A complexidade do tempo geológico e a sua aprendizagem com alunos portugueses (12-13 anos)

Autores

  • Jorge Bonito Universidade de Évora
  • Dorinda Rebelo Escola Secundária de Estarreja
  • Margarida Morgado Escola Secundária de Viriato de Viseu
  • Graça Monteiro Escola Secundária de Alcides de Faria
  • Jorge Medina Universidade de Aveiro
  • Luís Marques Universidade de Aveiro
  • Luísa Martins Escola Secundária de Alves Martins de Viseu

DOI:

https://doi.org/10.20396/td.v7i2.8637431

Palavras-chave:

Tempo geológico. Complexidade. Concepções de alunos. Ensino básico.

Resumo

Este artigo pretende contribuir para a reflexão sobre o complexo conceito de tempo, nas suas vertentes filosófica e científica, reconhecendo-se a consequente necessidade de proceder ao aprofundamento da investigação no âmbito do ensino e da aprendizagem desta temática. Os resultados encontrados sobre concepções de alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico1 permitem perceber a importante valorização que atribuem ao conceito de Tempo Geológico na aprendizagem da Geologia, apesar de não existir acerca dele uma perspectiva adequada. Entre outros resultados, as dificuldades sentidas recaem no facto deste conceito ser complexo, o que dificulta a compreensão de fenómenos geológicos e da história da Terra, sendo, por isso, considerado pelo alunos dispensável na aprendizagem da Geologia. O trabalho insere-se no Projecto Deep time in schooling: contributions of students’ perceptions for the development of scientifically literate citizens, que se desenvolve no Centro de Investigação Didáctica e Tecnologia na Formação de Formadores, da Universidade de Aveiro (Portugal), envolvendo investigadores em Geologia e em Didáctica das Ciências das universidades portuguesas de Aveiro e de Évora e professores de Biologia e Geologia de várias escolas públicas dos Ensinos Básico e Secundário

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Biografia do Autor

Jorge Bonito, Universidade de Évora

Departamento de Pedagogia e Educação da Universidade de Évora, Portugal.

Dorinda Rebelo, Escola Secundária de Estarreja

Escola Secundária de Estarreja, Portugal.

Margarida Morgado, Escola Secundária de Viriato de Viseu

Escola Secundária de Viriato de Viseu, Portugal.

Graça Monteiro, Escola Secundária de Alcides de Faria

Escola Secundária de Alcides de Faria, Portugal

Jorge Medina, Universidade de Aveiro

Departamento de Geociências da Universidade de Aveiro, Portugal.

Luís Marques, Universidade de Aveiro

Centro de Investigação Didáctica e Tecnologia na Formação de Formadores da Universidade de Aveiro, Portugal.

Luísa Martins, Escola Secundária de Alves Martins de Viseu

Escola Secundária de Alves Martins de Viseu, Portugal

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Publicado

2015-06-29

Como Citar

BONITO, J.; REBELO, D.; MORGADO, M.; MONTEIRO, G.; MEDINA, J.; MARQUES, L.; MARTINS, L. A complexidade do tempo geológico e a sua aprendizagem com alunos portugueses (12-13 anos). Terrae Didatica, Campinas, SP, v. 7, n. 2, p. 81–92, 2015. DOI: 10.20396/td.v7i2.8637431. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8637431. Acesso em: 2 fev. 2023.

Edição

Seção

Artigos