A regulação da formação continuada de professores alfabetizadores no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rho.v21i00.8658491

Palavras-chave:

Organismos internacionais, Educação brasileira, Formação continuada de professores alfabetizadores

Resumo

O presente texto socializa as análises dos documentos produzidos pelos organismos internacionais, tais como Declaração Mundial de Educação para Todos (conferência de Jomtien em 1990), Declaração de Nova Délhi (1993), Relatório de Jaques Delors e o documento do Banco Mundial, com o objetivo de compreender a articulação com os documentos educacionais brasileiros, na perspectiva de apreender a regulação da formação continuada de professores alfabetizadores. A análise está fundamentada no materialismo histórico-dialético, construído a partir da literatura já produzida e da análise documental. Conclui-se que a formação continuada de professores encaminha-se para o esvaziamento da educação e formação humana destituída de qualquer sentido crítico pautada na lógica do conhecimento reduzido e da necessidade de revitalizar novos projetos de alfabetização de caráter cada vez mais excludentes.

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Biografia do Autor

Solange Pereira da Silva, Universidade Federal do Pará

Mestrado em Educação pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Professora adjunta I no Curso de Pedagogia da Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus Universitário do Marajó/Breves.

 

 

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Publicado

2021-05-03

Como Citar

SILVA, S. P. da. A regulação da formação continuada de professores alfabetizadores no Brasil. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 21, n. 00, p. e021015, 2021. DOI: 10.20396/rho.v21i00.8658491. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8658491. Acesso em: 19 set. 2021.