Atos de insubordinação criativa promovem a ética e a solidariedade na educação matemática

  • Celi Aparecida Espasandin Lopes Universidade Cruzeiro do Sul
  • Beatriz Silva D'Ambrosio Miami University
  • Solange Aparecida Corrêa Escola Comunitária de Campinas
Palavras-chave: Insubordinação criativa. Prática docente. Educação matemática. Formação de professores.

Resumo

Neste artigo descreve-se parte da história de vida profissional de uma educadora matemática dos anos iniciais do Ensino Fundamental, construída a partir de narrativa autobiográfica. Solange contou uma experiência sobre um projeto desenvolvido com seus alunos. Pela leitura de suas narrativas, identificou-se como o projeto sobre os brinquedos e os jogos resultantes de seus atos de insubordinação criativa promoveram a educação ética de seus alunos. Por meio de uma ação pedagógica pautada em questionamentos e problematizações, eles contemplaram questões de equidade social e compreensão dos direitos das crianças e as lutas da sociedade para assegurar o bem-estar de todas elas. Os estudantes propuseram e implementaram atividades dentro de seu contexto e seu nível cognitivo, revelando solidariedade para com os menos privilegiados do que eles e evidências de desenvolvimento ético e moral.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Celi Aparecida Espasandin Lopes, Universidade Cruzeiro do Sul
Doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas. Professora Titular do Programa de Pós-Graduação em Ensino e Ciências e Matemática da Universidade Cruzeiro do Sul, São Paulo, Brasil.
Beatriz Silva D'Ambrosio, Miami University
Doutora em Educação Matemática pela Indiana University Bloomington (IUB), Bloomington, IN, USA. Foi professora e pesquisadora no Departamento de Matemática de Miami University (MU), Oxford OH USA.  In memoriam.
Solange Aparecida Corrêa, Escola Comunitária de Campinas
Graduada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Campinas. Especialização em Ensino de Matemática e Psicopedagogia. Professora dos anos iniciais do Ensino Fundamental na Escola Comunitária de Campinas.

Referências

Azevedo, J., Huzak, I. & Porto, C. (2005). Serafina e a criança que trabalha (13a ed.). São Paulo: Ática.

Clandinin, D. J. (2013). Engaging in narrative inquiry. Walnut Creek, CA: Left Coast Press.

Crowson, R. L. (1989). Managerial ethics in educational administration. The rational choice approach. Urban Education, 23(4), 412-435.

D´Ambrosio, B. S. & Lopes, C. E. (2014). Trajetórias de educadoras matemáticas (Coleção Insubordinação Criativa). Campinas/SP: Mercado de Letras.

D´Ambrosio, U. & D´Ambrosio, B. (2013). The role of ethnomathematics in curricular leadership in mathematics education. Journal of Mathematics Education at Teachers College, 4, 19-25.

D'Ambrosio, B. S. (2014). Living contradictions: Negotiating practices as mathematics teacher educators. Annual meeting of the Association of Mathematics Teacher Educators. Retirado em 31 de maio de 2016, de http://amte.net/sites/default/files/living-contradictions-dambrosio-amte-2014.pdf.

Freire, P. (2003). Pedagogia da autonomia (23a ed.). São Paulo: Paz e Terra.

Freire, P., Freire, A. M. A. & Oliveira, W. F. (2014). Pedagogia da solidariedade. São Paulo: Paz e Terra.

Giroux, H. A. (2014). Esperança da memória: à sombra da presença de Paulo Freire. In P. Freire, A. M. A. Freire, & W. F. Oliveira, Pedagogia da solidariedade. São Paulo: Paz e Terra.

Haynes, E. & Licata, J. W. (1995). Creative insubordination of school principals and the legitimacy of the justifiable. Journal of Educational Administration, 33 (4), 21-35.

Lopes, C. E. (2011). A estocástica no currículo de matemática e a resolução de problemas. 2 Seminário em Resolução de Problemas, Rio Claro, UNESP. Retirado em 31 de maio de 2016, de http://www2.rc.unesp.br/gterp/sites/default/files /artigos/completo-celi_lopes.pdf

Lopes, C. E. & D’Ambrosio, B. S. (2016). Professional development shaping teacher agency and creative insubordination. Ciência & Educação. Bauru, v. 22, n. 4, p. 1085-1095.

Morris, V.C. & Crowson, R.L. & Hurwitz JR., E. & Porter-Gehrie, C. (1981). The urban principal. Discretionary decision-making in a large educational organization. Retirado em 31 de maio de 2016, de: http://eric.ed.gov/?id=ED207178

Nacarato, A. M., & Passeggi, M. C. (2011). Narrativas da experiência docente em Matemática de professoras-alunas em um curso de Pedagogia. In Anais eletrônicos 6 Simpósio Internacional de Estudos e Gêneros Textuais - SIGET (pp. 1-14). Natal.

Neves, A. (2006). Brinquedos. São Paulo: Mundo Mirim.

Portal da Família. (2002). Declaração dos Direitos da Criança. 7º Princípio. Retirado em 02 de maio de 2016, de: http://portaldafamilia.org/datas/criancas/direitosdacrianca.shtml.

Roche, K. (1999). Moral and ethical dilemmas in Catholic school settings. In: P. T. Begley, (Org.), Values and educational leadership (pp. 255-272). Albany/NY: SUNY Press.

Sacristán, J. G. (1999). Poderes inestables en educación. Madrid: Morata.

Skovsmose, O. (2014). Um convite à educação matemática crítica. Campinas/SP: Papirus.

Publicado
2017-01-20
Como Citar
Lopes, C. A. E., D’Ambrosio, B. S., & Corrêa, S. A. (2017). Atos de insubordinação criativa promovem a ética e a solidariedade na educação matemática. Zetetike, 24(3), 287-300. https://doi.org/10.20396/zet.v24i3.8648093
Seção
Artigo