Ativismo poético

Transpondo a política das ruas para os espaços da arte

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24978/mod.v3i1.1300

Palavras-chave:

Política da estética, crítica institucional, coletivos urbanos, arte e política, poética.

Resumo

O presente artigo se destina a compreender os nexos entre arte e política no âmbito das ações de ativismo urbano perpetradas por coletivos e expostas como trabalhos de arte. Partimos do pressuposto de que haveria uma natureza poética nestas ações, que possibilitaria sua fácil inserção no meio da arte. Para tal, observamos algumas ações dos coletivos Frente Três de Fevereiro e Política do Impossível, expostos em diversas mostras de arte. Caracterizamos a natureza poética de seus trabalhos através dos subsídios teóricos oferecidos por Jacques Rancière e Roland Barthes, relacionando-a a uma recusa do devir comunicativo da linguagem. Esta natureza possibilitaria sua transposição para os meios da arte, no âmbito daquilo que Jacques Rancière compreende por Regime Estético.

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Biografia do Autor

Pedro Caetano Eboli Nogueira, Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro

Doutorando em Artes e Design pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, sob orientação de Denise Portinari. Bolsista CAPES.

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Publicado

2019-01-18

Como Citar

NOGUEIRA, P. C. E. Ativismo poético: Transpondo a política das ruas para os espaços da arte. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 3, n. 1, p. 44–59, 2019. DOI: 10.24978/mod.v3i1.1300. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8662938. Acesso em: 5 dez. 2022.

Edição

Seção

Artigos - Colaborações