Banner Portal
As modalidades da avaliação e as etapas da sequência didática: articulações possíveis
PDF

Palavras-chave

Avaliação. Sequência didática. Capacidades de linguagem.

Como Citar

MIQUELANTE, M. A.; PONTARA, C. L.; CRISTOVÃO, V. L. L.; SILVA, R. O. da. As modalidades da avaliação e as etapas da sequência didática: articulações possíveis. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, SP, v. 56, n. 1, p. 259–299, 2017. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8650771. Acesso em: 3 mar. 2024.

Resumo

Partindo do pressuposto de que a avaliação é parte integrante do processo de ensino e aprendizagem e imprescindível na orientação das ações pedagógicas que visem à superação das dificuldades apresentadas pelos estudantes, este trabalho realiza uma análise sobre as possíveis articulações entre as modalidades da avaliação e as etapas do procedimento sequência didática (SD) (DOLZ, NOVERRAZ, SCHNEUWLY, 2004) e sobre como essa prática pode contribuir para o desenvolvimento das capacidades de linguagem. Com o intuito de analisar tal articulação, inicialmente, apresentamos o plano textual global de três SD implementadas em diferentes contextos, e, na sequência, classificamos as atividades. Para a análise das capacidades de linguagem, analisamos três versões de texto, de um dos estudantes do grupo do Ensino Superior. As análises revelam que o trabalho com a escrita, instrumento avaliativo foco deste estudo, ocorreu, em cada uma das SD, em três momentos distintos: primeira produção, revisão e reescrita da primeira produção e produção final, o que vai ao encontro da nossa defesa de que a SD possibilita colocar em prática as modalidades avaliativas e suas funções que são: diagnosticar, controlar e classificar (HAYDT, 2008, FURTOSO, 2008). Em relação às produções, as análises mostram que houve avanço quanto ao atendimento dos critérios das capacidades de linguagem, uma vez que, os apontamentos/ questionamentos feitos para orientar o estudante na retomada de aspectos já estudados em outros momentos foram atendidos promovendo o desenvolvimento de capacidades de linguagem.
PDF

Referências

BAZERMAN, C. (1988/2000). Shaping Written Knowledge: The Genre and Activity of the Experimental Article in Science. WAC Clearing house Landmark Publications in Writing Studies: http://wac.colostate.edu/books/ bazerman_shaping/ Originally Published in Print, by University of Wisconsin Press, Madison, Wisconsin. Disponível em: http://wac.colostate.edu/books/bazerman_shaping/chapter1.pdf Acesso em: 17 jun. 2015.

BEATO-CANATO, A.P.M. (2009).O desenvolvimento da escrita em língua inglesa com o uso de sequências didáticas contextualizadas em um projeto de troca de correspondências. Tese de Doutorado em Estudos da Linguagem. Universidade Estadual de Londrina, Londrina. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000151181&print=y. Acesso em: 04 mar. 2014.

BLOOM, B. et al. (1983). Manual de Avaliação Formativa e Somativa do Aprendizado Escolar, trad. Lilian Rochlitz Quintão; Maria Cristina Fioratti Florez; Maria Eugênia Vanzolini.

São Paulo: Livraria Pioneira Editora.

BONESI, P.G.;SOUZA, N.A. de. (2006). Fatores que dificultam a transformação da avaliação na escola. Estudos em Avaliação Educacional. v. 17, nº 34, pp. 129-153. Disponível em: http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/eae/arquivos/1288/1288.pdf Acesso em: 10 out. 2015.

BRONCKART, J.P. (1999/2007/2012)Atividade de linguagem, textos e discursos: Por um interacionismo sociodiscursivo, trad. Anna Rachel Machado; Péricles Cunha. 2ª ed. São Paulo: EDUC.

BRONCKART, J.P. (2006) Interacionismo Sócio-discursivo: uma entrevista com Jean Paul Bronckart. Tradução de Cassiano Ricardo Haag e Gabriel de Ávila Othero. Revista Virtual de Estudos da Linguagem - ReVEL. v. 4, nº 6. Disponível em: http://www.revel.inf.br/files/entrevistas/revel_6_entrevista_bronckart_port.pdf. Acesso em: 14 out. 2013.

CHEVALLARD, Y. (1989).On didactic transposition theory: some introductory notes. Disponível em: http://yves.chevallard.free.fr/spip/spip/rubrique.php3?id_rubrique=6.

Acesso em: 17 jan. 2015.

CHUEIRI, M. S. F. (2008) Concepções sobre a Avaliação Escolar. Estudos em Avaliação Educacional. v. 19, nº 39, pp. 49-64. Disponível em: http://www.fcc.org.br/pesquisa/publicacoes/eae/arquivos/1418/1418.pdf Acesso em: 20 nov. 2015.

Cristóvão, V. L. L. (2007). Procedimentos de Análise e Interpretação em textos de avaliação. In: Guimarães, A. M. M; Machado, A. R.; Coutinho, A. (org.), O Interacionismo Sociodiscursivo: questões epistemológicas e metodológicas. 1ª Ed. Campinas: Mercado de Letras. pp. 257-272.

Cristóvão, V. L. L.; et. al. (2010). Uma proposta de planejamento de ensino de língua inglesa em torno de gêneros textuais. Letras. v. 20, nº 40, pp. 191-215.

Cristóvão, V. L. L.; STUTZ, L. (2011). A Construção de uma Sequência Didática na Formação Docente de Língua Inglesa. Revista SIGNUM: Estudos da Linguagem. V. 14. nº1, pp.569-589.

CONSOLO, D. A. (2004) A construção de um instrumento de avaliação da proficiência oral do professor de língua estrangeira. Trabalhos em Linguística Aplicada (UNICAMP), Campinas-SP, v. 43, n.2, p. 265-286.

DENARDI, D.A.C. (2009). Flying together towards EFL teacher development as language learners and professionals through genre writing. Tese de Doutorado em Letras – Inglês e Literatura Correspondente. Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis. Disponível em: https://repositorio.ufsc.br/xmlui/handle/123456789/92491 Acesso em: 25 fev. 2015.

DOLZ, J; GAGNON, R; DEC NDIO, F. (2010). Produção escrita e dificuldades de aprendizagem, trad. Fabrício Decândio; Anna Rachel Machado. Campinas: Mercado das Letras.

DOLZ, J.; NOVERRAZ, M.; SCHNEUWLY, B. (2004). Sequências Didáticas para o oral e a escrita: apresentação de um procedimento. In: Schneuwly, B; Dolz, J. et. al. Gêneros orais e escritos na escola, trad. Roxane Rojo; Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras.

DOLZ, J.; SCHNEUWLY, B. (2004). Gêneros e progressão em expressão oral e escrita – elementos para reflexões sobre uma experiência suíça (francófona) In: Schneuwly, B; Dolz, J. et. al. Gêneros orais e escritos na escola, trad. Roxane Rojo; Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras.

FERRARINI, M. A. (2009). O gênero textual conto de fadas didatizado para o ensino de produção escrita em língua inglesa. Dissertação de Mestrado em Estudos da Linguagem, Universidade Estadual de Londrina. Londrina. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000152702. Acesso em: 20 mar. 2015.

FURTOSO, V. B. (2008). Interface entre avaliação e ensino-aprendizagem: desafios na formação de professores. In: Durão, A. B. A. B.; Andrade, O. G.; Reis, S. (org.), Reflexões sobre o ensino das línguas estrangeiras. Londrina: UEL, pp. 127-158.

GASPAROTTO, D. (2014). O trabalho colaborativo em práticas de revisão e reescrita de textos em séries finais do ensino fundamental I. Dissertação de Mestrado em Letras. Universidade Estadual de Maringá, Maringá. Disponível em: http://www.ple.uem.br/defesas/pdf/dmgasparotto.PDF. Acesso em: 24 set. 2015.

GONÇALVES, A.; NASCIMENTO, E. L. (2010). Avaliação formativa: autorregulação e controle da textualização. Trabalhos em Linguística Aplicada. v. 49, nº 1, pp. 241-257. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/tla/v49n1/16.pdf. Acesso em: 20 ago. 2014.

HADJI, C. (1993). A avaliação, regras do jogo: das intenções aos instrumentos. 4. ed. Portugal: Porto Editora.

HAYDT. R. C. (2008). Avaliação do processo de Ensino-Aprendizagem. 6ª Ed. São Paulo: Ática.

HOFFMANN, J. (1998). Pontos e contrapontos: do pensar ao agir em educação. Porto Alegre: Mediação.

LANFERDINI, P.A.F. (2012). O trabalho (agir) docente no processo coletivo de planejamento e elaboração de uma Sequência Didática para o ensino de Língua Inglesa. 2012. Dissertação de Mestrado em Estudos da Linguagem. Universidade Estadual de Londrina: Londrina. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000177959. Acesso em: 20 mar. 2015.

LEAL, A.A. (2011). A organização textual do gênero cartoon: aspectos linguísticos e condicionamentos não linguísticos. Tese de Doutorado em Linguística – Teoria do Texto. Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Portugal. Disponível em: http://run.unl.pt/handle/10362/6646 Acesso em: 13 jan. 2015.

LIB NEO, J. C.; ALVES, N. (2012). Temas de pedagogia: diálogos entre didática e currículo. São Paulo: Cortez.

LUCKESI, C. C. (2012). Avaliação da Aprendizagem na escola. In: Libâneo, José Carlos; Alves, Nilda (org.), Temas de pedagogia: diálogos entre didática e currículo. São Paulo: Cortez. pp. 433-451.

LUCKESI, C. C. (2003). Avaliação da aprendizagem na escola: reelaborando conceitos e recriando a prática. Salvador: Malabares Comunicação e Eventos.

LUCKESI, C. C. (2006). Entrevista publicada na Folha Dirigida, Rio de Janeiro, Edição nº 1069, no caderno “Aprender”, pág. 9. Disponível em: http://www.luckesi.com.br/textos/entrevista_folha_dirigida_outubro2006.pdf. Acesso em: 15 out.2015.

LUCKESI, C. C. (2002). Avaliação da Aprendizagem escolar: estudo e proposições. 14ª Ed. São Paulo: Cortez.

MARCONI, M.; LAKATOS, E. M. A. (2003). Metodologia científica. 5ª. Ed. São Paulo: Atlas.

MENEGASSI, R J. (2010). O processo de produção textual. In: Santos, A. R.; Greco, E. A.; Guimarães, T. B. A produção textual e o ensino. Formação de Professores em Letras – EAD; nº 6. Maringá: EDUEM.

MENEGASSI, R J. (2012). Conceitos bakhtinianos em comandos de prova de redação. In: Figueiredo, D. C.; Bonini, A.; Furlanetto, M. M.; Moritz, M. E. W. (org.), Sociedade, cognição e linguagem: apresentações do IX CELSUL. Florianópolis: Insular. v. 1. pp. 251-276.

MINAYO, M. C. S. (2001). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes, 2001.

NASCIMENTO, E. L. (2009). Gêneros Textuais: da didática das línguas aos objetos de ensino. São Carlos: Editora Claraluz.

PASQUIER, A.; DOLZ, J. (1996). Um decálogo para ensinar a escrever. Cultura y Educación, n. 2, p. 31-41, 1996. Disponível em: http://pt.scribd.com/doc/65966212/Umdecalogo-para-ensinar-a-escrever-traducao-Roxane-Rojo Acesso em: 14 out. 2013.

PONTARA, C. (2015).Gêneros textuais e sequência didática propiciando um ensino significativo de análise linguística e expressão escrita em língua inglesa. Dissertação (Mestrado em Estudos da Linguagem) – Universidade Estadual de Londrina, PR.

RIBEIRO, E.A.G. (2011). Avaliação formativa em foco: concepção e características no discurso dicente. Dissertação (Mestrado em Educação) – Universidade Estadual de Londrina, PR. Disponível em: http://www.uel.br/pos/mestredu/images/stories/downloads/dissertacoes/2011/2011_-_RIBEIRO_Elizabete_Aparecida_Garcia.pdf. Acesso em: 17 jan. 2016.

RIOS REGISTRO, E. S. (2013). O conto na interface língua, literatura de língua inglesa e formação de professor de língua inglesa: uma proposta mediada pela produção de sequências didáticas. Tese de Doutorado em Estudos da Linguagem. Universidade Estadual

de Londrina. Londrina. Disponível em: http://www.bibliotecadigital.uel.br/document/?code=vtls000189442. Acesso em: 20 fev. 2015.

RUIZ, E.D. (2010/2013). Como corrigir redações na escola: uma proposta textual-interativa. 1ª Ed. 2ª reimpressão. São Paulo: Contexto.

SCARAMUCCI, M. V. R. (2011) Validade e consequências sociais das avaliações em contextos de ensino de línguas. Linguarum Arena, v. 2, p. 121-137.

SCARAMUCCI, M. V. R. (2014) A Avaliação no Ensino-Aprendizagem de Línguas e nas Pesquisas em Linguística Aplicada. In: MULIK, Katia Bruginski; RETORTA, Miriam Sester. (Org.). Avaliação no Ensino-Aprendizagem de Línguas Estrangeiras: Diálogos, Pesquisas e Reflexões. 1ed. Campinas: Pontes Editores, v. 1, p. 257-262.

SCHNEUWLY, B.; DOLZ, J. (2004). Gêneros orais e escritos na escola. trad. Roxane Rojo; Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado das Letras.

SCHNEUWLY, B. (2004). Gêneros e tipos de discurso: considerações psicológicas e ontogenéticas. In: Schneuwly, B; Dolz, J. et. al. Gêneros orais e escritos na escola, trad. Roxane Rojo; Glaís Sales Cordeiro. Campinas: Mercado de Letras.

SCRIVEN, M. (1967). The methodology of evaluation: perspectives on curriculum evaluation. AERA Monograph Series on Curriculum evaluation. nº.1, Chicago Rand Mc-Nally. Disponível em: http://www.comp.dit.ie/dgordon/Courses/ILT/ILT0005/TheMethodologyOfEvaluation.pdf. Acesso em: 10 set. 2015.

SILVA, D. P. (2011). A avaliação somativa nas sequências didáticas para o oral e escrita em Português. Dissertação de Mestrado em Letras. Universidade Federal do Pará, Belém. Disponível em: http://repositorio.ufpa.br/jspui/handle/2011/4661. Acesso em: 10 ago. 2014.

SILVA, E. L.; MENEZES, E. M. (2005). Metodologia da pesquisa e elaboração de dissertação. 4ª Ed. Florianópolis: UFSC. Disponível em: https://projetos.inf.ufsc.br/arquivos/Metodologia_de_pesquisa_e_elaboracao_de_teses_e_dissertacoes_4ed.pdf Acesso em: 27 de jan. 2016.

SOUZA, A. M. L. (2012). Avaliação de Aprendizagem no Ensino Superior: aspectos históricos. Revista Exitus. v. 2, nº 1, pp. 231-254. Disponível em: http://www.ufopa.edu.br/revistaexitus/revistas/volume-ii/artigos/avaliacao-da-aprendizagem-noensino-superior-aspectos-historicos/view. Acesso em: 12 ago. 2014.

STUTZ, L. (2012). Sequências didáticas, socialização de diários, autoconfrontação: instrumentos para a formação inicial de professores de inglês. Tese de Doutorado em Estudos da Linguagem. Universidade Estadual de Londrina: Londrina.

SUASSUNA, L. Paradigmas de avaliação: uma visão panorâmica. In: MARCUSCHI B. e SUASSUNA L. (org.). Avaliação em língua portuguesa: contribuições para a prática pedagógica. 1ed., 1 reimp. Belo Horizonte: Autêntica, 2007. Disponível em: http://www.serdigital.com.br/gerenciador/clientes/ceel/arquivos/8.pdf. Acesso em: 02 fev. 2016.

VIGOTSKI, L.S. (2002). Pensamento e linguagem. Disponível em http://www.institutoelo.org.br/site/files/publications/5157a7235ffccfd9ca905e359020c413.pdfAcesso em: 10 de agosto de 2014.

O periódico Trabalhos em Linguística Aplicada utiliza a licença do Creative Commons (CC), preservando assim, a integridade dos artigos em ambiente de acesso aberto, em que:

  • A publicação se reserva o direito de efetuar, nos originais, alterações de ordem normativa, ortográfica e gramatical, com vistas a manter o padrão culto da língua, respeitando, porém, o estilo dos autores;
  • Os originais não serão devolvidos aos autores;
  • Os autores mantêm os direitos totais sobre seus trabalhos publicados na Trabalhos de Linguística Aplicada, ficando sua reimpressão total ou parcial, depósito ou republicação sujeita à indicação de primeira publicação na revista, por meio da licença CC-BY;
  • Deve ser consignada a fonte de publicação original;
  • As opiniões emitidas pelos autores dos artigos são de sua exclusiva responsabilidade.

Downloads

Não há dados estatísticos.