O professor intérprete de língua de sinais em sala de aula: ponto de partida para se repensar a relação ensino, sujeito e linguagem

  • Regina Maria de Souza Universidade Estadual de Campinas
Palavras-chave: Educação de surdos. Intérprete de língua de sinais. Tradução.

Resumo

O presente trabalho discute a necessária participação educativa do intérprete de língua de sinais em sala de aula. A partir da teoria do Acontecimento Didático sobre o ensino e das idéias de Derrida sobre o ato interpretativo, defende a tese de que tentar estabelecer limites para a atuação do intérprete educacional - na tentativa de fazer com que não se confunda com a figura do/a professor/a em sala de aula - é submeter-se a uma formação discursiva de ensino que o reduz ou ao currículo, ou ao método (técnicas) ou a intervenções que consideram tão somente a “capacidade” cognitiva do sujeito. 

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Biografia do Autor

Regina Maria de Souza, Universidade Estadual de Campinas
Psicóloga e mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCAMP). Doutora em Lingüística pelo Instituto de Estudos da Linguagem da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Representante da UNICAMP no Núcleo Educación para la Integración (AUGM), membro convidado do GT Linguagem e Surdez da Associação Nacional de Pós-graduação em Letras e Lingüística (ANPOLL), docente do Departamento de Psicologia Educacional da Faculdade de Educação da UNICAMP, responsável pelos Grupos de Estudos Surdos e o de Leituras de Freud, ambos vinculados ao Grupo de Estudos Diferenças e Subjetividades em Educação (DIS/FE).

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Publicado
2008-11-26
Como Citar
Souza, R. M. de. (2008). O professor intérprete de língua de sinais em sala de aula: ponto de partida para se repensar a relação ensino, sujeito e linguagem. ETD - Educação Temática Digital, 8, 154-170. https://doi.org/10.20396/etd.v8i0.697