Gestão de repositórios de preservação digital

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20396/rdbci.v14i3.8646346

Palavras-chave:

Preservação Digital. Softwares e estratégias de preservação digital. Práticas de preservação digital em repositórios em bibliotecas.

Resumo

Experiências internacionais de implementação de práticas de preservação digital em repositórios em bibliotecas, museus e arquivos são o objeto deste trabalho. Com base num levantamento bibliográfico sobre o inicio das práticas de preservação em repositórios digitais, foram identificados aspectos importantes tais como políticas de acesso, estratégias usadas, tecnologias testadas, formatos aceitos, modelo de negócios e um desconhecimento ou relativa pouca experiência com as práticas de preservação digital por parte dos gestores desses repositórios. A maioria dos repositórios registrava a dupla função de acesso e preservação, mas, poucos podiam ser considerados “arquivos obscuros” (dark archives), usados apenas para fins de preservação. A aplicação de padrões de preservação digital foi mostrando que apenas instituições de grande porte possuíam definições detalhadas do que podia ser depositado e o uso que podia ser feitos de materiais armazenados. Os gestores desses repositórios tinham algum tipo de orçamento operacional para realizar atividades de preservação. A maioria dos repositórios citados na bibliografia usava uma combinação de ferramentas comerciais e de software livre. Como conclusão, os registros analisados reforçam a necessidade ainda hoje de aplicação de mais de uma estratégia de preservação digital, do uso do modelo de referência OAIS e de auditorias oficiais no desenho de um repositório de preservação, para manter assim, a flexibilidade na integração de funções e serviços que vão além do repositório.

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Biografia do Autor

Miguel Ángel Márdero Arellano, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (BSB)

graduação em Licenciatura en Antropologia Social pelo Instituto Nacional de Antropologia e Historia (1985), mestrado em Ciências da Informação pela Universidade de Brasília (1998) e doutorado em Ciências da Informação pela Universidade de Brasília (2008). Atualmente é tecnologista pleno 2 do Instituto Brasileiro de Informações em Ciência e Tecnologia e Coordenador da Rede Brasileira de Serviços de Preservação Digital CARINIANA. Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em preservação digital, atuando principalmente nos seguintes temas: tecnologias da informação, editoração científica, seer, open journal systems, LOCKSS e comunicação científica.

Alexandre Faria de Oliveira, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (BSB)

Graduado em Processamento de Dados pela Faculdade de Ciência e Tecnologia de Unaí - MG (2001). Pós Graduação em Sistemas Orientado a objetos pela Universidade Católica - Brasília (2008). Foi consultor da UNESCO no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), entre 2010 e 2012. Trabalhou na elaboração do curso a distância do SEER - Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas. Pesquisa e análise de softwares de preservação digital. Atualmente é servidor lotado no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia - IBICT. Trabalha como coordenador de soluções tecnológicas no projeto de pesquisa Preservação Digital - "Rede Cariniana"

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Publicado

2016-09-30

Como Citar

MÁRDERO ARELLANO, M. Ángel; OLIVEIRA, A. F. de. Gestão de repositórios de preservação digital. RDBCI: Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação, Campinas, SP, v. 14, n. 3, p. 465–483, 2016. DOI: 10.20396/rdbci.v14i3.8646346. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/8646346. Acesso em: 21 out. 2021.