Elasticidades-renda do consumo físico de frango – uma análise com dados das POFS de 2002/2003 e 2008/2009

  • Humberto Francisco Silva Spolador Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
  • Mirian Rumenos Piedade Bacchi Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
Palavras-chave: Consumo de frango. Elasticidades-renda. Orçamentos familiares

Resumo

No presente estudo foi utilizadoo banco de dados da POF - Pesquisa de Orçamentos Familiares do IBGE para os anos 2002-2003 e 2008-2009 visando estimar as elasticidades-renda do consumo físico da carne de frango. Para tanto, ajustou-se uma poligonal com três segmentos agregando os dados de acordo com as classes de renda apresentadas na pesquisa. Os resultados deste trabalho mostram uma substituição do consumo físico de partes menos nobres do frango por outras especiais (coxa e peito) conforme se atinge os estratos mais elevados de renda. Os resultados mostraram também, levando em conta os dados da POF 2008-2009, que a carcaça pode ser considerada um bem inferior. 

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Biografia do Autor

Humberto Francisco Silva Spolador, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”

Professor Associado da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” - ESALQ/USP. 

Mirian Rumenos Piedade Bacchi, Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”

Professora Titular da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” - ESALQ/USP. 

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Publicado
2015-12-28
Como Citar
Spolador, H. F. S., & Bacchi, M. R. P. (2015). Elasticidades-renda do consumo físico de frango – uma análise com dados das POFS de 2002/2003 e 2008/2009. Segurança Alimentar E Nutricional, 22(2), 683-691. https://doi.org/10.20396/san.v22i2.8642499
Seção
Artigo de Segurança Alimentar e Nutricional