Segurança alimentar e nutricional na região centro-oeste: particularidades e contrastes

Autores

  • Sarah Guerra Gama Tinoco Universidade de Brasília
  • Juliana Frossard Ribeiro Mendes Universidade de Brasília
  • Aline Cristino Figueiredo Universidade de Brasília
  • Ana Paula Rezende Costa Universidade de Brasília
  • Marília Mendonça Leão Universidade de Brasília
  • Leonor Maria Pacheco Santos Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.20396/san.v18i1.8634688

Palavras-chave:

Segurança alimentar e nutricional. Centro-oeste brasileiro. Monitoramento.

Resumo

Trata-se de um estudo descritivo baseado em dados secundários que analisou a situação de Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) no Centro-Oeste (CO), a partir de indicadores da Matriz de monitoramento proposta pelo Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Verificou-se que a região apresenta a maior produção de soja e carne bovina do país e a maior porcentagem de gastos com alimentação total. Em contraste, possui a maior concentração de renda, a menor disponibilidade de calorias do país e baixa aquisição de frutas e hortaliças. Para algumas culturas de frutas e vegetais registrou-se maior percentual de amostras contaminadas por agrotóxicos na Região CO, comparado à situação nacional. Para ambos os sexos a prevalência de déficit de peso em adultos foi maior se comparada à média do país; para o sexo masculino constatou-se maior prevalência de excesso de peso e obesidade e para as mulheres, uma menor prevalência, em comparação aos dados nacionais. Indicadores de baixo peso ao nascer, mortalidade infantil, aleitamento materno e acesso ao pré-natal foram melhores do que os do Brasil. Apesar do CO ocupar posição de liderança na produção agropecuária, é uma região de contrastes marcantes e muitos indicadores apontaram para situações que podem acarretar insegurança alimentar e nutricional.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Sarah Guerra Gama Tinoco, Universidade de Brasília

Mestre em Nutrição Humana pela Universidade de Brasília (UNB), Programa de Pós-Graduação em Nutrição Humana. Correspondência: Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal. SGAN 601 Norte, Blocos O/P, Sala 21, Gerência de Doenças e Agravos não Transmissíveis – Asa Norte – Brasília, Distrito Federal (DF). CEP: 70.830-010. Tel: (61) 3323 3056, Fax: (61) 3323 3056.

Juliana Frossard Ribeiro Mendes, Universidade de Brasília

Mestre em Nutrição Humana pela UNB, Programa de Pós-Graduação em Nutrição Humana.

Aline Cristino Figueiredo, Universidade de Brasília

Mestre em Nutrição Humana pela UNB, Programa de Pós-Graduação em Nutrição Humana.

Ana Paula Rezende Costa, Universidade de Brasília

Mestre em Ciências Médicas pela UNB, Programa de Pós-Graduação em Ciências Médica.

Marília Mendonça Leão, Universidade de Brasília

Mestre em Nutrição Humana pela UNB, Ação Brasileira pela Nutrição e Direitos Humanos.

Leonor Maria Pacheco Santos, Universidade de Brasília

Pós-doutora e Professora adjunta da UNB, Programa de Pós-Graduação em Nutrição Humana. Departamento de Saúde Coletiva.

Referências

Santos SMC, Santos LMP. Avaliação de políticas públicas de segurança alimentar e combate à fome no período de 1995-2002. 1 – Abordagem metodológica. Cad Saúde Pública. 2007;23(5):1029-40.

Maluf RS, Menezes F, Valente FL. Contribuição ao Tema da Segurança Alimentar no Brasil. Cadernos de Debate. 1996;4:66-88.

Belik W. Perspectivas para segurança alimentar e nutricional no Brasil. Saude Soc. 2003;12(1):12-20.

Food and Agriculture Organization. Rome Declaration on World Food Security. Roma, 1996 [acesso em 07 jul 2009]. Disponível em: http://www.fao.org/docrep/003/w3613e/w3613e00.HTM

Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional. Relatório Final da II Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. 2004 [acesso em 07 jul 2009]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/Consea/static/documentos/O utros/IIConferencia.pdf

Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional. Relatório Final da III Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. 2007 [acesso em 07 jul 2009]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/consea/3conferencia/static/in dex.htm

Burlandy L. Transferência condicionada de renda e Segurança Alimentar e Nutricional. Ciência Saúde Colet. 2007;12(6):1441-51.

Batista Filho M. O Brasil e a segurança alimentar. Rev Bras Saúde Matern Infant. 2007;7(2):121-22.

Leão MM. Fome e insegurança alimentar no Distrito Federal [dissertação]. Brasília: Universidade de Brasília; 2005.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD. Segurança Alimentar 2004/2009. Rio de Janeiro: IBGE; 2010.

Enes CC, Silva MV. A Alimentação das famílias do Centro-Oeste brasileiro: subsídios para ações de Segurança Alimentar e Nutricional. Seg Alim Nutr. 2008;15(2):46-57.

Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional. Construindo um sistema de monitoramento da realização progressiva do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA), no contexto do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (SISAN). Brasília: CONSEA; 2007 [acesso em 07 jul 2009]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/consea

Companhia Nacional de Abastecimento. Safra de Grãos; 2009 [acesso em 27 jun 2009]. Disponível em: http://www.conab.gov.br

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Estatística da produção pecuária. Rio de Janeiro: IBGE; 2009.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF, 2008/2009: Despesas, Rendimentos e Condições de Vida. Rio de Janeiro: IBGE; 2010.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, 2007. Rio de Janeiro: IBGE; 2008.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de Orçamentos Familiares – POF, 2002/2003. Análise da disponibilidade domiciliar de alimentos e do estado nutricional no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE; 2004.

Ministério da Saúde. Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da criança e da mulher – PNDS, 2006. Relatório Final, Brasília; 2008.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de Orçamentos Familiares no Brasil – POF, 2008/2009. Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos. Rio de Janeiro: IBGE; 2010.

Ministério da Saúde. Sistema de Vigilância à Saúde – SVS. Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC); Indicadores e dados básicos (IDB) / DATASUS [acesso em 27 jun 2009]. Disponível em: http://www.datasus.gov.br

Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas Pesquisa de Prevalência de Aleitamento Materno em Municípios Brasileiros. Situação do Aleitamento Materno em 227 municípios brasileiros. Brasília – DF: MS; 2010.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios – PNAD, 2005. Síntese de Indicadores Sociais. Rio de Janeiro: IBGE; 2006.

De Onis M, Monteiro CA, Akré J, Clugston G. The worldwide magnitude of protein-energy malnutrition: an overview from the WHO Global Database on Child Growth. Bull World Health Org. 1993;71(6):703-12.

World Health Organization. Physical status: the use and interpretation of anthropometry: report of a WHO Expert Committee. Geneva, 1995. 462 p. (WHO Technical Report Series, 854) [acesso em 07 jul 2010]. Disponível em: http:// www.who.int/childgrowth/publications/physical_status/en/ index.html

Ministério da Saúde. Sistema de Vigilância à Saúde – SVS. Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa. Vigitel Brasil 2008: Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico. Brasília: MS; 2009.

Silva MAS, Bettiol H, Barbieri MA, Brito LGO, Pereira MM, Aragão VMF, Ribeiro VS. Which factors could explainthe low birth weight paradox? Rev Saúde Públ. 2006;40(4):648-55.

Andrade CLT, Szwarcwald CL, Castilho EA. Baixo peso ao nascer no Brasil de acordo com as informações sobre nascidos vivos do Ministério da Saúde, 2005. Cad Saúde Pública. 2008;24(11):2564-72.

Franceschini SCC, Priore SE, Pequeno NPF, Silva DG, Sigulem DM. Fatores de risco para o baixo peso ao nascer em gestantes de baixa renda. Rev Nutr. 2003;16(2):171-79.

Silva SM, Brunken GS, França GVA, Escuder MM, Venancio SI. Evolução do aleitamento materno em uma Capital da Região Centro-Oeste do Brasil entre 1999 e 2004. Cad Saúde Pública. 2007;23(7):1539-46.

Brunken GS, Silva SM, França GVA, Escuder MM, Venancio SI. Risk factors for early interruption of exclusive breastfeeding and late introduction of complementary foods among infants in midwestern Brazil. J Pediatr. 2006; 82(6):445-51.

Alencar Jr CA. Projeto Diretrizes. Assistência Pré-Natal. Associação Médica Brasileira e Conselho Federal de Medicina; 2001.

Morais Neto OL, Barros MBA. Fatores de risco para mortalidade neonatal e pós-neonatal na Região Centro-Oeste do Brasil: linkage entre bancos de dados de nascidos vivos e óbitos infantis. Cad Saúde Pública. 2000;16(2):477-85.

Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. MDS em números [acesso em 21 fev 2010]. Disponível em: http://www.mds.gov.br/sites/mds-emnumeros/ paginas/estados

Downloads

Como Citar

1.
Tinoco SGG, Mendes JFR, Figueiredo AC, Costa APR, Leão MM, Santos LMP. Segurança alimentar e nutricional na região centro-oeste: particularidades e contrastes. Segur. Aliment. Nutr. [Internet]. 9º de fevereiro de 2015 [citado 28º de outubro de 2021];18(1):58-72. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8634688

Edição

Seção

Artigo de Segurança Alimentar e Nutricional