930-1945). 1992. Dissertação (mestrado) – Pontifícia UniversidadeCatólica de São Paulo.

COLÉGIO Aurora. O Comércio. Porto União, n° 23, 10 dez. 1933

DANIEL, Leziany Silveira; DAROS, Maria das Dores; Universidade Federal de Santa Catarina. A formação de professores em Santa Catarina nas décadas de 30 e 40 entre o discurso da missão e o centralismo burocrático. Florianópolis, 1999. 48f.

FÁVERI, Marlene de. Memórias de uma (outra) guerra: cotidiano e medo durante a Segunda Guerra em Santa Catarina. 2.ed. Florianópolis: Ed. da UFSC; Itajaí: Ed. da Univali, 2005.

FAORO, Ernesto. Entrevista concedida a Ana Laura Tridapalli e Fernando Leocino da Silva. 2007.

HORTA, José Silvério Baia. O Hino, O sermão e a ordem do dia; regimeautoritário e a educação no Brasil. Rio de Janeiro: Ed. UFRJ, 1994.

O COMÉRCIO. Porto União. ? Mar. 1932. p.01

RAISEL, Izaltino. A Era Mosconi na história de Caçador: estudo sobre a vida e a obra do casal Dante e Albina Mosconi no campo da Educação – Marco na História de Caçador: FEARPE, 1984.

RELATÓRIOS da InspetoriaFederaljunto ao GinásioAurora. 1938-1945

RELATÓRIO informativo de visita do Irmão Provincial a Florianópolis – 1938

ROMANELLI, Otaiza de Oliveira. Historia da educação no Brasil (1930/1973). 7. ed. Petrópolis: Vozes, 1985.

SANTA CATARINA. Decreto-Lei n° 436, de 7 de novembro de 1933. Equipara à Escola Normal Catarinense, o curso Normal do Colégio Aurora; de Santelmo.

SANTA CATARINA. Decreto-Lei n° 1617, de 1o de outubro de 1928. Determina as condições em que poderão ser equiparadas à Escola Normal do Estado os estabelecimentos de ensino particular.

SEYFERTH, Giralda. Nacionalismo e identidade étnica. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura, 1981.

THOMÉ, Nilson. Colégio Aurora – uma visão histórica. Caçador: Prefeitura/INCON Edições,1993.

TRIDAPALLI, Ana Laura. Bons cristãos e virtuosos cidadãos: cultura escolar Maristea no Ginásio Aurora (1938-1945). 2006. 86f. Trabalho de conclusão de curso (Graduação) – Universidade do Estado de Santa Catarina.

VIRTUOSO, Tatiane dos Santos. Disputas de Identidades : A nacionalização do ensino em meio aos Ítalo- Brasileiros (1900-1930).Dissertação de Mestrado – Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. 2008.

Downloads

Publicado

2015-01-29

Como Citar

TRIDAPALLI, A. L.; DAROS, M. das D. Um colégio, uma distinção: o Colégio Aurora de Caçador, Santa Catarina, em tempos de nacionalização do ensino. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 14, n. 58, p. 291–303, 2015. DOI: 10.20396/rho.v14i58.8640394. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8640394. Acesso em: 25 out. 2021.

Edição

Seção

Artigos