De um corpo aos pedaços a um sujeito: o que Gepeto sempre pode ensinar sobre isso a quem educa?

Autores

  • Conceição Aparecida Costa Azenha Universidade Estadual de Campinas

DOI:

https://doi.org/10.20396/etd.v8i0.707

Palavras-chave:

Educação. Infância. Psicanálise. Ética.

Resumo

Em sua conexão com a educação, a psicanálise permite lançar interrogantes sobre o papel da educação na vida dos sujeitos. O objetivo deste trabalho é propor uma discussão sobre a educação e a infância a partir de relatos clássicos como os de Schreber e Itard, bem como de obras literárias, a saber, Pinóquio e Frankenstein. A escolha de tais textos não foi aleatória, mas engendrada em seu tecido comum: a infância em suas diferentes concepções, e as implicações que se lançam no entendimento do que seja educar. A educação torna-se um fato de difícil acontecimento, quando a diferença entre adultos e crianças é negada em nome da Ciência, como sugerem algumas abordagens psicopedagógicas. A educação pode ocorrer de fato quando funciona segundo a ética do desejo. O compromisso deste artigo é o de apontar que o tornar-se sujeito é tributário de uma educação. 

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Biografia do Autor

Conceição Aparecida Costa Azenha, Universidade Estadual de Campinas

Psicóloga com aperfeiçoamento em Psicanálise, Infância e Educação pela FE/USP, Psicopedagoga da Coordenadoria Municipal de Educação de Nova Odessa/SP (2000/2004), mestre e doutoranda em Lingüística no Instituto de Estudos da Linguagem – IEL da UNICAMP e pesquisadora do Grupo SEMASOMa do mesmo Instituto.

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Publicado

2008-11-26

Como Citar

Azenha, C. A. C. (2008). De um corpo aos pedaços a um sujeito: o que Gepeto sempre pode ensinar sobre isso a quem educa?. ETD - Educação Temática Digital, 8, 333–348. https://doi.org/10.20396/etd.v8i0.707