A hermenêutica platônica no Íon e no Protágoras

  • José Renato de Araújo Sousa Universidade Estadual de Campinas
Palavras-chave: Platão. Sócrates. Hermenêutica.

Resumo

A forma mais simples e imediata de definir em poucas palavras a hermêutica é chamá-la de “arte ou técnica da interpretação”. Segundo Scheleimacher os gregos teriam sido os iniciadores dessa arte, quando buscavam interpretar os versos de seus poetas. Platão pode ser visto como um desses hermeneutas antigos das obras poéticas, ao lado dos sofistas que se proclamavam como os melhores intérpretes da arte de Homero. Neste artigo procuramos acompanhar um pouco dessa hermenêutica platônica apresentada por Sócrates nos diálogos Íon e Protágoras. As considerações da personagem Sócrates são importantes para entendermos a preocupação dos gregos em decifrar os enigmas da sua própria linguagem ao fazerem a exegese dos seus textos. 

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Biografia do Autor

José Renato de Araújo Sousa, Universidade Estadual de Campinas
Estudante de Doutorado em Educação Faculdade de Educação - UNICAMP Grupo de pesquisa: Paidéia

Referências

FERRAZ, M. C. Platão: as artimanhas do fingimento. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 1999.

PLATÃO. Íon. Trad. par Louis Mérider. Paris: Belles Lettres, 1931.

PLATÃO. Íon . Trad. Carlos A. Nunes. Belém: UFPA, 1980.

PLATÃO. Protágoras. Trad. Carlos A. Nunes. Belém: UFPA, 1980.

PLATÃO. Protagoras. Traduit par Alfred Croiset. Paris Belles Lettres, 1984.

SCHELEIERMACHER. Hermenêutica: arte e técnica da interpretação. Petrópolis: Vozes, 1999.

Publicado
2008-12-05
Como Citar
Sousa, J. R. de A. (2008). A hermenêutica platônica no Íon e no Protágoras. ETD - Educação Temática Digital, 4(2), 63-72. https://doi.org/10.20396/etd.v4i2.622