Indicadores socioeconômicos, nutricionais e de percepção de insegurança alimentar e nutricional em famílias rurais

Autores

  • Dayane de Castro Morais Universidade Federal de Viçosa
  • Naiara Sperandio Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Luiza Veloso Dutra Universidade Federal de Viçosa
  • Sylvia do Carmo Castro Franceschini Universidade Federal de Viçosa
  • Ricardo Henrique Silva Santos Universidade Federal de Viçosa
  • Silvia Eloiza Priore Universidade Federal de Viçosa

DOI:

https://doi.org/10.20396/san.v25i2.8650443

Palavras-chave:

Segurança alimentar e nutricional, família, indicadores socioeconômicos, estado nutricional, consumo alimentar

Resumo

A insegurança alimentar e nutricional é multifacetada, apresentando diversos indicadores para esta situação, como os socioeconômicos, de estado nutricional e de percepção quanto ao acesso aos alimentos. Objetivou avaliar a insegurança alimentar e nutricional de famílias rurais, segundo indicadores socioeconômicos, nutricionais e de percepção. Para tal avaliação, utilizou-se indicadores sociais, econômicos, antropométricos, de consumo alimentar e de percepção, segundo Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). Das famílias avaliadas, 49,4% estavam em insegurança alimentar, pela EBIA. Presença de menor de 18 anos, renda per capita, água tratada, número de moradores e de filhos e recebimento de Bolsa Família associaram-se a (in) segurança alimentar. A pontuação da EBIA correlacionou-se positivamente com número de moradores, filhos e adolescentes e negativamente com renda total e per capita. O estado nutricional não associou-se à (in) segurança alimentar, pela EBIA, embora a maioria das famílias apresentasse algum integrante com distrofia nutricional. Não houve associação entre consumo alimentar da família e insegurança alimentar, embora todas as famílias apresentassem consumo inadequado de energia e cálcio, e a maioria para sódio, zinco, fibra, ferro, lipídios e carboidratos. Assim, a segurança alimentar e nutricional deve ser avaliada em nível familiar, por diferentes indicadores, visando à avaliação complementar de suas diferentes vertentes.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Dayane de Castro Morais, Universidade Federal de Viçosa

Nutricionista, graduada pela Universidade Federal de Viçosa. Especialista em Gestão de Saúde Pública. Mestre em Ciência da Nutrição pela UFV. Doutoranda em Ciência da Nutrição pela UFV. Experiência na área de Nutrição, com ênfase em nutrição em saúde pública; segurança alimentar e nutricional de famílias; educação alimentar e nutricional; atendimento ambulatorial; pesquisa em campo e laboratório, relacionada à alimentação e nutrição.

Naiara Sperandio, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Nutricionista graduada pela Universidade Federal de Viçosa; Mestre em Ciência da Nutrição pela UFV; e Doutora em Ciência da Nutrição pela mesma instituição com período sanduíche na Universidade Lúrio, Moçambique, no projeto de pró-mobilidade internacional de apoio à pesquisa e ao ensino - CAPES/AULP. Atualmente é professora na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Nutrição, atuando nos seguintes temas: políticas públicas de alimentação, nutrição e transferência monetária de renda, segurança alimentar e nutricional e avaliação do consumo alimentar e estado nutricional de populações.

Luiza Veloso Dutra, Universidade Federal de Viçosa

Possui graduação em pela Universidade Federal de Viçosa e mestrado em Agroecologia pela Universidade Federal de Viçosa. Atualmente é doutoranda em Ciência da Nutrição na Universidade Federal de Viçosa. Foi docente da Universidade Lúrio em Moçambique de 2014 a 2015. Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase em Análise Nutricional de População e Sistemas Agroalimentares de Agricultores Familiares, atuando principalmente nos seguintes temas: segurança alimentar e nutricional, disponibilidade e consumo de alimentos, agroecologia e agricultura familiar.

Sylvia do Carmo Castro Franceschini, Universidade Federal de Viçosa

Graduada em Nutrição pela Universidade Metodista de Piracicaba, com Especialização em Nutrição Básica e Aplicada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto -Universidade de São Paulo; Mestrado em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo e Doutorado em Ciências pela Universidade Federal de São Paulo. Professora Titular do Departamento de Nutrição e Saúde da Universidade Federal de Viçosa e Chefe deste Departamento de 1999 a 2001. Foi membro e Coordenadora da Câmara de Ciências da Saúde da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais. Foi Chefe do Departamento de Medicina e Enfermagem e da Divisão de Saúde, ambos da Universidade Federal de Viçosa. Membro (mandato de 2009 a 2013) do Conselho Deliberativo do AGROS - Instituto UFV de Seguridade Social e Presidente deste Conselho. De Junho de 2011 a Julho de 2015 foi Pró-Reitora de Assuntos Comunitários da Universidade Federal de Viçosa. Coordenadora da Regional Sudeste (2012-2013) e Coordenadora Nacional do Fórum de Pró-Reitores de Assuntos Comunitários e Estudantis. Presidente da Associação dos Professores da UFV - ASPUV Seção Sindical, para o biênio 2016-2018. Orientadora no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Nutrição, da UFV e no Programa de Saúde da Criança e do Adolescente, da UFMG. Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase em Análise Nutricional de Populações, atuando principalmente nos seguintes temas: estado nutricional, antropometria, anemia ferropriva e outras doenças carenciais, aleitamento materno e avaliação nutricional.

Ricardo Henrique Silva Santos, Universidade Federal de Viçosa

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Viçosa, mestrado em Fitotecnia (Produção Vegetal) - Departamento de Fitotecnia e doutorado em Fitotecnia (Produção Vegetal) pela Universidade Federal de Viçosa. Atualmente é professor Titular da Universidade Federal de Viçosa, Editor-Chefe da Revista CERES e bolsista PQ2 do CNPq. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Manejo e Tratos Culturais, atuando principalmente nos seguintes temas: agroecologia, agricultura orgânica, agricultura familiar, adubação verde.

Silvia Eloiza Priore, Universidade Federal de Viçosa

Possui graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro,residência em Saúde Pública pela Escola Nacional de Saúde Pública - ENSP/FIOCRUZ, especialização em Saúde Pública com ênfase em Nutrição, pela Faculdade de Saúde Pública/USP,mestrado e doutorado em Nutrição pela Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina. É professora Titular do Departamento de Nutrição e Saúde da Universidade Federal de Viçosa. Coordena o Programa de Atenção à Saúde do Adolescente - PROASA/UFV. Atua na UFV nos Programas de Pós-Graduação stricto sensu: Ciência da Nutrição (linha: Saúde e nutrição de indivíduos e populações) e em Agroecologia (linha: Sistemas agroalimentares de agricultores familiares). Junto a Universidade de Évora - Portugal, co-orientou no Mestrado em Educação para a Saúde (domínio: Obesidade na infância). Pelo edital 33/2012 do Programa Pró-mobilidade Internacional - CAPES: Universidade Federal de Viçosa e Universidade de Lúrio (Nampula, Moçambique), foi a primeira docente da UFV a participar in loco do projeto "Implantação de estratégias de avaliação da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) em Moçambique" Tem experiência na área de Nutrição, com ênfase em Análise Nutricional de População, atuando principalmente nos temas: crianças, adolescentes, estado nutricional, síndrome metabólica, disponibilidade de alimentos para consumo, segurança alimentar e nutricional, entre outros.

Referências

Brasil. Lei no 11.346, de 15 de setembro de 2006. Dispõe sobre a Criação do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Diário Oficial da União. 18 set 2006.

Hoffmann R. Determinantes da Insegurança Alimentar no Brasil: Análise dos Dados da PNAD de 2004. Segur. Aliment. Nutr. 2008;15(1):49-61.

Segall-Corrêa AM. Insegurança alimentar medida a partir da percepção das pessoas. Estud. Av. 2007;21(60):143-54.

Kepple AW, Segall-Corrêa AM. Conceituando e medindo segurança alimentar e nutricional. Ciênc. Saúde Coletiva. 2011;16:187-99.

Panigassi G, Segall-Corrêa AM, Marin-León L, Pérez-Escamilla R, Maranha LK, Sampaio MFA. Insegurança alimentar intrafamiliar e perfil de consumo de alimentos. Rev. Nutr. 2008;21:135-44.

Vianna RPT, Segall-Corrêa AM. Insegurança alimentar das famílias residentes em municípios do interior do estado da Paraíba, Brasil. Rev. Nutr. 2008;21:111-22.

Gubert MB, Santos LMP. Determinantes da insegurança alimentar no Distrito Federal. Com. Ciências Saúde 2009;2(2):143-150.

Guerra LDS, Espinosa MM, Bezerra ACD, Guimaraes LV, Lima-Lopes MA. Insegurança alimentar em domicílios com adolescentes da Amazônia Legal Brasileira: prevalência e fatores associados. Cad. Saúde Pública. 2013;29(2):335-48.

Monteiro CA. A dimensão da pobreza, da desnutrição e da fome no Brasil. Estud. Av. 2003;48:7-20.

Drewnowski A, Specter SE. Poverty and obesity: The role of energy density and energy costs. Am. J. Clin. Nutr. 2004;79(1):6-16.

Segall-Corrêa AM, Marin-Leon L, Helito H, Pérez-Escamilla R, Santos LMP, Paes-Sousa AR. Transferência de renda e segurança alimentar no Brasil: análise dos dados nacionais. Rev. Nutr. 2008;21:39-51.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. Cidades. Censo 2010. Rio de Janeiro: IBGE; 2010.

Mondini L, Rosa TE, Gubert MB, Sato GS, Benício MHD. Insegurança alimentar e fatores sociodemográficos associados nas áreas urbana e rural do Brasil. Informações Econômicas. 2011;41(2):52-60.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Segurança Alimentar: 2009. Rio de Janeiro: IBGE; 2010.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). Segurança alimentar: 2013. Rio de Janeiro: IBGE; 2014.

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa sobre Padrões de Vida: 1996-1997. Rio de Janeiro: IBGE; 1998.

Takagi M, Silva JG, Grossi MD. Pobreza e Fome: em busca de uma metodologia para quantificação do problema no Brasil. Texto para Discussão. Campinas: IE/UNICAMP; 2001.

Maluf RSJ. Definindo segurança alimentar e nutricional. In: Maluf RSJ, organizador. Segurança alimentar e nutricional. Petrópolis: Vozes; 2007. p.17-19.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Orientações para a coleta e análise de dados antropométricos em serviços de saúde: Norma Técnica do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN/Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica. Brasília (DF): Ministério da Saúde; 2011.

Oliveira JS, Lira PIC, Andrade SLLS, Sales AC, Maia SR, Batista Filho M. Insegurança alimentar e estado nutricional de crianças de São João do Tigre, no semi-árido do Nordeste. Rev. Bras. Epidemiol. 2009;12(3):413-23.

World Health Organization. Development of a WHO growth reference for school-aged children and adolescents. Bulletin of the World Health Organization 2007. Roma: WHO; 2007. p. 660-667.

Institute of Medicine. In: Dietary References Intake s for energy, carboidrate, fiber, fat, fatty acids, cholesterol, protein and aminoacids. Washington, DC: The National Academy Press; 2002.

Sociedade Brasileira de Cardiologia. I Diretriz sobre o Consumo de Gorduras e Saúde Cardiovascular. São Paulo: SBC; 2013.

Institute of Medicine. In: Dietary References Intake s for vitamin A, vitamin K, arsenic, boron, chromium, copper, iodine, iron, manganese, molybdenum, nickel, silicon, vanadium and zinc. Washington, DC: The National Academy Press; 2001.

Institute of Medicine. In: Dietary References Intake s for calcium and vitamin D. Washington, DC: The National Academy Press; 2010.

Morais DC, Dutra LV, Franceschini SCC, Priore SE. Insegurança alimentar e indicadores antropométricos, dietéticos e sociais em estudos brasileiros: uma revisão sistemática. Ciênc. Saúde Coletiva. 2014;19(5):1475-88.

Gubert MB, Benicio MHD, Silva JP, Rosa TEC, Santos SM. Use of predictive model for food insecurity estimates in Brazil. Arch. Latinoam. Nutr. 2010;60(2):119-25.

Silva CCS, Oliveira KBB, Alves AS, Neves JA, Modesto CAC, Vianna RPT. Associação entre consumo alimentar e (in)segurança alimentar e nutricional em São José dos Ramos – PB. Braz. J. Food Technol. 2012;15:23-30.

Salles-Costa R, Pereira RA, Vasconcellos MTL, Veiga GV, Marins VMR, Jardim BC, et al. Associação entre fatores socioeconômicos e insegurança alimentar: estudo de base populacional na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil. Rev. Nutr. 2008;21:99-109.

Velásquez-Melendez G, Schlussel MM, Brito AS, Silva AAM, Lopes-Filho J, Kac G. Mild but not light or severe food insecurity is associated with obesity among brazilian women. J. Nutr. 2011;141(5):898-902.

Almeida JA, Santos AS, Nascimento MAO, Oliveira JVC, Silva DG, Mendes-Netto RS. Fatores associados ao risco de insegurança alimentar e nutricional em famílias de assentamentos rurais. Ciênc. Saúde Coletiva. 2017;22(2):479-488.

Oliveira JS, Lira PIC, Maia SR, Sequeira LAS, Amorim RCA, Batista Filho M. Insegurança alimentar e estado nutricional de crianças de Gameleira, zona da mata do Nordeste brasileiro. Rev. Bras. Saúde Matern. Infant. 2010;10(2):237-45.

Lima FEL, Fisberg RM, Uchimura KY, Picheth T. Programa Bolsa-Família: qualidade da dieta de população adulta do município de Curitiba, PR. Rev. Bras. Epidemiol. 2013;16(1):58-67.

Panigassi G, Segall-Corrêa AM, Marin-León L, Pérez-Escamilla R, Sampaio MFA, Maranha LK. Segurança alimentar como indicador de iniquidade: análise de inquérito populacional. Cad. Saúde Pública. 2008;24(10):2376-84.

Anschau FR, Matsuo T, Segall-Corrêa AM. Insegurança alimentar entre beneficiários de programas de transferência de renda. Rev. Nutr. 2012;25(2):177-89.

Kac G, Velasquez-Melendez G, Schlussel MM, Segall-Corrêa AM, Silva AAM, Perez-Escamilla R. Severe food insecurity is associated with obesity among Brazilian adolescent females. Public Health Nutrition. 2012;15(10):1854-60.

Alaimo K, Olson CM, Frongillo EA. Low family income and food insufficiency in relation to overweight in US children: is there a paradox? Arch. Pediatr. Adolesc. Med. 2001;155(10):1161-1167.

Doak CM, Adair LS, Bentley M, Monteiro C, Popkin BM. The dual burden household and the nutrition transition paradox. Int. J. Obes. 2005;29:129–36.

Oliveira JS, Lira PIC, Veras ICL, Maia SR, Lemos MCC, et al. Estado nutricional e insegurança alimentar de adolescentes e adultos em duas localidades de baixo índice de desenvolvimento humano. Rev. Nutr. 2009;22(4):453-65.

Souza NN, Moura MD, Sperandio N, Franceschini SCC, Priore SE. Perfil socioeconômico e insegurança alimentar e nutricional de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família no município de Viçosa, Estado de Minas Gerais, Brasil, em 2011: um estudo epidemiológico transversal. Epidemiol. Serv. Saúde. 2012;21:655-62.

Antunes MM, Sicheri R, Salles-Costa R. Consumo alimentar de crianças menores de três anos residentes em área de alta prevalência de insegurança alimentar domiciliar. Cad. Saúde Pública. 2010;23(4):785-93.

Batista MCR, Priore SE, Rosado LEFPL, Tinôco ALA, Franceschini SCC. Avaliação dietética dos pacientes detectados com hiperglicemia na “Campanha de Detecção de Casos Suspeitos de Diabetes” no Município de Viçosa, MG. Arq. Bras. Endocrinol. Metab. 2006;50(6).

Novaes JF, Franceschini SCC, Priore SE. Hábitos alimentares de crianças eutróficas e com sobrepeso em Viçosa, Minas Gerais, Brasil. Rev. Nutr. 2007;20(6):633-642.

Fernandes DPS. Qualidade da dieta e fatores associados em idosos de Viçosa (MG): um estudo de base populacional [dissertação]. Viçosa: Universidade Federal de Viçosa; 2016.

Venturini CD, Engroff P, Sgnaolin V, Kik RME, Morrone FB, Silva Filho, et al. Consumo de nutrientes em idosos residentes em Porto Alegre (RS), Brasil: um estudo de base populacional. Ciênc. Saúde Coletiva. 2015; 20(12):3701-3711.

Pérez-Escamilla R, Segall-Corrêa AM. Indicadores e medidas de insegurança alimentar. Rev. Nutr. 2008;21:15-26.

Indicadores familiares de segurança alimentar e nutricional

Downloads

Publicado

2018-08-02

Como Citar

1.
Morais D de C, Sperandio N, Dutra LV, Franceschini S do CC, Santos RHS, Priore SE. Indicadores socioeconômicos, nutricionais e de percepção de insegurança alimentar e nutricional em famílias rurais. Segur. Aliment. Nutr. [Internet]. 2º de agosto de 2018 [citado 20º de outubro de 2021];25(2):1-11. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8650443

Edição

Seção

Artigo de Segurança Alimentar e Nutricional