A infelicidade era Panofsky: Notas sobre a história da historiografia da arte de Georges Didi-Huberman como agon
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Palavras-chave

Georges Didi-Huberman
História da historiografia da arte
Erwin Panofsky
Paternidade
Teoria da arte

Metrica

Como Citar

SANTIAGO JÚNIOR, Francisco das Chagas Fernandes. A infelicidade era Panofsky: Notas sobre a história da historiografia da arte de Georges Didi-Huberman como agon. MODOS: Revista de História da Arte, Campinas, SP, v. 8, n. 2, p. 106–143, 2024. DOI: 10.20396/modos.v8i2.8673026. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/mod/article/view/8673026. Acesso em: 8 maio. 2026.

Resumo

O objetivo deste texto é investigar a função do nome de Erwin Panofsky na obra de Georges Didi-Huberman entre os anos de 1986 e 2002. Ao longo dele, apresenta-se a obra de Didi-Huberman como um projeto de história-teoria da arte que se desenvolve, em parte, como uma história da historiografia da arte. Esta é atravessada por um dispositivo de paternidade como chave analítica que situa Panofsky como uma das personagens centrais. A obra de Didi-Huberman é marcada por um agon que localiza e se situa na geopolítica da história da arte. O artigo realiza uma análise das figuras e metáforas empregadas por Didi-Huberman para Panofsky e reflete sobre o impacto destas na sua escrita da história-teoria da arte.

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