Banner Portal
Pluralismo lógico e epistemografia interativa como ferramentas desclassificadoras do conhecimento
PDF

Palavras-chave

Organização do conhecimento
Classificação
Exomemória
Desclassificação
Lógica paraconsistente

Como Citar

SOARES, M. S. B.; MARTINS, M. T.; FRANCELIN, M. M. Pluralismo lógico e epistemografia interativa como ferramentas desclassificadoras do conhecimento. RDBCI: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, SP, v. 11, n. 1, p. 55–71, 2013. DOI: 10.20396/rdbci.v11i1.1651. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/1651. Acesso em: 24 fev. 2024.

Resumo

Diante dos novos parâmetros informacionais e suas estruturas de rede, surgem novas oportunidades de comunicação, acesso e participação, fazendo emergir não só do entorno digital como também dos tradicionais ambientes de rede o que poderíamos chamar de exomemórias. Onde há memória, há também necessariamente a organização dessa memória. Usando os sistemas de classificação vigentes teríamos uma organização (des)fragmentada, o que implicaria na perda de alguns desses fragmentos. Assim, é necessário retomar o debate sobre a classificação, visando não só esses novos ambientes, mas também seu antigo caráter epistemológico, trazendo à tona o novo conceito de desclassificação e os princípios da lógica paraconsistente.
https://doi.org/10.20396/rdbci.v11i1.1651
PDF

Referências

BURKE, Peter. Hibridismo cultural. Tradução Leila Souza Mendes. Rio Grande do Sul: UNISINOS, 2003.

CORRÊA, Carlos Alberto. Indexação automática e visualização de informações: um estudo baseado em lógica paraconsistente. 2011.152f.Tese (Doutoradoem Ciência da Informação) –Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2011.

COSTA, Newton Carneiro Affonso da. Paixão e contradição. Pesquisa Fapesp, São Paulo, n.148, jun. 2008. Entrevista concedida a Neldson Marcolin. Disponível em: http://revistapesquisa2.fapesp.br/?art=3536&bd=1&pg=1&lg=. Acesso em: 29 fev. 2012.DELEUZE, Gilles. Prólogo: de Lewis Carroll aos Estóicos. In:________. Lógica do sentido. Tradução Luiz Roberto Salinas Fortes. 4. ed. São Paulo: Perspectiva, 2007.

D'OTTAVIANO, Ítala Maria Loffredo; FEITOSA, Hércules de Araújo. Sobre a história da lógica, a lógica clássica e o surgimento das lógicas não-clássicas. 2003. Disponível em: http://ftp.cle.unicamp.br/pub/arquivos/educacional/ArtGT.pdf. Acesso em: 08 ago. 2011.

GARCÍA CANCLINI, Néstor. Culturas híbridas: estratégias para entrar e sair da modernidade.Tradução de Ana Regina Lessa e Heloísa Pezza Cintrão.4.ed. São Paulo: EDUSP, 2003.

GARCÍA GUTIÉRREZ, Antonio. Cientificamente favelados: uma visão crítica do conhecimento a partir da epistemografia. Transinformação, Campinas, v.18, n.2, p.103-112, maio/ago. 2006.

GARCÍA GUTIÉRREZ, Antonio. Desclasificados: pluralismo lógico y violencia de la clasificación. Barcelona: Anthoropos, 2007.

GARCÍA GUTIÉRREZ, Antonio. Epistemología de la documentación. Barcelona: Stonberg, 2011.

GARCÍA GUTIÉRREZ, Antonio. Outra memória é possível: estratégias descolonizadoras do arquivo mundial. Petrópolis: Vozes, 2008.

GEERTZ, Clifford. O saber local: novos ensaios em antropologia interpretativa.Tradução Vera Mello Joscelyne.8.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2006.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. Tradução Beatriz Sidou. 2.ed. São Paulo: Centauro, 2009.KRAUSE, Décio. Lógica paraconsistente.Crítica, 23 nov. 2003. Disponível em: http://criticanarede.com/log_paraconsistente.html. Acesso em: 10 ago. 2011.

LÉVY, Pierre. A inteligência coletiva: por uma antropologia do ciberespaço. Tradução Luiz Paulo Rouanet. 5. ed. São Paulo: Loyola, 2007.

MORIN, Edgar. Ciência com consciência. Tradução de Maria D. Alexandre e Maria Alice Sampaio Dória. 6. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.

MORIN, Edgar. Introdução ao pensamento complexo.Tradução Eliane Lisboa.Porto Alegre: Sulina, 2005.

MURCHO, Desidério. Sentido/Referência. In: BRANQUINHO, João; MURCHO, Desidério; GOMES, Nelson Gonçalves. (Ed.) Enciclopédia de termos lógico-filosóficos. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

PIMENTA, Ricardo Medeiros. Conhecer para esquecer. A identidade e os caminhos para a memória: perspectivas nietzschianas sobre a identidade e o esquecimento como elementos constitutivos da memória no lócus social. Morpheus–Revista eletrônica em Ciências Humanas, Rio de Janeiro, n.6, 2005. Disponível em: http://www.unirio.br/morpheusonline/Ricardo%20Pimenta.htm. Acesso em: 16 fev. 2012.

POMBO, Olga. Da classificação dos seres à classificação dos saberes. Leituras –Revista da Biblioteca Nacional de Lisboa, n.2, p.19-33, primavera, 1998.

ROSÁRIO, Claúdia Cerqueira do. O lugar mítico da memória. Morpheus–Revista eletrônica em Ciências Humanas, Rio de Janeiro, ano 1, n. 1, 2002. Disponível em: http://www.unirio.br/morpheusonline/Numero01-2000/claudiarosario.htm. Acesso em: 14 fev. 2012.

SANTOS, Boaventura de Sousa. Um discurso sobre as ciências. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2010.

SILVA, Helenice Rodrigues da. "Rememoração"/comemoração: as utilizações sociais da memória.RevistaBrasileira de História, v.22, n. 44, p. 425-438, 2002. Disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/S0102-01882002000200008. Acesso em: 12 set. 2011.

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2013 Maria Sueny Barbosa Soares, Mariana Thamires Martins, Marivalde Moacir Francelin

Downloads

Não há dados estatísticos.

Métricas

Carregando Métricas ...