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Ensino comum nacional
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Palavras-chave

Estado neoliberal
Educação-ensino
Escola-ensino-conhecimento

Como Citar

NASCIMENTO, Maria Isabel Moura; SILVA, Renata Lopes da; ZANLORENZI, Claudia Maria Petchak; NADAL, Maria Domenica Christiano; GARCIA, Regiane Hartmann. Ensino comum nacional: princípios históricos e políticos. Revista HISTEDBR On-line, Campinas, SP, v. 23, n. 00, p. e023017, 2023. DOI: 10.20396/rho.v23i00.8668717. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/histedbr/article/view/8668717. Acesso em: 19 jul. 2024.

Resumo

Este artigo apresenta um estudo no qual a problemática situa-se no contexto da Educação contemporânea (2015-2018) e visa responder o que seria o ensino comum nacional, seus aspectos históricos e políticos, tendo como fonte primária o documento Base Nacional Comum Curricular-BNCC, homologado pelo Ministério da Educação no período de 2017-2018. Destacamos o materialismo histórico e dialético como pressuposto teórico e metodológico, alicerçado a categorias centrais que o fundamentam. O documento apresenta um encaminhamento do sujeito para a autorregulação do aprendizado, para o ideário de cidadania, empreendedorismo, protagonismo e a um projeto de vida que expressam indicadores liberais revivificados na ideologia neoliberal. O conceito de conhecimento situa-se no desenvolvimento de competências e habilidades, em que o mundo do trabalho torna-se um eixo norteador geral para o documento e a concepção de Educação-Ensino a ser institucionalizada pela escola visa compor o modelo de exigências globais e de mundialização do capital. Desta maneira, adjacentes as constantes reestruturações do capital, a educação escolar situa-se em meio às contradições e disputas sociais em que pese termos como equidade e meritocracia. É fundamental que o movimento coletivo dos profissionais envolvidos com o processo de ensino e aprendizagem na escola, reinterpretem os documentos legais para que possam compor um movimento crítico, contudo, há a necessidade do desenvolvimento do ensino enquanto conhecimento universal na perspectiva histórica e crítica, como materialização da ação transformadora dos sujeitos enquanto práxis dentro da sociedade, considerando o arrazoado científico produzido pelas instituições de pesquisa em educação que tangenciam de forma contra-hegemônica.

https://doi.org/10.20396/rho.v23i00.8668717
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