Produção cultural indígena e história da arte no Brasil

Exposições e seus enunciados (parte I – Alegria de Viver, Alegria de Criar)

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24978/mod.v3i3.4303

Palavras-chave:

Artes indígenas. Exposições. Mário Pedrosa. Darcy Ribeiro. Alegria de Viver, Alegria de Criar.

Resumo

Apresenta-se neste texto o primeiro movimento de uma reflexão que objetiva articular revisão historiográfica, pesquisa documental e análise de diferentes concepções sobre as artes indígenas no Brasil, tendo como objeto de investigação exposições brasileiras dedicadas ao tema. De modo a recortar o problema proposto, optou-se neste momento (parte I) por considerar um estudo de caso em sua singularidade: a mostra Alegria de Viver, Alegria de Criar (1977-1978), idealizada por Mário Pedrosa, mas não concretizada. Pretende-se considerar as abordagens teórico-metodológicas referentes à concepção e ao planejamento da proposição, averiguando-se de que modo o universo conceitual da mostra permite observar a relação direta entre o pensamento curatorial e/ou institucional e indícios da persistência de certa visão histórica sobre a produção cultural dos povos indígenas no país. Este ensaio objetiva igualmente articular a relação entre “objetos” de (investigação em) arte, teorias da arte e antropologia, a partir dos estudos curatoriais.

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Biografia do Autor

Ivair Reinaldim, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutor em Artes Visuais pelo PPGAV-EBA/UFRJ, professor adjunto da Escola de Belas Artes da UFRJ e professor permanente do PPGAV/UFRJ. Esta publicação insere-se no projeto de pesquisa “Estudos curatoriais: perspectivas históricas e atuais”.

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Publicado

2019-10-05

Como Citar

REINALDIM, I. Produção cultural indígena e história da arte no Brasil: Exposições e seus enunciados (parte I – Alegria de Viver, Alegria de Criar). MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 3, n. 3, p. 135–151, 2019. DOI: 10.24978/mod.v3i3.4303. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8663184. Acesso em: 8 ago. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - Canibalismos Disciplinares