Produção de animações computadorizadas em flash para o ensino básico de Geociências

Autores

  • Rafael Toscani Universidade de Brasília
  • Eduardo Soares de Rezende Universidade de Brasília
  • Débora Rabelo Matos Universidade de Brasília
  • George França Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.20396/td.v13i3.8651221

Palavras-chave:

Ensino de geociências. Sismologia. Animações. Computadores.

Resumo

No Brasil, a produção de imagens, vídeos ou animações didáticas com a finalidade de popularizar e ensinar o conhecimento de Geociências para o público leigo é ínfimo se comparado a países mais desenvolvidos. Devido a essa carência de elementos de ensino foi desenvolvido este projeto que visa produzir e proporcionar um material de qualidade, didático e interativo, para professores desde o ensino fundamental até a graduação, mais especificamente na parte de Geociências voltada para a Sismologia. A construção das animações foi realizada pelo programa Adobe Flash® 9.0 r45 o qual permite a construção de imagens vetoriais com movimento. Vale salientar que o material didático já foi explanado para um público superior a 500 pessoas em diversos locais como em universidades e escolas públicas com ampla aprovação. Além disso, foi realizada pesquisa na internet, divulgada pelo perfil do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília em redes sociais, contando com a participação de 316 pessoas, em que se evidenciou a aprovação dos participantes em 85,2%, quanto à temática, didática e qualidade das animações.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Rafael Toscani, Universidade de Brasília

Possui mestrado em Geologia pela Universidade de Brasília. Apresenta graduação em geologia pela Universidade de Brasília (2013). Atua principalmente nos seguintes temas: sismologia, geologia estrutural, geoquímica e rochagem. Apresenta importante contribuição na área de extensão universitária, ministrando diversas palestras para o público em geral sobre geologia e geofísica básica. Recentemente atuou na área de hidrogeologia pela empresa Geodril Poços Artesianos LTDA e cursou a especialização em gestão ambiental e desenvolvimento sustentável.

Eduardo Soares de Rezende, Universidade de Brasília

Formou-se em Geologia pela Universidade de Brasília em 2013. Durante o trabalho final de graduação participou do Projeto Natividade onde esteve envolvido diretamente nas áreas de mapeamento geológico, geologia econômica e geologia estrutural. De 2010 a 2011 realizou um trabalho de iniciação científica na área de Sismologia. De 2011 a 2012 participou da Mostra Sismológica, espaço do Observatório Sismológico dedicado ao ensino e divulgação de conhecimentos relacionados a geologia, geofísica e sismologia para o público geral. Trabalhou como estagiário na empresa CPX Mineração, tendo sido efetivado dentro do quadro da empresa assim que se graduou. Atualmente é pesquisador em geociências da Companhia de Recursos Minerais e foi um dos autores da Nota Explicativa da Folha Bom Jardim-PI. No momento está envolvido no Projeto de Integração geológica e avaliação do potencial mineral das faixas marginais da borda NW do Cráton São Francisco - subárea Rio Preto.

Débora Rabelo Matos, Universidade de Brasília

Possui graduação em Geologia pela Universidade de Brasília (2012) e mestrado em Geologia pela Universidade de Brasília (2016). Atualmente é pesquisadora em geociências da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais, lotada na Divisão de Sensoriamento Remoto e Geofísica. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Geologia Regional, atuando principalmente nos seguintes temas: sensoriamento remoto, tectônica, processamento de dados, magnetometria e gamaespectrometria.

George França, Universidade de Brasília

Possui graduação em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1996), mestrado em Geodinâmica e Geofísica pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (1999) e doutorado em Geofísica pela Universidade de São Paulo (2003). Atualmente é professor associado do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Sismologia, atuando principalmente nos seguintes temas: espessura da crosta, sismicidade induzida e natural, função do receptor, estatisitca e razão de Poisson.

Referências

Boulaenko M.E., Husebye E.S. 2003. Electronic learning modules for high school students in seismology. Seismol. Res. Letters, 74(5):580-587.

Bourotte C.L.M., Toledo M.C.M., Duleba W., Aramaqui G.T., Campos L.G.D., Viana P.J. 2014. Kit didático da rocha ao grão... de areia. Terrae Didatica, 10(3):298-304.

Carli J.C.A., Fries M., Gonçalves L.R.S. 2016. A geofísica aplicada à engenharia e estudos ambientais: uso de animações como recurso didático. In: Salão Interno Ens. Pesq. e Extensão, 7, Uruguaiana, RS 22-24 nov 2016 Anais...(1). Uruguaiana: Unipampa. p. 1.

Castilho M.I., Ricci T.D.S.F. 2006. O uso de animações como elemento motivador de Aprendizagem. In: Enc. Est. Ens. Física, 1, Porto Alegre, RS, 24-26 nov 2005. Atas... Porto Alegre: Inst. Física/UFRGS. p. 108-114.

Durbin J. M. 2002. The benefits of combining computer technology and traditional teaching methods in large enrollment geoscience classes. J. Geosc. Educ., 50(1):56-63.

Fourez G. 2016. Crise no ensino de ciências? Invest. Ens. Ciências, 8(2):109-123.

Imbernon R.A.L., Toledo M.C.M., Honório K.M., Tufaile A.P.B., Vargas R.R.S., Campana P.T., Falconi S., Malachias M.E.I 2014. Experimentação e interatividade (hands-on) no ensino de ciências: a prática na praxis pedagógica. Terræ Didatica, 10(3):298-304.

Instituto Brasileiro de Museus. Guia dos Museus Brasileiros. Brasília (DF), URL: http://www.museus.gov.br/guia-dos-museus-brasileiros/ Acesso: 02/11/2016

Magarão J.F.L Giannella T., Struchiner M., 2013. Uso de Animações sobre Saúde no Ensino das Ciências Naturais: Levantamento e Análise de Recursos Disponíveis no Portal do Professor (MEC). In: Enc. Nac. Pes. Edu. Ciências, 9, Águas de Lindóia, SP, 10-13 nov 2013. Atas... Águas de Lindóia: Majestic, Bela Vista p. 1-8.

Marfurt K. J., Farley I. 2016. Let’s get animated! Interpretation, 4(2):1M-5M

Medeiros A., Medeiros C.F. 2002. Possibilidades e limitações das simulações computacionais no ensino da Física. Rev. Bras. Ens. Física. 24(2):77-86.

Mendes, M. 2011. Produção e utilização de animações e vídeos no ensino de biologia celular para a primeira série do ensino médio. Brasília: Inst. Ciênc. Biol, 103p. (Dissert. Mestrado).

Press F., Siever R., Grotzinger J., Jordan T. H. 2006. Para entender a Terra. 4ª ed. Porto Alegre: Bookman. 656p.

Schwarz, S. (2004). Cyberseismology and teachable moments. Seismological Research Letters, 75(6):749-750.

Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação & Secretaria de Turismo de Brasília. 2016. Guia Turístico Científico de Brasília. Brasília, (DF). URL: http://www.brasilia.df.gov.br/wp-conteudo/uploads/2016/07/GUIA-FINAL-1.pdf. Acesso 18/04/2017.

Taber J.J., Bravo T.K., Dorr P.M., Hubenthal M., Johnson J.A., McQuillan P., [...], Welti R. 2015. Promooutras ting seismology education and research via the IRIS Education and Public Outreach Program. In: AGU Fall Meeting Abstracts San Francisco, EUA.

Teixeira W., Toledo M.C.M., Fairchild T.R., Taioli F. 2001. Decifrando a Terra. São Paulo: Oficina de Textos. 624p.

Toscani R.G, França G.S, Rezende E.S, Nizio T.F.S. 2012. Ensino dinâmico de sismologia por meio de maquetes. In: Congr. Bras. Geol. 46, Santos, SP, 30 set - 6 out 2012. Anais... Santos: SBG. URL: http://www.sbgeo.org.br/home/pages/44 Acesso 16/11/20017.

Downloads

Publicado

2018-01-22

Como Citar

TOSCANI, R.; REZENDE, E. S. de; MATOS, D. R.; FRANÇA, G. Produção de animações computadorizadas em flash para o ensino básico de Geociências. Terrae Didatica, Campinas, SP, v. 13, n. 3, p. 271–278, 2018. DOI: 10.20396/td.v13i3.8651221. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/td/article/view/8651221. Acesso em: 29 nov. 2021.

Edição

Seção

Artigos