A obra O Discipulo Parisiense: uma apropriação criativa para a matéria de Desenho

Palavras-chave: Ensino primário. Desenho. Métodos e conteúdos.

Resumo

Este texto tem o intuito de apresentar o ensino da matéria Desenho como um importante elemento à formação escolar e à transformação da sociedade, uma vez que discussões realizadas na década de 1880 mostravam a necessidade de uma reforma, a partir dos conteúdos e dos métodos de ensino praticados na época, na instrução pública da escola de primeiras letras. Para tanto, valeu-se da análise da obra O Discipulo Parisiense e de programas de ensino, prescritos nas primeiras décadas do século XX no estado do Paraná. Foi possível verificar que a forma como a obra foi desenvolvida fez com que se tornasse possível a prática de novos métodos e conteúdos para o ensino do Desenho.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Alexsandra Camara, Pontifícia Universidade Católica do Paraná
Mestre em Educação Matemática pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP). Doutoranda do curso de pós-graduaçao em Educação da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e integrante do grupo de pesquisa Ghemat.

Referências

Barbosa, R. (1882). O desenho e a arte industrial (Discurso pronunciado no Lyceu de Artes e Ofícios). In Barbosa, R., Obras Completas (v. IX, t II).

Barbosa, R. (1946). Reforma do ensino primário e várias instituições complementares da instrução pública, In Barbosa, R., Obras Completas (v. X, t. II). Rio de Janeiro: Ministério da Educação e Saúde.

Bastos, M. H. C. (2000). Ferdinand Buisson no Brasil. Pistas, vestígios e sinais de suas ideias pedagógicas (1870-1900) (n.8). Pelotas: ASPHE/FaE/UFPel

Chartier, R. (1990). A História Cultural: entre práticas e representações. Lisboa: DIFEL.

Certeau, M. de. (2014). A invenção do cotidiano. Artes do fazer (22a ed). Petrópolis: Vozes.

Decreto n.º 1.216, de 27 de abril de 1904. (1904). Approva e manda observar o Regimento Interno dos Grupos Escholares e das Escholas Modelo. Palacio do Governo do Estado de São Paulo, São Paulo.

Decreto n.º 596, de 07 junho de 1911. (1911). Florianópolis, Santa Catarina. Acervo da Apesc.

D’Enfert, R. (2007). L’introduction du travail manuel dans les écoles primaires de garçons, 1880-1900. Histoire de l’éducation [En ligne], 113, 31-67.

Frizzarini, C. R. B. (2014). Do ensino intuitivo para a escola ativa: os saberes geométricos nos programas do curso primário paulista, 1890-1950. Dissertação de Mestrado, Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Educação e Saúde na Infância e na Adolescência, Universidade Federal de São Paulo, Guarulhos.

Guimarães, M. D. (2017). Por que ensinar Desenho no curso primário? Um estudo sobre as suas finalidades (1829-1950). Tese de Doutorado, Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Educação e Saúde na Infância e na Adolescência, Universidade federal de São Paulo, Guarulhos.

Leme da Silva, M. C. (2016). Geometria para aprender desenho ou desenho para aprender geometria? In G. M. C. Trinchão (Org.), Desenho, ensino & pesquisa (pp.71-97) Salvador: EDUFBA; UEFS.

O Discipulo Parisiense (1926). Caderno pertencente ao aluno Aymo Perotti. Nova Edição. Monroco Irmânos Editores Impressores, v. 1-12, Paris.

Paraná. (1914). Portaria n. 4 de 17 de Janeiro de 1914. Instruções para reorganização das escolas públicas. Diretoria da Instrução Pública. In: Macedo, Francisco Ribeiro de Azevedo. Relatório apresentado ao cidadão Dr. Claudino Rogoberto F. dos Santos Secretário d’Estado dos Negócios do Interior, Justiça e Instrução Pública pelo Diretor Geral da Instrução Pública. PR, 1914.

Paraná. (1917). Programa de Ensino do Grupo Escolar “Modelo” e Similares. Diário Oficial do Estado do Paraná, meses de jun./jul./ago.

Paraná. (1921). Programa dos Grupos Escolares do Estado do Paraná. Marins Alves de Camargo. Retirado em 11 de agosto, 2016, de https://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/105310.

Pestalozzi, J. H. (1889). Cómo Gertrudis enseña a sus hijos (J. T. Sepúlveda, Trad.). Coatepec, ME: Tipografia de Antonio M. Rebolledo. Retirado em 23 de março, 2017, de http://cdigital.dgb.uanl.mx/la/1080022565/1080022565.PDF.

Rodrigues, J. L., Brito, J. L. de, & Pereira, A. R. A. (1904). Parecer ao que o acto se refere. Revista de Ensino, v. 3, São Paulo: SP, p. 254-262. Retirado em 11 de agosto, 2016, de http://repositorio.ufsc.br/handle/123456789/97607.

Rousseau, J. J. (2004). Emílio, ou Da educação (3a ed.). São Paulo: Martins Fontes.

Trinchão, G. (2008). O desenho como objeto de ensino: história de uma disciplina a partir dos livros didáticos luso-brasileiros oitocentistas. Tese de Doutorado em Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Universidade do Rio dos Sinos/UNISINOS,RS.

Viñao Frago, A. (2008). Os cadernos escolares como fonte histórica: aspectos metodológicos e historiográficos. In A. C. V. Mignot (Org.), Cadernos a vista: escola, memória e cultura escrita (pp. 15-34). Rio de Janeiro: Editora da UERJ.

Publicado
2019-04-22
Como Citar
Camara, A. (2019). A obra O Discipulo Parisiense: uma apropriação criativa para a matéria de Desenho. Zetetike, 27, e019013. https://doi.org/10.20396/zet.v27i0.8654264
Seção
Dossiê - Impressos para o ensino ou textos de referência e História da Educação Matemática: leituras e interpretações