Semiformação e inteligência artificial no ensino

Autores

Palavras-chave:

Teoria crítica, Inteligência artificial, Semiformação

Resumo

Este artigo procura refletir sobre tecnologias audiovisuais, plataformas digitais e softwares de inteligência artificial voltados à personalização do ensino. A análise aborda o uso de algoritmos para avaliação de professores, defesa de empresas de tecnologia educacional, gamificação como estratégia para incentivar os estudos e elaboração de propostas pedagógicas que preparem o aluno para um mercado cada vez mais apoiado em sistemas operacionais automatizados e artificialmente “inteligentes”. Ao final procurou-se apontar reconfigurações do processo de semiformação no início do século XXI ocasionadas pela instrumentalização computacional da educação e a industrialização digital da cultura.

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Biografia do Autor

Luis Fernando Altenfelder de Arruda Campos, Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho

Doutorado em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Psicólogo Educacional  (Sociopedagógico) pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de São Paulo, Piracicaba.

 

Luiz Antônio Calmon Nabuco Lastória, Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho

Doutorado em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo. Professor Livre Docente em Psicologia Social, junto ao Departamento de Psicologia da Educação da Faculdade de Ciências e Letras na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho.

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Publicado

2020-01-20

Como Citar

CAMPOS, L. F. A. de A. .; LASTÓRIA, L. A. C. N. . Semiformação e inteligência artificial no ensino. Pro-Posições, Campinas, SP, v. 31, p. e20180105, 2020. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/proposic/article/view/8660664. Acesso em: 25 set. 2021.

Edição

Seção

Artigos