Arte abstrata no Brasil

Estela Campos, clube de artes plásticas da amazônia e equipe gestalt

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/modos.v5i1.8663993

Palavras-chave:

Arte abstrata, Belém, Estela Campos, Clube de artes plásticas da Amazônia, Equipe gestalt

Resumo

Este artigo trata sobre arte abstrata no Brasil a partir da cidade de Belém (PA), em suas ligações com outros campos artísticos. Foca-se em três casos vivenciados nesta cidade entre 1957 e 1961: a obra da artista Estela Campos, o Clube de Artes Plásticas da Amazônia (CAPA) e a Equipe Gestalt. Esses casos são estudados principalmente a partir de textos em jornais e da bibliografia existente sobre o tema, usando a abordagem teórica e metodológica da história social da arte. São mostradas as tendências não-figurativas adotadas por alguns artistas em Belém, bem como a recepção crítica de suas obras. As relações com a ideologia artística abstracionista são analisadas a partir das ideias de arte “atrasada” e “avançada”, presentes em muitos discursos de intelectuais e artistas.

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Biografia do Autor

Gil Vieira Costa, Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará

Doutorado em História e Mestrado em Artes pela Universidade Federal do Pará, Belém (PA). Professor na Faculdade de Artes Visuais do Instituto de Linguística, Letras e Artes da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará - Unifesspa, Marabá (PA).

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Publicado

2021-02-09

Como Citar

COSTA, G. V. Arte abstrata no Brasil: Estela Campos, clube de artes plásticas da amazônia e equipe gestalt. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 5, n. 1, p. 270–289, 2021. DOI: 10.20396/modos.v5i1.8663993. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8663993. Acesso em: 9 dez. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - Arte abstrata no Brasil: novas perspectivas