Ácidos Graxos Poli-insaturados Ômega-3: saúde cardiovascular e sustentabilidade ambiental

Autores

  • Julicristie Machado de Oliveira Universidade Estadual de Campinas
  • Liania Alves Luzia Universidade de São Paulo
  • Patrícia Helen de Carvalho Rondó Universidade de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.20396/san.v19i1.8634672

Palavras-chave:

Ácidos graxos ômega-3. Ácido alfa-linolênico. Ácido docosahexaenóico. Ácido eicosapentaenóico. Suplementos dietéticos. Doenças cardiovasculares. Sustentabilidade. Segurança alimentar e nutricional.

Resumo

Os Ácidos Graxos Poli-insaturados Ômega-3 (n-3 PUFA) se referem a um conjunto de lipídios, incluindo os Ácidos Alfa-linolênico (ALA), Eicosapentaenóico (EPA) e Docoxahexaenóico (DHA). Estudos que tratam do papel do n-3 PUFA são abundantes e seu papel cardioprotetor está bem discutido na literatura, porém seus efeitos são mais evidentes na prevenção secundária, isto é, em populações com alguma alteração cardiovascular prévia. Apesar da ausência de fortes evidências em relação à prevenção primária, recomenda-se o consumo de peixe duas vezes por semana, além de outros alimentos fontes do ácido graxo, para pessoas sem doença cardiovascular diagnosticada. Equacionar as recomendações para a saúde e a possibilidade ambiental de atendê-las constitui-se em um grande desafio. As reservas de peixe têm sofrido rápido declínio nos últimos anos devido a seu caráter essencialmente extrativista, pois até mesmo a aquicultura envolve a utilização de pequenos peixes selvagens para a produção de ração. A utilização do óleo de microalgas, como fonte de n-3 PUFA para a aquicultura e para o consumo humano, pode ser uma alternativa, mas deve-se avaliar seu uso com responsabilidade para que haja preservação ambiental e garantia da segurança alimentar e nutricional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Julicristie Machado de Oliveira, Universidade Estadual de Campinas

Profa. Dra. Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA), Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP. Correspondência: Faculdade de Ciências Aplicadas (FCA), UNICAMP. Rua Pedro Zaccaria, 1300, Jardim Santa Luiza, CEP 1348-350, Limeira, SP.

Liania Alves Luzia, Universidade de São Paulo

Doutora em Saúde Pública, Departamentode Nutrição, Faculdade de Saúde Pública (FSP), Universidade de São Paulo (USP).

Patrícia Helen de Carvalho Rondó, Universidade de São Paulo

Profa. Titular, Departamento de Nutrição, Faculdade de Saúde Pública (FSP), Universidade de São Paulo (USP).

Referências

Institute of Medicine (IOM). Dietary fats: total fat and fatty acids. In: Dietary reference intakes for energy, carbohydrate, fiber, fat, fatty acids, cholesterol, protein, and amino acids. Washington, DC: National Academy Press; 2002. p. 422-541.

Kris-Etherton PM, William SH, Appel LJ. Fish consumption, fish oil, n-3 fatty acids, and cardiovascular disease. Circulation. 2002;106(21):2747-57.

Lee JH, O’Keefe JH, Lavie CJ, Harris WS. N-3 fatty acids: cardiovascular benefits, sources and sustainability. Nat Rev Cardiol. 2009;6(12):753-8.

Simopoulos AP. The omega-6/n-3 fatty acid ratio, genetic variation, and cardiovascular disease. Asia Pac J Clin Nutr. 2008;17(Suppl 1):131-4.

United States Department of Agriculture, Agricultural Research Service [homepage] 2008. USDA National Nutrient Database for Standard Reference, Release 21. Nutrient Data Laboratory [cited 2012 jun 28]. Available from: http://www.ars.usda.gov/ba/bhnrc/ndl

Luzia LA, Sampaio GR, Castellucci C, Torres E. The influence of season on the lipids profiles of five commercially important species of Brazilian fishes. Food Chemistry. 2003;83(1):93-7.

Sadovsky R, Kris-Etherton P. Prescription omega-3-acid ethyl esters for the treatment of very high triglycerides. Postgrad Med. 2009;121(4):145-53.

Bloedon LT, Szapary PO. Flaxseed and cardiovascular risk. Nutr Rev. 2004;62(1):18-27.

Prasad K. Flaxseed and cardiovascular health. J Cardiovasc Pharmacol 2009;54(5):369-77.

Thompson LU, Robb P, Serraino M, Cheung F. Mammalian lignan production from various foods. Nutr Cancer. 1991;16(1):43-52.

Peterson J, Dwyer J, Adlercreutz H, Scalbert A, Jacques P, McCullough ML. Dietary lignans: physiology and potential for cardiovascular disease risk reduction. Nutr Rev. 2010;68(10):571-603.

Pan A, Yu D, Demark-Wahnefried W, Franco OH, Lin X. Meta-analysis of the effects of flaxseed interventions on blood lipids. Am J Clin Nutr. 2009;90(2):288-97.

Basch E, Bent S, Collins J, Dacey C, Hammerness P, Harrison M, et al. Flax and flaxseed oil (linum usitatissimum): a review by the Natural Standard Research Collaboration. J Soc Integr Oncol. 2007;5(3):92-105.

Ulbricht C, Chao W, Nummy K, Rusie E, Tanguay-Colucci S, Iannuzzi CM, et al. Chia (salvia hispanica): a systematic review by the Natural Standard Research Collaboration. Rev Recent Clin Trials. 2009;4(3):168-74.

Nieman DC, Cayea EJ, Austin MD, Henson DA, McAnulty SR, Jin F. Chia seed does not promote weight loss or alter disease risk factors in overweight adults. Nutr Res. 2009;29(6):414-8.

Vuksan V, Whitham D, Sievenpiper JL, Jenkins AL, Rogovik AL, Bazinet RP, et al. Supplementation of conventional therapy with the novel grain salba (salvia hispanica l.) improves major and emerging cardiovascular risk factors in type 2 diabetes: results of a randomized controlled trial. Diabetes Care. 2007;30(11):2804-10.

Vuksan V, Jenkins AL, Dias AG, Lee AS, Jovanovski E, Rogovik AL, et al. Reduction in postprandial glucose excursion and prolongation of satiety: possible explanation of the long-term effects of whole grain salba (salvia hispanica l.). Eur J Clin Nutr. 2010;64(4):436-8.

Colombo ML, Risè P, Giavarini F, De Angelis L, Galli C, Bolis CL. Marine macroalgae as sources of polyunsaturated fatty acids. Plant Foods Hum Nutr. 2006;61(2):67-72.

Ryan AS, Keske MA, Hoffman JP, Nelson EB. Clinical overview of algal-docosahexaenoic acid: effects on triglyceride levels and other cardiovascular risk factors. Am J Ther. 2009;16(2):183-92.

Wang C, Harris WS, Chung M, Lichtenstein AH, Balk EM, Kupelnick B, et al. N-3 Fatty acids from fish or fish-oil supplements, but not alfa-linolenic acid, benefit cardiovascular disease outcomes in primary- and secondary-prevention studies: a systematic review. Am J Clin Nutr. 2006;84(1):5-17.

Saravanan P, Davidson NC, Schmidt EB, Calder PC. Cardiovascular effects of marine omega-3 fatty acids. Lancet. 2010;376(9740):540-50.

Musa-Veloso K, Binns MA, Kocenas AC, Poon T, Elliot JA, Rice H, et al. Long-chain omega-3 fatty acids eicosapentaenoic acid and docosahexaenoic acid dose-dependently reduce fasting serum triglycerides. Nutr Rev. 2010;68(3):155-67.

Lee JH, O'Keefe JH, Lavie CJ, Harris WS. Omega-3 fatty acids: cardiovascular benefits, sources and sustainability. Nat Rev Cardiol. 2009;6(12):753-8.

Food and Agriculture Organization of the United Nations. The state of world fisheries and aquaculture 2008. FAO Fisheries and Aquaculture Department. Rome, 2009.

Klippel S, Peres M. Pesca, aquicultura e meio ambiente. Instituto Igaré e Centro de Pesquisa e Gestão dos Recursos Pesqueiros Estuarinos e Lagunares (Ceperg) 2004 [acesso em 28 jun 2012]. Disponível em: http://br.geocities.com/institutoigare/fepamdebate/apresentacao.pdf

Canon D. From fish oil to microalgae oil… A win-win shift for humans and our habitat. Explore (NY). 2009; 5(5):299-303.

Miller MR, Nichols PD, Carter CG. N-3 oil sources for use in aquaculture – alternatives to the unsustainable harvest of wild fish. Nutr Res Rev. 2008;21(2):85-96.

Brunner EJ, Jones PJS, Friel S, Bartley M. Fish, human health and marine ecosystem health: polices in collision. Int J Epidemiol. 2009;38(1):93-100.

Downloads

Como Citar

1.
Oliveira JM de, Luzia LA, Rondó PH de C. Ácidos Graxos Poli-insaturados Ômega-3: saúde cardiovascular e sustentabilidade ambiental. Segur. Aliment. Nutr. [Internet]. 10º de fevereiro de 2015 [citado 25º de janeiro de 2022];19(1):89-96. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8634672

Edição

Seção

Artigo de Segurança Alimentar e Nutricional