Além da ordem e da razão

a participação suíça na 1a Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/modos.v5i1.8664232

Palavras-chave:

Arte concreta, Delegação suíça, Max Bill, 1a Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo

Resumo

Este artigo revisa a participação suíça na 1a Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo a partir da análise de textos críticos de época e da correspondência entre os organizadores da mostra, o artista Max Bill e autoridades suíças, depositados no Arquivo Wanda Svevo da Fundação Bienal e no Arquivo Federal da Suíça, em Berna. Além disso, a identificação da maior parte das obras que integraram a delegação suíça na 1a Bienal demonstra que o país apresentou um panorama variado da arte moderna desenvolvida em seu território e que, mesmo os exemplos de arte concreta presentes na mostra não constituíram uma unidade conceitual. A pesquisa revela que não houve entre os artistas suíços um consenso sobre o conceito de arte concreta e que a visão de Max Bill sobre o assunto, longe de ser uma unanimidade entre seus pares, não se limitou a uma defesa de métodos matemáticos rígidos.

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Biografia do Autor

Heloisa Espada, Universidade de São Paulo

Doutora em Artes Visuais, na linha de pesquisa em História, Teoria e Crítica de arte pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo.

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Publicado

2021-02-08

Como Citar

ESPADA, H. Além da ordem e da razão: a participação suíça na 1a Bienal do Museu de Arte Moderna de São Paulo. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 5, n. 1, p. 179–197, 2021. DOI: 10.20396/modos.v5i1.8664232. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8664232. Acesso em: 26 nov. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - Arte abstrata no Brasil: novas perspectivas