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Qualidade microbiológica de fórmulas infantis administradas em hospital público do município de Campinas, São Paulo
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Palavras-chave

Fórmulas infantis. Microbiologia. Segurança dos alimentos

Como Citar

REGINATO, Andressa; PENA, Fabiola de Lima; TRENTO, Fabiana K. S.; GIORDANO, Luciane Cristina Rosim Sundfeld; KINCHOKU, Harumi; ANTUNES, Elisabete Costa. Qualidade microbiológica de fórmulas infantis administradas em hospital público do município de Campinas, São Paulo. Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, SP, v. 21, n. 1, p. 387–394, 2015. DOI: 10.20396/san.v21i1.1665. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/1665. Acesso em: 16 abr. 2024.

Resumo

A qualidade microbiológica em lactários é um item que merece toda a atenção e deve ser mantida de forma rigorosa. Considerando a população alvo desses serviços e o ambiente em que estão inseridos, sabe-se que são locais de alto risco para contaminações microbiológicas e as consequências destas podem ser fatais. Assim, o objetivo deste estudo foi verificar a qualidade microbiológica de fórmulas infantis utilizadas para alimentação de crianças internadas na unidade de pediatria de um hospital público do município de Campinas – SP. Foram realizadas análises microbiológicas de bactérias aeróbias mesófilas totais, coliformes totais e termotolerantes e Estafilococos coagulase positiva das fórmulas infantis, comparando-se resultados com os valores especificados na Resolução da Diretoria Colegiada no 12, de 02 de janeiro de 2001 (RDC 12/2001), da Agência de Vigilância Sanitária. Das 26 amostras de fórmulas infantis, 88,5% atenderam aos parâmetros para oferecimento para menores de 1 ano de vida, e 92,3% atenderam para as exigências para pacientes com mais de 1 ano de vida, segundo a RDC 12/2001. Porém, quando observados paralelamente adequação a parâmetros desta legislação e a recomendação da Food and Drug Administration (2006) para microrganismos aeróbios mesófilos, apenas 46,2% apresentavam contagens dos microrganismos avaliados dentro dos limites tolerados.
https://doi.org/10.20396/san.v21i1.1665
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