Educação a distância no Brasil, Rússia e China

rumos para o desenvolvimento e a inovação

Palavras-chave: Educação a distância, Desenvolvimento, Inovação, Teoria do capital humano, Economia do conhecimento.

Resumo

O objetivo do artigo é divulgar pesquisa sobre a Educação a Distância, EaD no Brasil, Rússia e China, dos primórdios no século XX a 2016, problematizando os rumos para o desenvolvimento e a inovação desses países. A abordagem metodológica é do materialismo histórico-dialético presente nos estudos comparados críticos em educação. Entre os resultados, destaca-se que a tendência à massificação e ao lucro rápido está presente nas instituições de ensino privadas no Brasil. Na Rússia e na China não foram encontrados cursos superiores à distância privados e a política é estatal desde as revoluções comunistas. Nos documentos coletados nesses países, a análise dos discursos revelou que há aproximação com as diretrizes dos organismos internacionais tendo por fundamento ideológico a Teoria do Capital Humano  e a Economia do Conhecimento.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Raquel de Almeida Moraes, Universidade de Brasilia

Doutorado em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Professora da Universidade de Brasília (UnB).

Referências

ALVES, J. R. M. A história da educação a distância no Brasil. Carta Mensal Educacional, Instituto de Pesquisas Avançadas em Educação, ano 16, n. 82, jun. 2007. Disponível em: http://www.ipae.com.br/pub/pt/cme/cme_82/index.htm. Acesso em: 27 nov. 2018.

AMARAL, N. C. A educação superior brasileira: dilemas, desafios e comparações com os países da OCDE e do BRICS. Rev. Bras. Educ, Rio de Janeiro v .21, n. 66, p. 717-736, jul./set. 2016.

ARAÚJO, C. B. Z. M. de. Ensaio: aval. pol. públ. Educ., Rio de Janeiro, v. 23, n. 87, p. 311-340, abr./jun. 2015.

BELLONI, M. L. Ensaio sobre educação a distância no Brasil. Educação e Sociedade, Campinas, SP, v. 78, p. 117-142, 2002.

BONITATIBUS, S. G. Educação comparada. Conceito, evolução, métodos. São Paulo: EPU, 1989.

BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Notas estatísticas do censo da educação superior. Brasília: INEP, 2013.

BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Notas estatísticas do censo da educação superior. Brasília: INEP, 2016.

CARNOY, M. et al. Expansão das Universidades em uma economia global de mudança. Triunfo dos BRIC? Brasília: Capes, 2015.

CARVALHO, E. J. G. Estudos comparados em educação: novos enfoques teóricos metodológicos. Acta Scientiarum Education, Maringá, v. 36, n. 1, p. 129-141, jan./jun., 2014.

CIAVATTA, M. Estudos comparados: sua epistemologia e sua historicidade. Trabalho & Educação, v. 7, p. 129-151, 2009.

COMUNIDADE EUROPÉIA. Economia do conhecimento. Disponível em: http://ec.europa.eu/regional_policy/sources/docoffic/official/reports/pdf/p147_pt.pdf. Acesso em: 27 nov. 2018.

COSTA, C. J. da.; PIMENTEL, N. M. O sistema universidade aberta do Brasil na consolidação da oferta de cursos superiores a distância no Brasil. ETD: Educação Temática Digital, v. 10, p. 71-90, 2009.

DOURADO, L. F. OLIVEIRA, J. F. de. Políticas educacionais e reconfiguração da educação superior no Brasil. In: DOURADO, L. F.; CATANI, A. M. (Org.). Universidade pública: política e identidade institucional. Campinas, SP: Autores Associados; Goiânia: Ed. da UFG, 1999. p. 66-74.

DUARTE, N. Sociedade do conhecimento ou sociedade das ilusões? Quatro ensaios críticos-dialéticos em filosofia da educação. Campinas: Autores Associados, 2003.

FIORIN, J. L. Linguagem e ideologia. São Paulo: Ática, 2005.

FRIGOTTO, G. A produtividade da escola improdutiva: um (re) exame das relações entre educação e estrutura econômica-social e capitalista. 5. ed. São Paulo: Cortez, 1999.

KLEES, S. J. Human Capital and rates of return: brillant ideas or ideological dead ends? Comparative Education Review, v. 60, n. 4, p. 644-672, 2016.

LUCENA, C.; PREVITALI, F. S.; LUCENA L. (Org.). A crise da democracia brasileira. 1. ed. Uberlândia: Navegando Publicações, 2017.

MARX, K. Contribuição para a crítica da economia política (Prefácio). Lisboa, ES: 1971. (Teoria).

MARX, K.; ENGELS, F. Ideologia alemã. Feurbach. 2. Ed. São Paulo: Hucitec, 1986.

MATTELART, A. História da sociedade da informação. São Paulo: Loyola, 2002.

MERCADANTE, A. Perspectivas da educação no Brasil. Brasília: MEC, 2015.

MORETTI, D. M. A compatibilidade entre a lógica econômica e o ensino superior, após a Constituição Federal de 1998: o caso da Anhanguera Educacional participações S.A. 2013. 393 f. Dissertação (Mestrado em Direito) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2013.

MORETTI, D. A responsabilidade internacional do Estado Brasileiro por violações do direito à educação a partir do sistema global de proteção dos direitos humanos. RDDP: Revista Digital de Direito Público, v. 1, p. 30, 2012.

MOTA JUNIOR, W. P. da.; MAUÉS, O. C. O Banco Mundial e as políticas educacionais brasileiras. Educação & Realidade, Porto Alegre, v. 39, n. 4, p. 1137-1152, 2014.

PETERS, O. Das Fernstudium an den Hochschulen der Sowjetunion. Hamburg: Walter Schultz Verlag KG, 1967.

PIMENTEL, F. C. Tendências ideológicas dos cursos de licenciatura em educação física na modalidade a distância. 2017. 140 f. Tese (Doutorado em Educação) – Universidade de Brasília, Brasília, 2017.

OCDE. The knowledge-based economy. Organisation for economic cooperation and development. Paris: OCDE, 1996.

OLIVEIRA, C. de. Em fusão, Kroton e Estácio tendem a ampliar educação a distância, demitir e elevar lucros. RBA, publicado 28 jul. 2016. Disponível em: http://www.redebrasilatual.com.br/educacao/2016/07/com-lucro-crescente-kroton-e-estacio-sinalizam-mais-investimentos-em-educacao-a-distancia-3077.html. Acesso em: 27 nov. 2018.

ROBERTSON, S. L.; DALE, R. O Banco Mundial, o FMI e as possibilidades da educação crítica. In: APPLE, M. et al. (org.). Educação crítica. Análise internacional. Porto Alegre: Artmed, 2011. p. 34-48.

SANTOS, M. Por uma outra globalização. Do pensamento único à consciência universal. São Paulo: Record, 2011.

SAVIANI, D. As concepções pedagógicas na história da educação brasileira. Texto elaborado no âmbito do projeto de pesquisa “o espaço acadêmico da pedagogia no Brasil”, financiado pelo CNPq para o projeto 20 anos de Histedbr. Campinas, 25 de agosto de 2005.

SAVIANI, D. História comparada da educação: algumas aproximações História da Educação, v. 5, n. 10, p. 5-16, 2001.

SAVIANI, D. História das ideias pedagógicas no Brasil. 1. ed. Campinas, SP: Autores Associados, 2007.

SAVIANI, D. O trabalho como princípio educativo frente às novas tecnologias. In: FERRETI, C. et. al. (org.). Novas tecnologias, trabalho e educação. Petrópolis: Vozes, 1994. p. 147-164.

SAVIANI, D. Vicissitudes e perspectivas do direito à educação no Brasil: abordagem histórica e situação atual. Ed. Soc., v. 34, n. 124, p. 743-760, 2013.

SCHULTZ, T. O valor econômico da educação. Rio de Janeiro: Zahar, 1962.

SMIRNOVA, I. Distance education in Russia and beyond. ONLINE EDUCA. BERLIN 2011.

WORLD BANK. Knowledge assessment methodology, KAM 12. Washington: World Bank, 2007.

WORLD BANK. Lifelong learning in the global knowledge economy. Challenges for developing countries. Washington: World Bank, 2003.

XIN, D.; JIAN, N.; YANHUI, H. Research on distance education development in China. British Journal of Educational Technology, v. 41, n. 4, p. 582–592, 2010.

ZAWACKI-RICHTER, O.; KOUROTCHKINA, A. The development of distance education in the Russian Federation and the Former Soviet Union. International Review of Research in Open and Distance Learning, v. 13, n. 3, p. 165-184, 2012.

Publicado
2019-07-31
Como Citar
Moraes, R. de A. (2019). Educação a distância no Brasil, Rússia e China. Revista HISTEDBR On-Line, 19, e019043. https://doi.org/10.20396/rho.v19i0.8654081