Centralizando Angelina Agostini no cânone

rumo a uma história da arte feminista

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/modos.v5i2.8665321

Palavras-chave:

Angelina Agostini, Vaidade, Nu masculino de costas, Virada cultural, História da arte feminista

Resumo

Partindo da constatação da completa obliteração da artista Angelina Agostini e de suas obras, e de que as mulheres ainda são subalternas aos homens, o que é mais evidente no campo artístico, o artigo visa, primeiramente, centralizar a artista no cânone artístico brasileiro, abordando, em seguida, a virada cultural e o surgimento da história da arte feminista enquanto enquadramento histórico, social, cultural e político para uma compreensão contemporânea da artista e seu reposicionamento no cânone  artístico brasileiro, a partir de uma visão crítica pós-moderna que abandona a noção filosófica e instituída pela história da arte de gênio masculino. Por fim, fundamentada nas concepções e reflexões anteriores, farei duas “inscrições feministas” em duas obras da artista, Academia Nu Masculino de Costas (1912) e Vaidade (1913).

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Biografia do Autor

Cláudia Oliveira, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Professora da Escola de Belas Arte da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

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Publicado

2021-10-15

Como Citar

OLIVEIRA, C. Centralizando Angelina Agostini no cânone: rumo a uma história da arte feminista. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 5, n. 2, p. 37–57, 2021. DOI: 10.20396/modos.v5i2.8665321. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8665321. Acesso em: 18 maio. 2022.

Edição

Seção

Artigos - Colaborações