Panorama da agricultura orgânica no Brasil

Autores

  • Ágatha Transfeld da Silva Universidade Federal do Paraná (UFPR).
  • Samantha Transfeld da Silva Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

DOI:

https://doi.org/10.20396/san.v23i0.8635629

Palavras-chave:

Agricultura Orgânica. Alimentos Orgânicos. Agrotóxicos. Produção de Alimentos.

Resumo

O artigo possui o propósito de reunir informações a respeito do panorama da agricultura orgânica no Brasil, enfocando questões relacionadas ao uso de agrotóxicos, situação econômica atual e dificuldades do mercado orgânico; segurança alimentar e nutricional dos alimentos produzidos de forma orgânica e convencional e sustentabilidade no que se refere ao cultivo convencional e orgânico de alimentos. Foram analisados os dados presentes nas bases de dados Pro Quest Research Library, Scielo, Science Direct, One File(Gale), Directory of Open Access Journals e Medline. Constata-se que o Brasil faz uso exacerbado de agrotóxicos quando comparado com outros países. A produção de alimentos é focada em mono cultivos dependentes de áreas extensas de plantio, assim como insumos químicos. A produção orgânica tem o potencial de proporcionar benefícios relacionados à ingestão alimentar, geração de trabalho e renda e conservação dos recursos naturais e da biodiversidade. Verifica-se a necessidade de estudos exploratórios investigando os efeitos dos agrotóxicos sobre a saúde e o meio-ambiente a longo prazo, assim como ao que se refere à composição nutricional dos alimentos orgânicos. Ações direcionadas ao fomento da atividade orgânica nas etapas envolvendo o cultivo, distribuição, comercialização e consumo ainda se fazem necessárias a fim de expandir e aprimorar este tipo de agricultura.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ágatha Transfeld da Silva, Universidade Federal do Paraná (UFPR).

Mestranda em Segurança Alimentar e Nutricional do Programa de Pós-Graduação em Segurança Alimentar e Nutricional - Universidade Federal do Paraná.

Samantha Transfeld da Silva, Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Graduanda em Engenharia Elétrica no curso de Engenharia Elétrica - Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

Referências

Food and Agriculture Organization of the United Nations. Organic Agriculture [internet]. Roma: Organic Research Centres Alliance (ORCA); 2014 [acesso em 23 mar 2015]. Disponível em: http://www.fao.org

Ormond JG, Paula S, Filho PF, Rocha LT. Agricultura orgânica: quando o passado é futuro. BNDES Setorial. 2002;(15):3-34.

Campanhola C, Valarini PJ. Aagricultura orgânica e seu potencial para o pequeno produtor. Cad. Ciênc. Tecnol. 2001;18(3):69-101.

Brasil. Decreto no 6.323, de 27 de dezembro de 2007. Regulamenta a Lei no 10.831, de 23 de dezembro de 2003, que dispõe sobre a agricultura orgânica, e dá outras providências. Diário Oficial da União. 28 dez 27.

Brasil. Decreto no 7.794, de 20 de agosto de 2012. Institui a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. Diário Oficial da União. 21 ago 2012.

Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Brasil). Orgânicos: Projetos [internet]. Brasília (DF); 2015 [acesso em 23 mar 2015]. Disponível em: http://www.agricultura.gov.br

Brasil. Ministério do Desenvolvimento Agrário. Programas [internet]. Brasília (DF); 2015 [acesso em 23 mar 2015]. Disponível em: http://www.mda.gov.br

Assis RL. Desenvolvimento rural sustentável no Brasil: perspectivas a partir da integração de ações públicas e privadas com base na agroecologia. Econ. Apl. 2006;10(1):75-89.

Domingues MR, Bernardi MR, Ono EYS, Ono MA. Agrotóxicos: Risco à Saúde do Trabalhador Rural. Semina Ciênc. Biol. Saúde. 2004;25(1):45-54.

Brasil. Decreto no 4.074, de 4 de janeiro de 2002. Regulamenta a Lei no 7.802, de 11 de julho de 1989, que dispõe sobre a pesquisa, a experimentação, a produção, a embalagem e rotulagem, o transporte, o armazenamento, a comercialização, a propaganda comercial, a utilização, a importação, a exportação, o destino final dos resíduos e embalagens, o registro, a classificação, o controle, a inspeção e a fiscalização de agrotóxicos, seus componentes e afins, e dá outras providências. Diário Oficial da União. 04 jan 2002.

Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. Universidade Federal do Paraná. Mercado e regulação de agrotóxicos. Seminário Mercado e Regulação de Agrotóxicos [internet]. Brasília (DF); 2012 [acesso em 23 mar 2015]. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br

Pelaez V, Silva LR, Araújo EB. Regulation of pesticides: a comparative analysis. Science Public Policy [Internet]. 2013 [acesso em 2015 mar 2];40(5):644-656. Disponível em: http://spp.oxfordjournals.org/content/40/5/644

Bohn T, Cuhra M, Traavik T, Sanden M, Fagan J, Primicerio R. Compositional differences in soybeans on the market: Glyphosate accumulates in Roundup Ready GM soybeans. FoodChem. 2014;(153):207–215.

Carneiro F, Rigotto R, Giraldo L, Pignati W, Rizzolo A, Alexandre VP, Faria NMX, Friedrich K, Mello MSC. Dossiê ABRASCO – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na saúde. Rio de Janeiro: Associação Brasileira de Saúde Coletiva – ABRASCO; 2012.

Cox C, Surgan M. Unidentified Inert Ingredients in Pesticides: Implications for Human and Environmental Health. Environ. Health Perspect. 2006;114(12):1803-1806.

World Health Organization. Preventing disease through healthy environments [internet]. 2010 [acesso em 2015 mar 23]. Disponível em: http://www.who.int

Araujo AJ, Lima JS, Moreira JC, Jacob SC, Soares MO, Monteiro MCM, Amaral AM, Kubota A, Meyer A, Cosenza CAN, Neves C, Markowitz S. Exposição múltipla a agrotóxicos e efeitos à saúde: estudo transversal em amostra de 102 trabalhadores rurais, Nova Friburgo, RJ. Ciênc. Saúde Coletiva. 2007;12(1):115-130.

Sena TR, Vargas MM, Oliveira CCC. Saúde auditiva e qualidade de vida em trabalhadores expostos a agrotóxicos. Ciênc. Saúde Coletiva. 2013;18(6):1753-1761.

Brasil. Lei no 11.346, de 15 de setembro de 2006. Cria o Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – SISAN com vistas em assegurar o direito humano à alimentação adequada e dá outras providências. Diário Oficial da União. 15 set 2006.

Brasil. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Programa de análise de resíduos de agrotóxicos em alimentos (PARA) – Relatório de atividades de 2011 e 2012 [internet]. Brasília (DF); 2013 [acesso em 23 mar 2015]. Disponível em: http://portal.anvisa.gov.br

Brasil. Instituto de Promoção do Desenvolvimento. Pesquisa – O mercado brasileiro de produtos orgânicos [internet]. Curitiba; 2011 [acesso em 23 mar 2015]. Disponível em: http://www.ipd.org.br

Butler G, Stergiadis S, Seal C, Eyre M, Leifert C. Fat composition of organic and conventional retail milk in northeast England. Am. Dairy Sci. Assoc. 2011;94(1):24-36.

Vrcek IV, Cepo DV, Rasic D, Peraica M, Zuntar I, Bojic M, Mendas G, Medic-Saric M. A comparison of the nutritional value and food safety of organically andconventionally produced wheat flours. Food Chem. 2014;143:522-529.

Campo JC, Damaceno MN, Rodríguez MAR, Odériz MLV. Color, anthocyanin pigment, ascorbic acid and total phenolic compound determination in organic versus conventional strawberries. J. Food. Compost. Anal. 2012;28(01):23-30.

Díaz-Gómes NM, Ares S, Hernández-Aguilar MT, Ortega-García JA, Paricio-Talayero JM, Landa-Rivera J; Comité de Lactancia Materna de la Asociación Española de Pediatría. Contaminantes químicos y lactancia materna: tomando posiciones. An. Pedriatr. (Barc). 2013;79(6):391.e1-391.e5.

Borguini RG, Torres EAF. Alimentos Orgânicos: Qualidade Nutritiva e Segurança do Alimento. Segur. Aliment. Nutr.2006;13(2):64-75.

Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Censo Agropecuário: Brasil, Grandes Regiões e Unidades da Federação. Rio de Janeiro: IBGE; 2006.

Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE. Produção Agrícola Municipal: culturas temporárias e permanentes. Rio de Janeiro: IBGE; 2009.

Willer H, Kilcher L; Research Institute of Organic Agriculture; International Federation of Organic Agriculture Movements. The World of Organic Agriculture – Statistics and Emerging Trends 2012 [internet]. 2012 [acesso em 23 mar 2015]. Disponível em: http://www.fibl.org

Sousa AA, Azevedo E, Lima EE, Silva APF. Alimentos orgânicos e saúde humana: estudo sobre as controvérsias. Rev. Panam. Salud Publica. 2012;31(6):513-517.

Terrazzan P, Valarini PJ. Situação do mercado de produtos orgânicos e as formas de comercialização no Brasil. Informações Econômicas. 2009;39(11):27-40.

Vriesman AK, Okuyama KK, Rocha CH, Neto PHW. Assistência Técnica e Extensão Rural para a Certificação de Produtos Orgânicos da Agricultura Familiar. Revista Conexão. 2012;8(1):138-149.

Bauman Z. Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadorias. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; 2007.

Belik W, Siliprandi E. Ministério do Desenvolvimento Agrário; Secretaria da Agricultura Familiar. Instituto Via Pública. Projeto Nutre SP: Análise da inclusão da agricultura familiar na alimentação escolar no estado de São Paulo; 2012.

Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Produção Integrada no Brasil, agropecuária sustentável e alimentos seguros. Brasília (DF): Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; 2008.

Smolinski R, Guerreiro E, Raiher AP. Análise do mercado de produtos orgânicos: estudo de caso de feira em Ponta Grossa, PR. Desenvolvimento e Meio Ambiente. 2011;23:167-182.

Downloads

Publicado

2016-12-21

Como Citar

1.
Silva Ágatha T da, Silva ST da. Panorama da agricultura orgânica no Brasil. Segur. Aliment. Nutr. [Internet]. 21º de dezembro de 2016 [citado 19º de abril de 2021];23:1031-40. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8635629

Edição

Seção

Artigo Número Especial