Toward a Common Configurative Impulse

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/modos.v5i1.8664006

Palavras-chave:

Mário Pedrosa, Arte concreta, Arte virgem, Psiquiatria, Gestaltung

Resumo

A teorização do crítico de arte brasileiro Mário Pedrosa sobre o poder afetivo da arte, segundo a qual o contrato relacional com o espectador não é nem racional nem puramente visual, mas impregnado de sentimento, foi decisiva para a compreensão da abstração geométrica como expressiva, nos anos 1950. “Em direção a um impulso configurativo comum” volta-se para outro modernismo, aninhado ao lado dos geométricos que viriam a definir a estética dos artistas associados à Arte Concreta, naqueles anos. Além da Arte Concreta, o modernismo de Pedrosa também englobou a produção criativa de diversos praticantes, entre eles, artistas populares, artistas autodidatas e pacientes psiquiátricos (este último é o tema de meu livro Learning from Madness: Brazilian Modernism and Global Contemporary Art). Com isso em mente, este texto investiga as origens históricas e discursivas deste modernismo inclusivo e como a adoção de Pedrosa de diferentes subjetividades artísticas exige uma mudança na historiografia do modernismo brasileiro em meados do século.

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Biografia do Autor

Kaira M. Cabañas, Universidade da Flórida

Professor de História da Arte pela Universidade da Flórida, Gainesville.

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Publicado

2021-01-30

Como Citar

CABAÑAS, K. M. Toward a Common Configurative Impulse. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 5, n. 1, p. 115–127, 2021. DOI: 10.20396/modos.v5i1.8664006. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8664006. Acesso em: 7 dez. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - Arte abstrata no Brasil: novas perspectivas