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Mobilizando recursos linguísticos e semióticos, construindo identidades nos mundos da vida locais
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Palavras-chave

Timor-Leste
Trajetórias de migração
Amarração (mooring)
Mundos da vida
Convivialidade
Práticas linguísticas
Culturais e semióticas

Como Citar

CABRAL, E. .; MARTIN-JONES, M. Mobilizando recursos linguísticos e semióticos, construindo identidades nos mundos da vida locais: trabalhadores migrantes de Timor-Leste e seus clubes de futebol. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, SP, v. 61, n. 3, p. 642–656, 2022. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8669235. Acesso em: 25 fev. 2024.

Resumo

Este artigo é baseado numa pesquisa de caráter sociolinguístico e etnográfico, que foi feita com migrantes de Timor-Leste numa pequena cidade na Irlanda do Norte (CABRAL; MARTIN-JONES, 2017). Através desta pesquisa, traçamos as suas trajetórias de migração (via Portugal ou Inglaterra) e documentamos os modos agentivos que eles encontraram para lidar com as condições de estabelecimento e de emprego e, ao mesmo tempo, de criar novos espaços de solidariedade e convivialidade nos mundos da vida locais. Aqui, focamo-nos em um mundo em particular – o do desporto – e nos nove clubes de futebol formados para homens e jovens timorenses naquele contexto irlandês. Descrevemos e analisamos três aspetos diferentes de práticas de comunicação que se desenvolveram à volta do futebol: (1.) as práticas linguísticas, culturais e semióticas envolvidas na escolha de nomes e “marcas” (branding) para os clubes, em especial, práticas que indexavam diversas identidades timorenses (de diferentes regiões de Timor-Leste) e que indexavam diferentes mundos culturais e globalizados de futebol; (2.) os recursos linguísticos dos “treinadores” dos clubes (inclusive Tétum, Português e Inglês), as suas práticas de organização, os seus sistemas de valores e os seus fundos de conhecimento; (3.) o sentido da programação dos torneios de futebol em torno de datas importantes na construção da nação de Timor-Leste – uma prática regular evocava uma orientação para uma identidade nacional partilhada.

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