Banner Portal
Tradução, afetos e políticas do corpo
PDF

Palavras-chave

Tradução
Políticas do corpo

Como Citar

LIMA, Érica; PIMENTEL, J.; PISETTA, L. Tradução, afetos e políticas do corpo: por uma transformação de pensamentos e ações. Trabalhos em Linguística Aplicada, Campinas, SP, v. 62, n. 2, p. 179–181, 2023. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/tla/article/view/8674463. Acesso em: 27 fev. 2024.

Dados de financiamento

Resumo

A tradução há muito tem proporcionado reflexões que vão além da definição do verbo traduzir, em geral entendido como passar um texto de uma língua para outra. Esse sentido (ainda corrente) foi estabelecido nos séculos XVI e XVII, segundo o Dicionário dos Intraduzíveis (CASSIN [2004] 2018). Nessa obra, o verbete “tradução” traz a complexidade de definir a operação de tradução por meio de uma retomada diacrônica da significação de diversos verbos que tangenciam essa operação, tais como verter, expressar, interpretar, transformar. Nessa trama de sentidos, o papel do tradutor foi sendo ressignificado e, além do conhecimento linguístico e da competência tradutória, outros aspectos passaram a ser colocados na equação, entre eles os afetos. Similarmente ao que aconteceu com a definição de tradução, a ideia de que os afetos determinam nossas ações surge no século XVII (SPINOZA [1677] 2014) e apenas nas últimas décadas vem sendo efetivamente considerada nas humanidades com o que ficou conhecido como virada afetiva (CLOUGH, 2007). Assim como ilustrado no caso do verbete  “tradução”, “afeto” faz parte de uma rede de palavras muitas vezes usadas de forma intercambiável, como emoção, sentimento, sensação, afeição, entre outras que designam experiências subjetivas da pessoa que traduz, incluindo a palavra transformação. Nas palavras de Didi-Huberman:

PDF

Referências

CASSIN, Barbara (coord) (2004). Dicionário dos Intraduzíveis. Um vocabulário das filosofias. Organização: Fernando

Santoro e Luisa Buarque. Belo Horizonte: Editora Autêntica, 2018.

CLOUGH, Patricia Ticineto. (2007) The Affective Turn. Durham and London: Duke University Press.

DERRIDA, Jacques. (2000) O que é uma tradução “relevante”? Tradução de Olívia Niemeyer Santos. Alfa, 44 (n. esp.), p.

-44.

DIDI-HUBERMAN, Georges (2021). Que emoção! Que emoção? Tradução de Cecília Ciscato. 2ª. ed. São Paulo: Editora 34.

HUBSCHER-DAVIDSON, Séverine. (2018). Translation and Emotion—A Psychological Perspective. London: Routledge.

LEHR, Caroline. (2021) Translation, emotion and cognition. In: ALVES, Fabio; JAKOBSEN, Arnt L (eds.). The Routledge

Handbook of Translation and Cognition. New York and London: Taylor & Francis Group, p. 294 – 309.

MILNER, Jean-Claude. O amor da língua. (2012) Tradução de Paulo César de Souza Jr. Campinas: Editora da Unicamp.

ROJO, Ana M.; FEREZ, Paula C. (2021) Experimenting with emoticons: Insights into empirical emotion research in cognitive

translation studies. Onomázein. Special Issue VIII. Emotions in Translation and Interpreting, p. 1-15.

SPINOZA, Benedictus. (1677). Ética e Compêndio de Gramática da língua hebraica. Obra Completa IV. Tradução e notas J.

Guinsburg e Newton Cunha. São Paulo: Perspectiva, 2014.

Creative Commons License
Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.

Copyright (c) 2023 Érica Lima, Janine Pimentel, Lenita Pisetta

Downloads

Não há dados estatísticos.