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Cisão corpo/mente na escola: uma analise a partir da epistemologia social
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Palavras-chave

Cisão corpo e mente. Escola. Educação física. Epistemologia social e poder.

Como Citar

ZABOLI, F.; SILVA, R. I. da; BORDAS, M. A. G. Cisão corpo/mente na escola: uma analise a partir da epistemologia social. ETD - Educação Temática Digital, Campinas, SP, v. 8, n. 1, p. 10–32, 2010. DOI: 10.20396/etd.v8i1.1106. Disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/etd/article/view/1106. Acesso em: 1 out. 2023.

Resumo

A proposta aqui foi a de apresentar uma epistemologia social acerca do objeto: cisão corpo e mente na escola e na Educação Física. A escolha da referida base teórica para a abordagem do objeto em questão está pautada no interesse de distinguir uma nova interpretação que module o antagonismo entre as matrizes materialistas e idealistas que há muito discutem o tema. Mais estritamente, nossa abordagem atenta para as determinações epistêmicas que o paradigma moderno da realidade humana cindida em corpo e mente possibilita em relação às construções sócio-históricas em torno dos arrolamentos de poder no âmbito da escola e da Educação Física. Para tanto, estabelecemos, dentre outros, um diálogo com Thomas Popkewitz e Michel Foucault, principais autores que versam sobre o tema da epistemologia social e das relações de poder, respectivamente. Doravante, nosso trabalho discorre especificamente sobre a escola como dispositivo de poder que agencia seus ideais sócio-culturais sobre o solo da cisão entre corpo e mente. Mais ainda, detemo-nos no fato de a escola e a Educação Física utilizarem os saberes técnicos e tecnológicos desenvolvidos sob o paradigma da cisão, com o fim de incrementarem os agenciamentos de poder em prol de ajustes sócio-culturais concernentes aos modos de pensar (mente) e os modos de agir (corpo) do humano em geral e em particular. Por último, restou-nos fôlego para tratarmos o fenômeno esporte enquanto palco político e artefato de agenciamento dos saberes e dos poderes, pois tem a capacidade de assegurar operações diretas sobre os modos de vida da população em prol de propostas ideológicas que sobre a sociedade moderna procuram unilateralmente controlar os modos de subjetivação dos sujeitos individuais e coletivos. 

https://doi.org/10.20396/etd.v8i1.1106
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