Abdias do Nascimento in New York

migration, resistance, and transnational black art, 1968–70

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/modos.v6i1.8666899

Palavras-chave:

Arte Afro-Brasileira, Arte Afro-Americana, Resistência, Antirracismo, Pop arte, Migração

Resumo

Esse texto examina a vida e a obra do ativista, político e artista Afro-Brasileiro Abdias do Nascimento entre os anos 1968 e 1970, quando chegou aos Estados Unidos e morou na cidade de Nova York. Defendo que, nesse novo espaço, Nascimento utilizou a pintura tanto como um veículo para abordar sua experiência migratória quanto como uma ferramenta para continuar seu ativismo anti-racista. Engajado com a arte Afro-Americana da Harlem Renaissance dos anos 1930 e do movimento Black Power dos anos 1960, Nascimento produziu imagens representando a solidariedade transnacional negra dentro de um espaço cultural que operava além de limites nacionais. Finalmente, a pintura de Nascimento dessa época perturba os modos dominantes de representação brasileira e estadounidense dos anos 1960, empregando elementos da pop arte para questionar a exclusão da experiência negra nos museus e nas instituições de arte.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Abigail Lapin Dardashti, University of California, Irvine

Abigail Lapin Dardashti is an assistant professor of art history and visual studies at the University of California, Irvine. 

Referências

IX Bienal de São Paulo. São Paulo: Fundação Bienal, 1967.

“Abdias do Nascimento: Na pintura a busca de suas raízes.” Jornal do Brasil, June 5, 1975, caderno B, 4.

ALMADA, S. Abdias Nascimento. São Paulo: Selo Negro, 2009.

“An Interview with Abdias do Nascimento.” Black Images: A Critical Quarterly on Black Arts and Culture 1, no. 3–4 (January 1972): 30–41.

“Arte de protesto nos EUA dos 30s,” Correio da Manhã, July 17, 1968, caderno 2, 2.

“Brazilian Artist in Harlem.” New York Amsterdam News, March 15, 1969, 10.

ROSA, D. R. A. “Teatro Experimental do Negro: Estratégia e ação.” MA thesis, University of Campinas, 2007.

CAHAN, S. E. Mounting Frustration: The Art Museum in the Age of Black Power. Durham, NC: Duke University Press, 2016.

CALIRMAN, C. “Pop and Politics in Brazil.” In International Pop, edited by D. Alexander and B. Ryan, 119–131. Minneapolis, MN: Walker Art Center, 2015.

CAVALCANTI, P. C. U., and J. Ramos, eds. Memórias do Exílio: Brasil 1964–19??. Lisbon: Arcádia, 1978.

CLEVELAND, K. Black Art in Brazil. Gainesville: University Press of Florida, 2013.

COOKS, B. Exhibiting Blackness: African Americans and the American Art Museum. Amherst: University of Massachusetts Press, 2011.

DAS, J. D. Katherine Dunham: Dance and the African Diaspora. New York: Oxford University Press, 2017.

DOMINGUES, P. “Tudo preto: A invenção do teatro negro no Brasil.” Luso-Brazilian Review 46, no. 2 (2009): 113–128.

FREITAS, A., et al. Rubens Gerchman: O rei do mau gosto. São Paulo: J. J. Carol Editora, 2013.

GABARA, E., ed. Pop América, 1965–1975. Durham, NC: Nasher Museum of Art at Duke University, 2018.

“Jacob Lawrence on U.S.-Sponsored World Tour,” Jet, April 2, 1953, 48.

JAREMTCHUK, D. “Abdias do Nascimento nos Estados Unidos: Um ‘pintor de arte negra.’” Estados avançados 32, no. 93 (2018): 263–82.

JONES, K., ed. Witness: Art and Civil Rights in the Sixties. New York: Monacelli Press, 2014.

JONES, K., ed. Energy/Experimentation: Black Artists and Abstraction, 1964–1980. New York: Studio Museum in Harlem, 2006.

JONES, K. “It’s Not Enough to Say Black Is Beautiful: Abstraction at the Whitney, 1969–1974.” In Discrepant Abstraction, edited by K. Mercer, 154–80. London: Institute of International Visual Arts, 2006.

LARKIN NASCIMENTO, E. “Cristo epistêmico.” ILHA 18, no. 1 (June 2016): 84–107.

LAPIN DARDASHTI, A. “The International Rise of Afro-Brazilian Modernism in the Age of African Decolonization and Black Power.” PhD Diss., The Graduate Center, CUNY, 2020.

LORENSEN, J. “Between Image and Word, Color and Time: Jacob Lawrence’s ‘The Migration Series.’” African American Review 40, no. 3 (Fall 2006): 571–86.

MAROJA, C. “Pop Goes Conceptual: Visual Language in América.” In Pop América, 1965–1975, edited by E. Gabara, 42–57. Durham, NC: Nasher Museum of Art at Duke University, 2018.

MARTINS, L. R. “A nova figuração como negação.” ARS 4, no. 8 (2006): 61–69.

MERCER, K., ed. Pop and Vernacular Cultures. Cambridge, MA: MIT Press, 2007.

NASCIMENTO, A. “Abdias do. Teatro Experimental do Negro: Trajetória e reflexões.” Estudos avançados 18, no. 50 (2004): 209–224.

NASCIMENTO, A., and E. Larkin Nascimento. Africans in Brazil: A Pan-African Perspective. Trenton, NJ: Africa World Press, 1992.

QUEIROZ, L. Turismo na Bahia: estratégias para o desenvolvimento. Salvador, Bahia: Secretaria de Cultura e Turismo, Empresa Gráfica da Bahia, 2002.

RAMIREZ, Y. “The Activist Legacy of Puerto Rican Artists in New York and the Art Heritage of Puerto Rico.” ICAA Documents Project Working Papers, no. 1 (September 2007): 46–53.

SATTAMINI, L. P. Esquecer? Nunca mais: a saga do meu filho Marcos P. S. de Arruda. Rio de Janeiro: OR Produtor Editorial Independente, 2000.

SEMOG, É., and A. Nascimento. Abdias: O griot e as muralhas. Rio de Janeiro: Pallas, 2006.

SERBIN, K. Secret Dialogues: Church-State Relations, Torture, and Social Justice in Authoritarian Brazil. Pittsburgh, PA: University of Pittsburgh Press, 2000.

TELES DOS SANTOS, J. O poder da cultura e a cultura no poder: a disputa simbólica da herança cultural negra no Brasil. Salvador, Bahia: Edufba, 2005.

WHITE, A. “Brazilian Talks to AFRO about Plight of Blacks in His Land.” The Afro-American, March 15, 1969, 20.

Downloads

Publicado

2022-01-10

Como Citar

LAPIN DARDASHTI, A. Abdias do Nascimento in New York: migration, resistance, and transnational black art, 1968–70. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 6, n. 1, p. 471–493, 2022. DOI: 10.20396/modos.v6i1.8666899. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8666899. Acesso em: 11 ago. 2022.

Edição

Seção

Dossiê - Arte e diáspora africana: conflitos, cânones, recomeços