Montagem como processo

Espaços, poética artística e a curadoria

Autores

DOI:

https://doi.org/10.24978/mod.v2i1.949

Palavras-chave:

Fotografia, exposições de arte, processo de criação, cultura afro-brasileira.

Resumo

Este relato traz as cadeias de reações subjetivas e objetivas consideradas para a montagem da exposição fotográfica E o silêncio nagô calou em mim, realizada no Museu Nacional dos Correios em Brasília, no Centro Cultural Correios em Salvador e no Museu de Artes de Santa Catarina em Florianópolis, por onde a exposição faz itinerância desde 2013. Ao acolher a poética de processo imposta pelos percursos da pesquisa artística e considerar determinações previamente pactuadas no projeto elaborado para o edital de patrocínio com a Lei de Incentivo à Cultura do Governo Federal, a curadoria, assinada por Diógenes Moura, opera com diferentes camadas de sentidos, ora derivadas de seu próprio processo criativo, ora em resposta às condições oferecidas por aqueles espaços expositivos.

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Biografia do Autor

Denise Conceição Ferraz de Camargo, Universidade de Brasília

Fotógrafa, pesquisadora do campo das artes visuais. Doutora em Artes, mestre em Ciências da Comunicação, foi docente do Bacharelado em Fotografia do Centro Universitário Senac em São Paulo e coordenadora da pós-graduação em fotografia. É professora adjunta do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes/Universidade de Brasília. Pesquisa temas relativos à teoria e crítica fotográfica; a imagem e matrizes afro-brasileiras; processos de criação; arte e tecnologia.

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Publicado

2018-01-15

Como Citar

CAMARGO, D. C. F. de. Montagem como processo: Espaços, poética artística e a curadoria. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 2, n. 1, p. 182–191, 2018. DOI: 10.24978/mod.v2i1.949. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8663351. Acesso em: 3 dez. 2022.

Edição

Seção

Montagem: a condição expositiva