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Avaliação nutricional de Butiá (Butia yatai) processado
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Palavras-chave

Fruta nativa. Segurança Alimentar Nutricional. Guia alimentar para a população brasileira.

Como Citar

MARTINS, J. S.; MELO, E. M.; FALLAVENA, L. P.; HERTZ, P. F. Avaliação nutricional de Butiá (Butia yatai) processado. Segurança Alimentar e Nutricional, Campinas, SP, v. 26, p. e019012, 2019. DOI: 10.20396/san.v26i0.8654389. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/san/article/view/8654389. Acesso em: 3 mar. 2024.

Resumo

O consumo de frutas nativas é fundamental para a saúde da sociedade. No Rio Grande do Sul, destaca-se a relevância socioambiental de diferentes espécies de butiá. Entretanto, o Guia Alimentar para População Brasileira, lançado em 2014 com objetivo de fomentar escolhas alimentares mais saudáveis, pondera que o processamento mínimo pode influenciar negativamente no teor nutricional dos alimentos. Portanto, este trabalho teve como objetivo avaliar como o processo de despolpa de Butia yatay interfere, ao longo de três meses de armazenamento, na composição do alimento, particularmente no valor calórico, no teor de fibras e na estabilidade do ácido ascórbico. Foram utilizados frutos de Butia yatay coletados e analisados entre os meses de março e junho de 2017, analisando-se parâmetros físico-químicos e centesimais da fruta e da polpa de Butia yatay. Do ponto de vista físico-químico, a polpa, quando comparada à fruta, apresenta maior teor de umidade, de açúcares dissolvidos e teor de ácido cítrico. A polpa apresentou aumento de 24,5% na quantidade energética total, porém, quando se trata das fibras alimentares totais, houve redução de 47,9%. O teor de ácido ascórbico diminuiu 44,6% durante o período estudado. Tanto a fruta como a polpa apresentaram alto teor de fibras alimentares. Portanto, foi possível identificar que o processo de beneficiamento do Butia yatay acarreta em mudanças nas características da fruta para a polpa, mas ambos os alimentos podem ser considerados nutritivos para compor a base da alimentação regional.
https://doi.org/10.20396/san.v26i0.8654389
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