Educação em ciência: actividades exteriores à sala de aula

Autores

  • Luís Marques Universidade de Aveiro.
  • João Praia Universidade de Aveiro.

DOI:

https://doi.org/10.20396/td.v5i1.8637493

Palavras-chave:

Educação em ciência. Actividades exteriores à sala de aula (AESA). Natureza do conhecimento científico. Integração de saberes. Incerteza e imprevisibilidade. Valorização do ambiente natural. Trabalho cooperativo

Resumo

O ambiente outdoor vem sendo reconhecido pela investigação como importante no âmbito da Educação em Ciência (EC) e é frequentemente usado pelos professores de ciências. Atendendo à ausência de uma designação em português que corresponda à natureza daquele conceito em língua inglesa, propõe-se aqui a de Actividades Exteriores à Sala de Aula (AESA). O estudo desenvolve-se em quatro momentos. No primeiro, apresentam-se alguns dos desafios colocados à EC e faz-se o seu enquadramento social, bem como se abordam as implicações em termos de ensino e de aprendizagem. No segundo, foca-se na discussão sobre a natureza dos ambientes exteriores à sala de aula, dando uma particular ênfase ao que ocorre no domínio das Ciências da Terra. De seguida, e num terceiro momento, reflecte-se sobre a contribuição das AESA na consecução das grandes finalidades sugeridas para a EC. A terminar, e num quarto momento, efectuar-se-ão comentários finais do estudo com particular ênfase no processo complexo do ensino e de aprendizagem, bem como na necessidade de uma melhor interacção entre investigadores educacionais e professores, em ordem a aproveitar, de forma articulada com outras actividades, as potencialidades das que são desenvolvidas fora da sala de aula. Em síntese, pretende-se contribuir para melhorar os resultados da Educação em Ciência no âmbito das Ciências da Terra.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Luís Marques, Universidade de Aveiro.

Departamento de Didáctica e Tecnologia Educativa

João Praia, Universidade de Aveiro.

Centro de Investigação Didáctica e Tecnologia na Formação de Formadores.

Referências

Adanets V. 2001. O tesouro da educação: Algumas reflexões sobre a educação de hoje e do futuro. In: Reis Monteiro A. org. 2001. Sobre o Direito à Educação. Lisboa. Centro de Investigação em Educação. Fac. Ciências Univ. Lisboa, p.53-65.

Alarcão I. org. 2001. Escola Reflexiva. Nova racionalidade. Porto Alegre. Artmed.

Allen S. 2004. Designs for Learning: Studying Science Museum Exhibits that do more than entertain. Science Education, 88(1):17-33.

Alvarez W., Asaro F. 1991. What cause the mass extinction? An Extraterrestrial Impact. Scientific American, 263:78-88.

Atwwod M. 2004. Strange Things: The Malevolent North in Canadian Literature. London: Virago.

Belitsos B. 2005. Planetary Democracy. Moving Towards a Governed World. London: Origin Press.

Bernard A.J. 1977. Quelques réflexions sur la genèse des gisemnets du type “Vallée du Mississipi”. Sciences de la Terre. XXI(3):271-302.

Boavida J., Sanches M.F. 1997. Velozes sem rumo e poderosos sem causa. Revista Portuguesa de Pedagogia, XXI(1,2,3):59-87.

Braund M., Reiss M. 2004. Learning Science Outside the Classroom. London. Routledge Falmer.

Brugger W. 1983. Dicionário de Filosofia. Barcelona. Biblioteca Herder.

Burbules N., Torres C. 2004. Globalization and Education: an introduction. In Gilbert, J. ed. 2004. The Routledge Falmer Reader in Science Education. London. Routledge Falmer. p. 15-22.

Burns T.W., O’Connor D.J., Stocklmayer S.M. 2003. Science Communication: A contemporary definition. Public Understanding of Science, 12:183-202.

Cachapuz A., Lopes B., Paixão M.F., Praia J. 2004. Proceedings of the International Seminar on the state of the art in Science Education Research, 15-16 October 2004. Aveiro: Univ. Aveiro.

Cachapuz A., Sá-Chaves I., Paixão F. 2004. Relatório do Estudo Saberes Básicos de Todos os Cidadãos no Século XXI. In: Estudos e Relatórios. Saberes Básicos de Todos os Cidadãos no séc. XXI. Lisboa. Conselho Nacional de Educação. p. 15-94.

Cachapuz A., Praia J., Jorge M. 2002. Ciência, Educação em Ciência e Ensino das Ciências. Lisboa. Ministério da Educação.

Cleminson A. 1990. Establishing an epistemological base for Science teaching in the light of

contemporary notions of the nature of Science and how children learn science. J. Research in Science Teaching, 27(5):429-445.

Costa N. 2003. A Investigação Educacional e o seu Impacto nas Práticas Educativas: O Caso da Investigação em Didáctica das Ciências. Provas de Agregação. Aveiro: Univ. Aveiro. (Provas de Agregação).

Costa N., Graça B., Marques L. 2003. Bridging the gap between science education research and practices: a study based on academics opinions. Livro de Resumos da International Conference Teaching and Learning in Higher Education: new Trends and Innovation. Aveiro: Univ. Aveiro. 7p.

Costa N., Marques L., Kempa R. 2000. Science Teachers’ Awareness of Findings from Education Research. Research in Science, Technological Education, 18(1):37-44.

Costa N., Marques L. 1999. Avaliação do Impacte da Frequência de Cursos de Mestrados no Desenvolvimento Profissional de Professores: Estudo de Um Caso. In: Livro de Resumos do III Congresso Internacional de Formação de Professores nos países de Língua e Expressão Portuguesas CIFOPLEP.

Cidade da Praia, República de Cabo Verde: Instituto Superior de Educação de Cabo-Verde.

p. 35-36

Rodrigues J.D. 2003. Histórias com água e pedras. Nem sempre mole, nem sempre duras. In: Ferreira M.P. coord.. 2003. A Geologia de Engenharia e os Recursos Geológicos. Coimbra. Imprensa Univ. Coimbra. p. 419-436. (v. 2, Recursos Geológicos e Formação).

Delors J. 1996. Educação – um tesouro a descobrir. Porto: Ed. Asa.

Falk J. H., Dierking 1992. The museum experience. Washington, DC: Whalesback Books.

Fensham P.J. 2004. Defining an Identity: The Evolution of Science Education as a Field of Research. Dordrecht: Kluwer Acad. Publ.

Fido H.A., Gayford C.G. 1982. Field work and the biology teacher: A survey in secondary schools in England and Wales. Journal of Biological Education, 16(1): 27-34.

Foucault M. 1996. As palavras e as coisas. Lisboa. Edições 70.

Fraser B.J., Tobin K.G. 1998. International Handbook of Science Education. London. Kluwer Acad. Publ.

Frodeman R. 2003. Geo-Logic. Breaking Ground Between Philosophy And The Eareth Sciences. New York State University of New York Press.

Frodeman R. 1995. Geological reasoning: Geology as an interpretive and historical science. Geol. Soc. Am. Bull., 107(8):960-968.

Gair N. P. 1997. Outdoor Education. Theory and Practice. London and Wellington: Cassel.

Glen W. 1994. Mass-Extinction: How science works in a crisis. Stanford. Stanford Univ. Press.

Glossary of Literacy Terms. 1999. Língua Links Library. Version 4.0. SILL International. URL: http:www.ethnoloque.com/LL docs/contents.asp. (Publ. em CD-ROM).

Hammerman D. 1985. Teaching in the Outdoors. Third Edition. Interstate Printers, Publishers, Inc. Danville, IL. ERIC Document Reproduction Service Number ED282718.

Hodson D. 2004. Time for Action: Science Education for an alternative future. In Gilbert, J. ed.. The Routledge Falmer Reader in Science Education. London. Routledge Falmer.

Jelinek D.J. 1998. Student perceptions of the nature of science and attitudes towards science education in an experiential science program. Paper presented at the Annual Meeting of the National Association for Research in Science Teaching, 71st, San Diego, CA,

April. ERIC Document Reproduction Service Number ED418875.

Jenkins E.W. 2000. Research in Science Education: Time for a Health Check? Studies in Science Education, 35:1-26.

Jones M. 2004. Disconnections between outdoor programs and education principles. Comunicação Apresentada na International Outdoor Education Research Conference. La Trobe University Bendigo. Victoria, Auatralia. Disponível em http: www.latrobe.edu.au/oentC_D_conference_2004/Conference%20CD/papers.html

Kahan Jr. P.H., Kellert S.R. eds. 2002. Children and Nature; Psychological, Sociocultural, and Environmental Investigations. Cambridge: MIT Press.

Knorr-Cetina Karin. 1999. A Comunicação na Ciência. In: F. Gil Org.. A Ciência tal qual se faz. Lisboa, Ed. Sá da Costa, p. 375-393.

Lee Y. 2004. Science, Information and Ethics. TWAS Newsletter, 16(2):13-15.

Lock R. 1998. Fieldwork in the life sciences. International Journal of Science Education, 20(6):633-642.

Lopes J.B.P., Praia J., Guerra C., Cachapuz A.F. 2005. Epistemologia da didáctica das ciências: um estudo sobre o estado da arte da investigação. Enseñanza de las Ciências, 2005 (Número Extra, VII Congreso).

Loureiro M. J., Santos M. C., Marques L., Neto A., Costa N., Praia J., Vasconcelos C. e Oliveira T. 2005. In: D. Koliopoulos, A. Vavouraki. Research in School Practice in Science Education: Teachers’ perceptions about the difficulties of the dialogue. In: Science Education at Cross Roads: meeting the Challenges of the 21th Century. Athens. Association For Science Education EDIFE. p. 241-254.

Marques L. 2006. Educação em Ciência: Potencialidades dos Ambientes Exteriores à Sala de Aula. Provas de Agregação. Aveiro: Univ. Aveiro. Marques L., Praia J., Carrascosa J., Edwards M., Gil-Perez D., Vilches A., Thompson D. (1998). The Current Planetary Crisis: a Missing Dimension in Science Education. In: Science Education, Experimental Science Activities and Environmental Sustainability. ED. Peter Lang GmbH. Série “Umweltbildung, Umweltkommunikation und Nachhaltigkeit - Environmental Education, Communication and Sustainability”. Hamburg, Alemanha.

Marques L., Praia J. 2007. Educação em Ciências: actividades exteriores à sala de aula. In: Simpósio de Pesquisa em Ensino e História de Ciências da Terra, 1, e Simpósio Nacional sobre Ensino de Geologia no Brasil, 3, Campinas, 4-8.09.2007. Palestra... Campinas, DGAE/IG/Unicamp. (comun. inédita).

Marques L., Costa N., Pombo L. 2005. A Formação Pós-Graduada de Professores de Ciências: Concepção, Implementação e Avaliação de uma Proposta de Intervenção. In: Encontro Nacional de Educação em Ciências, 11, Encontro de Educação para Nova Cultura da Água, 1, Porto, 2005. Actas... Porto, Escola Superior de Educação. 5 pp. (CD-ROM).

Martin P. 2004. Outdoor Education for Human/Nature Relationships. In: International Outdoor Education Research Conference. Bendigo, Victoria, Australia, La Trobe Univ. 15p. URL: http:www.latrobe.edu.au/oentC_D_conference_2004/Conference%20CD/papers.html. Acesso em 30.10.2006.

Mayer V. 2001. Global Science Literacy in the Secondary School Curriculum. In: Marques L.,

Praia J. orgs. Geociências nos Currículos dos Ensinos Básico e Secundário. Aveiro: Univ. Aveiro. p. 333-355.

Merleau-Ponty M. 1962. The Phenomonology of Perception. London. Routledge, Kegan Paul.

Orion N. 2002. The outdoor as a central learning environment in the Global Science Literacy framework: from theory to practice. In: V. Mayer. ed. 2002. Implementing Global Science Literacy. The Ohio State Uiniversity. p. 53-66.

Pabos J.L. 2004. Complejidad y Dualidad en el Sistema Terra. Enseñanza de las Ciencias de la Tierra, 12(3):243-247.

Paris S.G., Yambor K.M., Packard B. 1998. Handson biology: a museum-school-university partnership for enhancing students’ interests and learning in science. The Elementary School Journal, 98(3):267- 289.

Pelt J.M.E., Steffanm F. 2001. La Terre en Héritage. Paris, Lisboa: Librairie Arth.

Praia J. 2003a. Epistemologia da Ciência. Um contributo para uma fundamentação em Educação em Ciência. Relatório da Disciplina de Epistemologia da Ciência. Aveiro: Univ. Aveiro. Provas de Agregação.

Praia J. 2003b. Relatório da Disciplina de Epistemologia da Ciência. Um contributo para uma Fundamentação em Educação em Ciência. Aveiro: Univ. Aveiro. (Provas de Agregação).

Rennie L.J., McClafferty T.P. 1996. Science centres and science learning. Studies in Science Education, 21:160-82.

Rennie L.J., William, G.F. 2002. Sciences Centres and Scienctific Literacy: promoting relationship with science. Science Education, 86:706-726.

Stanley S.M. 1973. Exploring Earth and Life Through Time. New York: W. H. Freeman Co.

Thompson D. 2001. Towards an earth-environmental science education for all aged 4-16. In: Marques L., Praia J. orgs. Geosciences in the Secondary School Curriculum. Aveiro: Univ. Aveiro. p. 300-331.

White R.T. 2001. The revolution in research in science education. In: V. Richardson. ed. 2001. Handbook of research on teaching. 4 ed. Washington DC: American Educational Research Association.

Downloads

Publicado

2015-07-01

Como Citar

MARQUES, L.; PRAIA, J. Educação em ciência: actividades exteriores à sala de aula. Terrae Didatica, Campinas, SP, v. 5, n. 1, p. 10–26, 2015. DOI: 10.20396/td.v5i1.8637493. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8637493. Acesso em: 10 ago. 2022.

Edição

Seção

Artigos

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)