O espaço social da arte contemporânea e os trabalhos in situ nas exposições periódicas

as indicações de Daniel Buren

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/modos.v5i2.8665258

Palavras-chave:

Arte contemporânea , Espaço social da arte, Exposições periódicas , Trabalho in situ , Daniel Buren

Resumo

É cada vez mais comum que as obras apresentadas em exposições periódicas sejam realizadas sob demanda e produzidas no próprio local de sua exibição. Este artigo propõem uma reflexão sobre a estrutura destes locais de exposição e suas consequências para o trabalho ali apresentado. Para isso tomo como referência histórica o conceito de trabalho in situ, desenvolvido por Daniel Buren e o resultado de seus trabalhos apresentados na documenta de Kassel em 1972 e na Bienal de São Paulo, nas edições de 1983 e 1985. O resultado deste processo aponta para a centralidade da figura do curador como responsável por uma obra de arte de novo tipo: a exposição. Esta reconfiguração do espaço social da arte, por sua vez, aponta para uma modificação estrutural do sistema da arte, marcado pela aceleração do tempo e fragmentação dos espaços expositivos, fenômeno frequentemente associado à expressão “bienalização” da arte contemporânea.

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Biografia do Autor

Tiago Machado, Instituto Federal de São Paulo

Doutor em História Social pela Universidade de São Paulo. Professor do Instituto Federal de São Paulo. 

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Publicado

2021-10-15

Como Citar

MACHADO, T. O espaço social da arte contemporânea e os trabalhos in situ nas exposições periódicas: as indicações de Daniel Buren. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 5, n. 2, p. 307–318, 2021. DOI: 10.20396/modos.v5i2.8665258. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8665258. Acesso em: 18 jan. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - Uma ocorrência recorrente: bienais e exposições periódicas