Avaliação das condições higiênico-sanitárias dos quiosques instalados na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (CEAGESP).

Autores

  • Fernanda Santos de Assis Universidade Estadual de Campinas
  • Cinthya Cristina Ugliara Vieira Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo
  • Bianca Assunção Iuliano Centro Universitário São Camilo.
  • Eduardo Gonçalvez Rocha Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo
  • Fabiano Carrion Silva Universidade Estadual de Campinas
  • Fabiane Mendes da Câmara Universidade de São Paulo
  • Anita de Souza Dias Gutierrez Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.20396/san.v18i2.8634676

Palavras-chave:

Vigilância sanitária. Higiene dos alimentos. Alimentação coletiva.

Resumo

Mudanças no estilo de vida exigem alimentação fora do lar. No Brasil, são investidos cerca de 30% da renda mensal neste setor. Na Companhia de Entreposto e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (CEAGESP) estão instalados 28 quiosques onde circulam aproximadamente 30 mil pessoas diariamente. É imprescindível a observação das condições higiênico-sanitárias desses locais, pois os alimentos oferecidos podem trazer malefícios à saúde do indivíduo. Objetivou-se avaliar as condições higiênico-sanitárias dos 28 quiosques e classificá-los em ÓTIMO, BOM, REGULAR e RUIM de acordo com o cumprimento dos itens estabelecidos na legislação vigente. Os dados foram coletados e analisados através de documentos e observação. Foram utilizadas as legislações: RDC 275; CVS 6 e 18 e SMS-G 1210, de âmbito federal, estadual (SP) e municipal (São Paulo), respectivamente, para análise da estrutura e higiene do local e práticas de manipulação. Observou-se que: 78% dos quiosques obtiveram adequação REGULAR; inexistência de telas milimétricas nas janelas em 85,71% dos quiosques e em 100% dos quiosques ausência de material para higienização das mãos. Nenhum estabelecimento possuía termômetros nos refrigeradores ou nas estufas. Apenas 14,28% das estufas apresentaram temperatura adequada no momento da observação. As condições higiênico-sanitárias dos quiosques são insatisfatórias, sendo necessárias mudanças comportamentais e estruturais, além de treinamentos e maior fiscalização.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Fernanda Santos de Assis, Universidade Estadual de Campinas

Nutricionista. Correspondência: Rua Maria Madalena de Jesus, 45, Jd. das Margaridas, São Paulo, SP. CEP 06622-080.

Cinthya Cristina Ugliara Vieira, Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo

Médica Veterinária , Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (CEAGESP).

Bianca Assunção Iuliano, Centro Universitário São Camilo.

Nutricionista do Centro Universitário São Camilo.

Eduardo Gonçalvez Rocha, Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo

Nutricionista da CEAGESP.

Fabiano Carrion Silva, Universidade Estadual de Campinas

Médico Veterinário

Fabiane Mendes da Câmara, Universidade de São Paulo

Engenheira de Alimentos da CEAGESP e Mestranda em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), Universidade de São Paulo (USP), Piracicaba, SP.

Anita de Souza Dias Gutierrez, Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo

Engenheira Agrônoma, Dra. em Fitotecnia. CEAGESP.

Referências

. Garcia RWD. Reflexos da globalização na cultura alimentar: considerações sobre as mudanças na alimentação urbana. Rev Nutr. 2003;16(4):483-92.

. Oliveira ACG, Nogueira FAG, Zanão CFP, Souza CWO, Spoto MHF. Análise das Condições do Comércio de Caldo de Cana em Vias Públicas de Municípios Paulistas. Seg Alim Nutr. 2006;13(2):6-18.

. Cardoso RCV, Souza EVA, Santos PQ. Unidades de alimentação e nutrição nos campi da Universidade Federal da Bahia: um estudo sob a perspectiva do alimento seguro. Rev Nutr. 2005;18(5):669-80.

. Araújo WMC, Cardoso L. Qualidade dos alimentos comercializados no Distrito Federal no período de 1997-2001 dissertação. Brasília: Universidade de Brasília; 2002.

. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009: perfil das despesas no Brasil: indicadores selecionados / IBGE, Coordenação de Trabalho e Rendimento. Rio de Janeiro: IBGE, 2009.

. Cavalli SB, Salay E. Gestão de pessoas em unidades produtoras de refeições comerciais e a segurança alimentar. Rev Nutr. 2007;20(6):657-67.

. Silva Júnior EA. Manual de Controle Higiênico-Sanitário em Serviços de Alimentação. 6ª ed. São Paulo: Editora Varela; 2008.

. Ministério da Saúde homepage.. Doenças Transmitidas por Alimentos – Informações Técnicas acesso em 27 abr 2011.. Disponível em: http://portal.saude.gov.br/portal/ saude/profissional/visualizar_texto.cfm?idtxt=31758

. Boulos MEMS. Segurança alimentar: uma preocupação – questão de atualizar e viabilizar informação. Nutrição em Pauta. 1999;37:21-3.

. Ribeiro-Furtini LL, Abreu LR. Utilização de APPCC na indústria de Alimentos. Ciênc Agrotec. 2006;30(2):358-63.

. Silva EL, Menezes EM. Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 3ª ed. rev. atual. Florianópolis: Laboratório de Ensino a Distância da UFSC; 2001.

. Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 275, de 21 de Outubro de 2002. Dispõe sobre o Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados aplicados aos Estabelecimentos Produtores/ Industrializadores de Alimentos e a Lista de Verificação das Boas Práticas de Fabricação em Estabelecimentos Produtores/Industrializadores de Alimentos. Diário Oficial da União, Brasília, 23 out. 2002. Seção 1, p. 126.

. São Paulo. Centro de Vigilância Sanitária (CVS) da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo. Portaria CVS 6, de 10 de março de 1999. Regulamento técnico sobre os parâmetros e critérios para o controle higiênico-sanitário em estabelecimentos de alimentos acesso em 29 jun 2011.. Disponível em: http://www.cvs.saude.sp.gov.br/

. São Paulo. Centro de Vigilância Sanitária (CVS) da Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo. Portaria CVS 18, de 09 de setembro de 2008. Regulamento técnico sobre os parâmetros e critérios para o controle higiênico-sanitário em estabelecimentos de alimentos acesso em 29 jun 2011.. Disponível em: http://www.cvs.saude.sp.gov.br/

. São Paulo. Secretaria Municipal de Saúde. Portaria nº 1210, de 02 de agosto de 2006. Aprova o Regulamento Técnico de Boas Práticas, que estabelece os critérios e parâmetros para a produção/fabricação, importação, manipulação, fracionamento, armazenamento, distribuição, venda para o consumo final e transporte de alimentos e bebidas. acesso em 29 jun 2011. Disponível em: http://www3. prefeitura.sp.gov.br/

. Messias GM, Tabai KC, Barbosa CG. Condições higiênicosanitárias: situação das lanchonetes do tipo fast food do Rio de Janeiro, RJ. Rev Univ Rural Série Ciências da Vida. 2007;27(1):48-58.

. Hobbs B, Gilbert RJ. Higiene e toxicologia de los alimentos. 2ª ed. Zaragoza: Acribia; 1986.

. Oliveira MMM, Brugnera DF, Mendonça AT, Piccoli RH. Condições higiênico-sanitárias de máquinas de moer carne, mãos de manipuladores e qualidade microbiológica da carne moída. Ciênc Agrotec. 2008;32(6):1893-98.

. Mendes RA, Azeredo RMC, Coelho AIM, Oliveira SS, Coelho MSL. Contaminação ambiental por Bacillus cereus em unidade de alimentação e nutrição. Rev Nutr. 2004;17(2):255-61.

. Campos MRH, Kipnis A, Andre MCDPB, Vieira CAS, Jayme LB, Santos PP et al. Caracterização fenotípica pelo antibiograma de cepas de Escherichia coli isoladas de manipuladores, de leite cru e de queijo “Minas Frescal” em um laticínio de Goiás, Brasil. Cienc Rural. 2006;36(4):1221-27.

. Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004. Regulamento técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. Diário Oficial da União, Brasília, 16 set. 2004. Seção 1, p. 25.

. Brasil. Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho. Portaria nº 24, de 29 de dezembro de 1994. Norma Regulamentadora (NR), estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional – PCMSO acesso em 06 jul 2011.. Disponível em: http://www.mte.gov.br/legislacao/ portarias/1994/p_19941229_24.pdf

. Manual ABERC de práticas de Elaboração e serviço de Refeições para Coletividades, 8ª ed. São Paulo: ABERC; 2003.

. Rosa MS, Negreiros SRF, Seabra LMJ, Stamford TLM. Monitoramento de tempo e temperatura de distribuição de preparações à base de carnes em escolas municipais de Natal (RN), Brasil. Rev Nutr. 2008;21(1):21-8.

. Lucca A, Torres EAFS. Condições de higiene de “cachorro-quente” comercializado em vias públicas. Rev Saúde Públ. 2002;36(3):350-2.

. São Paulo. Centro de Vigilância Sanitária. Portaria nº 09, de16 de novembro de 2000. Norma técnica para empresas prestadoras de serviço em controle de vetores e pragas Urbanas acesso em 06 julho 2011.. Disponível em: http:// www.cvs.saude.sp.gov.br/busca_legis.asp

Downloads

Como Citar

1.
Assis FS de, Vieira CCU, Iuliano BA, Rocha EG, Silva FC, Câmara FM da, Gutierrez A de SD. Avaliação das condições higiênico-sanitárias dos quiosques instalados na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (CEAGESP). Segur. Aliment. Nutr. [Internet]. 10º de fevereiro de 2015 [citado 20º de outubro de 2021];18(2):33-52. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8634676

Edição

Seção

Artigo de Segurança Alimentar e Nutricional

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)