Imagem, consumo e presença

Aspectos de um regime visual americanista no Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24978/mod.v3i1.3765

Palavras-chave:

Imagem, História, Regimes visuais, Produção de Presença, Cultura de consumo.

Resumo

O artigo parte das reflexões de Hans Ulrich Gumbrecht a respeito das Materialidades da Comunicação para propor uma análise da emergência de um regime visual e novas políticas de consumo nos anos 1950 e 1960 no Brasil pautado em um paradigma cultural estadunidense. O texto insere-se em uma perspectiva de Estudos Visuais e procura demonstrar que a profusão de imagens no período em questão, longe de produzir uma “perda do mundo hermeneuticamente induzida”, é produtora de presença. Em outras palavras, para proporcionar uma análise histórica específica, buscar-se-á compreender como a linguagem imagética, para além de ser um domínio exclusivo da cultura de sentido, como pretendem alguns, produz efeitos estéticos tangíveis aos corpos, e, portanto, produz presença.

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Biografia do Autor

Marcos Alexandre Arraes, Universidade Federal do Tocantins

Professor Adjunto do Departamento de História da Universidade Federal do Tocantins (UFT). Pós-Doutorando em Antropologia Visual pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

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Publicado

2019-01-18

Como Citar

ARRAES, M. A. Imagem, consumo e presença: Aspectos de um regime visual americanista no Brasil. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 3, n. 1, p. 180–196, 2019. DOI: 10.24978/mod.v3i1.3765. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8662935. Acesso em: 7 dez. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - A Emergência da imagem crítica