Legislação e educação na América colonial portuguesa

as instruções ao governador e o diretório de 1757

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v20i0.8657491

Palavras-chave:

Diretório de 1757, Mendonça Furtado, Pará

Resumo

Esse artigo tem como objeto as origens da instrução na América portuguesa no período do governo de Mendonça Furtado, Governador do Grão-Pará e Maranhão entre 1751 e 1759. Para tal utilizará como metodologia a pesquisa documental, tendo como fontes primárias as instruções ao governador Mendonça Furtado e o Diretório dos Índios de 1757 que, articulados, deflagram um amplo processo de mudanças culturais e educacionais que culminaria, dentre outros acontecimentos, com o surgimento de escolas geridas pelo Estado português no território brasileiro em substituição às escolas elementares jesuíticas, antes mesmo da reforma de ensino do Marquês de Pombal em 1759.

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Biografia do Autor

Alberto Damasceno, Universidade Federal do Pará

Doutorado em Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Professor Titular da Universidade Federal do Pará (UFPA).      

Luane Tomé, Universidade Federal do Pará

Graduada em Pedagogia pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Mestranda em Currículo e Gestão da Escola Básica na Universidade Federal do Pará (UFPA).

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Publicado

2020-10-08

Como Citar

DAMASCENO, A.; TOMÉ, L. Legislação e educação na América colonial portuguesa: as instruções ao governador e o diretório de 1757 . Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 20, p. e020043, 2020. DOI: 10.20396/rho.v20i0.8657491. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8657491. Acesso em: 3 dez. 2021.